O ano novo de Plutão irá acontecer em 2178. Pena não estarmos cá para comemorar
A 23 de março de 2178, Plutão irá concluir, pela primeira vez desde a sua descoberta, uma volta completa em torno do Sol. Entre os cinco planetas anões do Sistema Solar, onde se incluem Éris, Ceres, Makemake e Haumea, Plutão é, de longe, o mais conhecido, muito por causa do seu breve estatuto como planeta “clássico”.
As anomalias nas órbitas de Úrano e Neptuno
No século XIX, astrónomos observaram que Úrano apresentava movimentos orbitais que não coincidiam totalmente com as previsões da mecânica newtoniana.
Em 1846, o matemático e astrónomo Urbain Le Verrier propôs a existência de um planeta ainda desconhecido para explicar essas discrepâncias. Esse planeta viria a ser Neptuno, mas as irregularidades não ficaram totalmente esclarecidas.
A previsão e descoberta de Plutão
Já no início do século XX, o astrónomo norte-americano Percival Lowell defendeu a existência de um novo planeta além de Neptuno. Com base nessas previsões, Clyde Tombaugh, no Observatório Lowell, conseguiu identificar Plutão em 1930, recorrendo a um comparador de imagens conhecido como blink comparator.
O nome Plutão foi sugerido por Venetia Burney Phair, então com apenas 11 anos, e rapidamente adotado pela comunidade científica.
Da categoria de planeta ao estatuto de planeta anão
Durante décadas, Plutão figurou nos diagramas do Sistema Solar ao lado de planetas como a Terra e Júpiter. Contudo, em 2006, a União Astronómica Internacional redefiniu o conceito de planeta e reclassificou Plutão como planeta anão, por não dominar gravitacionalmente a sua órbita.
Apesar disso, Plutão possui cinco luas conhecidas. A maior é Charon, com cerca de metade do tamanho do próprio Plutão, formando um sistema frequentemente descrito como um “planeta duplo”, segundo a NASA.
Um ano que dura quase dois séculos e meio
Um dia em Plutão dura cerca de 153 horas terrestres, mas o mais impressionante é o seu ano. A órbita completa demora aproximadamente 248 anos terrestres, o que faz com que apenas em 2178 Plutão complete a sua primeira volta desde a descoberta.
A sua órbita é altamente elíptica e inclinada, variando entre 30 e 49,3 unidades astronómicas de distância ao Sol. Entre 1979 e 1999, Plutão esteve mais próximo do Sol do que Neptuno, um facto raro e revelador da singularidade do seu percurso orbital.
Um aniversário que poucos irão testemunhar
Esta longa viagem em torno do Sol significa que Plutão perdeu o estatuto de planeta muito antes de “celebrar” o seu primeiro aniversário orbital desde a descoberta.
Salvo avanços radicais na longevidade humana, este será um marco histórico que ficará reservado às futuras gerações.





















Falta ali Sedna. Foi, por causa, deste 11 planeta, que a IAU, passou Plutão, para planeta anão (e promoveu Ceres e Vesta). Ao mesmo tempo, validaram que, qualquer objecto, acima dos 7000 anos, de órbita, sejam designados de Sednoids. Sedna demora 11000 anos, a dar uma volta completa.
Acho que falta ai algumas virgulas para ser ler melhor
Não estamos? Com a IA a dar uma ajudinha nos jarros com um líquido ainda por descobrir não sei…
” Salvo avanços radicais na longevidade humana “- dizem que vamos ter o prazer de fazer parte desse processo num prazo de 30 anos . Dizem…
Estaremos cá, mas noutro corpo….
Com a esperança media a aumentar acho que ainda vamos testemunhar esse marco ..