SpaceX descobriu um inimigo improvável: nudistas!
O processo de aprovação de lançamentos da Starship a partir do Centro Espacial Kennedy (em inglês, KSC) da NASA, na Flórida, inclui uma série de reuniões públicas, nomeadamente com os residentes da zona. Nessas, a Administração Federal de Aviação (em inglês, FAA) dos Estados Unidos concluiu que a SpaceX tem um inimigo improvável.
A Starship é o veículo de lançamento de última geração da SpaceX. Na sua versão final, o propulsor Super Heavy e o estágio superior Ship terão quase 150 metros de altura sobre a costa do KSC, produzindo um impulso descomunal aquando das descolagens.
Ambos os estágios foram projetados para serem total e rapidamente reutilizáveis, num avanço importante que a empresa espacial acredita que será revolucionário.
É na Starship que o diretor-executivo da SpaceX, Elon Musk, deposita uma série de promessas:
- Será a nave espacial para Marte, tornando a vida humana multiplanetária, e transportando até um milhão de pessoas para o planeta vermelho até a década de 2060;
- Será usada para lançar a constelação de satélites de Internet, a Starlink, bem como outras cargas úteis de vários clientes.
- Na lista estão, também, missões tripuladas para a órbita da Terra e Lua.
De facto, a Starship é fundamental para a missão Artemis III da NASA, concebida para levar astronautas à superfície lunar, pela primeira vez, desde a missão Apollo, em 2027, previsivelmente.
Para isto, a SpaceX precisa de concluir a fase de desenvolvimento e testes da Starship, que está a ser realizada nas instalações de fabrico da empresa, no sul do Texas, e tem de iniciar os lançamentos operacionais no Complexo de Lançamento 39A (LC-39A) do KSC.
De acordo com o processo da declaração de impacto ambiental (EIS), a SpaceX está a solicitar aprovação para até 44 lançamentos e aterragens a partir do complexo de lançamento por ano, com aterragens dispersas entre retornos ou aterragens em drones nos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico.
FAA está a avaliar o impacto ambiental da Starship
A FAA dos Estados Unidos concluiu, recentemente, uma série de reuniões públicas como parte do processo da EIS, que serve para aprovar os lançamentos da Starship a partir do KSC da NASA, na Costa Espacial da Flórida.
As audiências, que incluíram sessões presenciais no KSC e no Cabo Canaveral, foram concebidas para recolher a opinião pública antes de o regulador finalizar a sua análise ambiental e decidir se concede ou não à SpaceX uma licença para os lançamentos da Starship, na Flórida.
Segundo a agência, a conclusão da EIS não garante a aprovação, uma vez que a SpaceX deve, também, atender aos requisitos de segurança e financeiros. Contudo, a construção de uma nova torre e infraestrutura para a Starship está em andamento no LC-39A do KSC há mais de um ano, e nem todos os residentes parecem aprová-lo.
Apesar de a FAA afirmar que os riscos para a segurança pública e a propriedade são baixos, a escala e a frequência das operações da Starship representariam uma mudança dramática para aquela zona, levantando questões sobre como as comunidades, o ambiente e as infraestruturas circundantes se adaptariam.
Durante as audiências públicas, alguns residentes e membros da comunidade expressaram fortes preocupações.
Residentes insatisfeitos com lançamentos e aterragens da Starship
As reuniões presenciais consistiram numa apresentação de vídeo pré-gravada, mas não deram tempo para comentários públicos. Em vez disso, a FAA contratou um estenógrafo, um profissional na técnica de escrita com abreviaturas, para digitar as declarações ditadas pelas pessoas. Além disso, forneceu endereços para que as pessoas enviassem as suas opiniões.
Entretanto, uma reunião realizada pelo Zoom, no início deste mês, permitiu que o público se manifestasse, oferecendo três minutos para quem quisesse falar.
A análise da FAA observa que as operações da Starship podem exigir mais de 60 encerramentos anuais da Praia de Playalinda — uma praia pública que faz parte da Costa Nacional de Canaveral —, bem como restrições marítimas e aéreas frequentes que podem atrasar os voos dos aeroportos da Flórida em 40 minutos a duas horas.
Durante a reunião no Zoom, o diretor de operações do Aeroporto Internacional de Tampa, John Tiliacos, destacou que a Starship causará atrasos nos voos em quase todo o estado da Flórida, e pediu que a FAA desenvolvesse um plano para resolver este problema.
