NASA perde contacto com a sonda MAVEN que orbita Marte há 11 anos
A NASA confirmou a perda de comunicação com a sonda MAVEN, um dos orbitadores científicos mais importantes em torno de Marte. O contacto foi interrompido a 6 de dezembro de 2025, levantando dúvidas sobre o estado atual da missão, que estava operacional desde 2014.
Comunicação perdida após passagem pelo lado oculto de Marte
Segundo a agência espacial norte-americana, a interrupção ocorreu quando a MAVEN atravessou o lado oculto de Marte, uma zona da órbita onde a ligação com a Terra é temporariamente impossível.
Esta situação faz parte do funcionamento normal da missão. No entanto, ao regressar a uma posição com visibilidade direta para as antenas terrestres, a sonda não conseguiu restabelecer a comunicação, algo que não é habitual.
Os últimos dados de telemetria recebidos indicavam que todos os sistemas funcionavam dentro dos parâmetros normais, o que torna a falha mais difícil de explicar nesta fase.

A sonda MAVEN, da NASA, em órbita de Marte desde 2014, foi concebida para estudar a atmosfera do planeta vermelho e compreender como a radiação solar e o vento solar contribuíram para a perda gradual de gases e de água ao longo de milhares de milhões de anos. Para além do seu papel científico, a MAVEN tem sido essencial na retransmissão de comunicações entre os rovers em Marte e a Terra, tornando a recente perda de contacto um momento crítico para a exploração marciana.
Uma missão chave para compreender a atmosfera marciana
A MAVEN, sigla de Mars Atmosphere and Volatile Evolution, foi lançada em 2013 e entrou na órbita de Marte em 2014. O seu principal objetivo foi estudar a composição e a evolução da atmosfera marciana, ajudando a esclarecer como o planeta perdeu grande parte dos seus gases ao longo de milhares de milhões de anos.
Os dados recolhidos pela missão permitiram reforçar a teoria de que Marte terá sido, no passado distante, um planeta mais quente e húmido, com condições potencialmente favoráveis à existência de água líquida à superfície.
Papel essencial no apoio aos rovers em Marte
Para além do seu valor científico, a MAVEN desempenhava também uma função operacional crítica. A sonda integrava a rede de retransmissão de comunicações que permite aos rovers na superfície marciana, como o Curiosity e o Perseverance, enviarem grandes volumes de dados para a Terra de forma eficiente.
Estas ligações indiretas são fundamentais para a transmissão de imagens de alta resolução, medições científicas e informação técnica sobre o estado dos veículos robóticos.
NASA investiga causas e tenta recuperar o sinal
Neste momento, equipas de engenheiros da NASA estão a analisar possíveis causas para a anomalia. Estão a ser feitas tentativas para restabelecer o contacto e avaliar se a sonda poderá ter entrado num modo de segurança automático ou sofrido uma falha mais grave nos sistemas de comunicação ou de energia.
Apesar deste contratempo, a presença da NASA em órbita de Marte mantém-se assegurada. Outros orbitadores, como o Mars Reconnaissance Orbiter e o Mars Odyssey, continuam ativos e poderão compensar parcialmente a ausência da MAVEN, embora com possíveis limitações na capacidade global de retransmissão de dados.
A perda prolongada da MAVEN representa, ainda assim, um revés relevante para as operações científicas e logísticas em Marte, num momento em que a exploração do planeta continua a ser uma prioridade estratégica para a NASA.























3iatlas tem baralhado tudo que nos acreditávamos saber sobre o cosmos, tantas anomalias estravagantes e essa pode ser mais uma
A MAVEN terá perdido, a orientação, devido à ejecção coronal, da semana anterior. A sonda estaria, apontada, para o Sol, quando passou, para o lado de lá, de Marte. Foi atingida, pela massa solar, terá perdido a orientação, para saber, onde está, a Terra. Ao sair, não sabia para onde apontar, as antenas. Estará em modo de poupança, de energia, a enviar pings, pelo piloto, de comunicação, à espera de resposta. Se, alguma antena, na Terra ou na órbita lunar, o detectarem, podem enviar, o comando, de reinício, do sistema, de orientação.
Aconteceu, semelhante, ao MRO, em 2023, quando Marte, foi atingido, por uma tempestade solar.
Há a hipótese que a memória tenha queimado, nesse caso, acabou, não mais irá funcionar, talvez, alguns dos rovers, possa ver a “estrela cadente”, quando se desfizer, da órbita de Marte.