A par do impacto no turismo e nas espécies da zona, os residentes apontaram os seguintes problemas:
- Riscos de perda auditiva, pelo ruído que a Starship provocará;
- Impacto dos despertares noturnos, que podem causar incómodo significativo e perturbação crónica do sono, intimamente ligada à depressão, ansiedade e doenças cardiovasculares;
- Possibilidade de o acesso à praia ser repetidamente interrompido para lançamentos e cancelamentos, que deverão ser mais do que o agora previsto.
Um problema para os nudistas
Além das críticas referidas, surgiu outra. A Canaveral National Seashore recebe mais de um milhão de visitantes por ano e alguns desses banhistas vão especificamente para Playalinda devido à sua localização remota e à liberdade por que é conhecida.
Segundo Erich Schuttauf, diretor-executivo da American Association for Nude Recreation, restringir a praia de Playalinda deslocaria os visitantes regulares (não nudistas) para o condado vizinho de Volusia.
Na sua perspetiva, isto causaria conflitos nas áreas nudistas da praia entre moradores locais e recém-chegados.
Além de Schuttauf, Deborah Sue Stevens, na chamada Zoom a partir da Califórnia, disse que lugares como Playalinda são cruciais para pessoas que viajam para locais onde a nudez pública é legal.
Segundo ela, "há provavelmente um quarto de milhão de pessoas que viajam e pensam como eu, que procuram destinos que sejam bonitos e rodeados por pessoas com ideias semelhantes".
Entretanto, a FAA aceitará comentários públicos sobre o processo da EIS até 22 de setembro, antes de preparar uma versão final da delcaração ainda este ano.
Espera-se que essa versão final seja publicada no inverno de 2025, determinando se a SpaceX receberá a licença para iniciar os lançamentos da Starship a partir da Flórida.
Fonte: Space.com
























Isto é um problema a curto prazo, será uma questão de tempo até não haver cortes de praias ou paragens de tráfego aéreo para lançamentos, pois será igualmente rotineiro como aviões hoje em dia…
Nunca irá acontecer. A FAA, e a NASA, obrigam a um cone de 180 milhas (230km), na rota, de cada lançamento.
No caso, do Super Heavy, o cone é de 180 milhas por 17 milhas (por causa do regresso). Ainda falta, a Ship, que para voltar, ao local de lançamento, vai ter de usar 6000% da sua capacidade de combustível, para rodar 180 graus, mudando 73400kmh, para poder regressar, usando o Atlântico, ou terá de ser agarrada, na Califórnia.
Depois das grandiosas explosões, que espalharam centenas, de milhares, de toneladas de destroços, e milhão e meio, de litros de combustíveis, não será até 2500 que podem lançar, em qualquer sítio.
“Depois das grandiosas explosões, que espalharam centenas, de milhares, de toneladas de destroços, e milhão e meio, de litros de combustíveis”, isso foram testes e já agora o Space Shuttle Challenger tambem foi grandioso ?
O Trump muda essa obrigatoriedade, desde que o Musk, Jeff Bezos e outros lhe façam cair pilim no bolso.
“(…) há provavelmente um quarto de milhão de pessoas que viajam e pensam como eu, que procuram destinos que sejam bonitos e rodeados por pessoas com ideias semelhantes”
Sounds racist to me… ou só quando quero estar rodeado de pessoas que pensem como eu, e tenham o mesmo pensamento que eu, a minha cultura, portuguesa e ocidental, é que é um problema?
😀
huh????!!!!*!?»!?
O maior problema, é que, a SpaceX, quer lançar 6000 foguetões, por dia!
Começam com 80, por ano, subindo para 80, por mês, para 500, por mês, para 2500 por semana e 6000 por dia.
É aqui que a FAA não está a gostar, da ideia. A empresa pediu autorização para 6000 milhões, de satélites, Starlink, operacionais, em 2033. Com 800 milhões a 1400 milhões, a serem lançados, por ano, até aos Starlink V250, que já irão funcionar por 45 milhões, dos Starlink V100. Só que, cada Ship, só pode lançar 200, quando Starlink V3 (os actuais), conseguirá colocar 340, em órbita, em cada lançamento.
Não sei qual é stress, ultimamente nos testes da starship, a nave tem ido toda nua, com pouca ou nenhuma protecção térmica para os testes, vai o aço todo nú. Não deveria contar como um camarada da practica?
Por mais nu que todo esse aço esteja, creio que seja um pormenor que não contará para ser também considerado um camarada da prática por uma simples razão… ou duas: é demasiado fálico e, pior ainda, está sempre a apontar para o céu.
🙂
“O maior problema, é que, a SpaceX, quer lançar 6000 foguetões, por dia!”… ???… Como é que isso vai funcionar?
Não são nudistas, o termo correcto é naturistas