Coisas perturbadoras que aconteceriam ao seu corpo após a morte na Lua
O regresso do ser humano à Lua está cada vez mais próximo, com planos para bases habitadas de forma permanente. Mas viver no satélite natural da Terra levanta desafios inesperados, e até algo inevitável como a morte teria consequências muito diferentes das que conhecemos na Terra.
A Lua tem um ambiente inóspito, terrível para o ser humano. Já falamos em vários cenários que são adversos aos astronautas que por lá passaram, mas, com a maior presença de seres humanos na Lua, o que acontece a um corpo se morrer no nosso satélite natural?
Há várias questões que já podem ser respondidas.
A verdade científica sobre o que acontece ao corpo humano após a morte na Lua
Pensar na própria morte é inquietante, independentemente do local onde a imagine acontecer, mas morrer fora do conforto do planeta Terra seria um fim especialmente perturbador.
Até à data, apenas três pessoas morreram oficialmente fora dos limites da atmosfera terrestre:
- Georgi Dobrovolski;
- Vladislav Volkov;
- Viktor Patsayev.
Estes eram a tripulação da nave soviética Soyuz 11.

A missão soviética Soyuz 11 foi a segunda tentativa de levar cosmonautas à estação espacial Salyut 1. Lançada a 6 de junho de 1971 com Georgi Dobrovolski, Vladislav Volkov e Viktor Patsayev, a missão foi bem-sucedida no espaço. Contudo, no regresso à Terra, os três cosmonautas foram encontrados mortos dentro da cápsula, marcando um dos episódios mais trágicos da exploração espacial.
Em 1971, durante o regresso da Salyut 1, a primeira estação espacial do mundo, a nave sofreu uma fuga numa válvula que acabou por asfixiar os seus passageiros. Ainda assim, a Soyuz 11 regressou à Terra, e os corpos dos cosmonautas foram cremados e sepultados no Kremlin.
Portanto, em abono da verdade, ainda não vimos o que acontece quando um corpo morto é deixado no espaço, mas podemos fazer algumas suposições bastante sólidas sobre o que aconteceria na Lua com base na ciência da decomposição humana.

Há um memorial na Lua para cada astronauta que morreu na busca pela exploração espacial, incluindo os cosmonautas russos.
A Lua é cruel para o corpo humano
O que acontece ao corpo após a morte depende fortemente dos fatores ambientais, razão pela qual morrer na Lua seria muito diferente de morrer na Terra. Por exemplo, a velocidade a que um corpo arrefece após a morte está diretamente relacionada com a temperatura do ambiente envolvente.
Devido à ausência de atmosfera na Lua, as temperaturas atingem extremos sem paralelo na Terra, variando entre os 121 °C sob a luz solar e cerca de -133 °C na escuridão (e até -246 °C em algumas das crateras mais profundas).
Cada dia abrasador e cada noite gelada na Lua dura aproximadamente duas semanas, pelo que a decomposição dependeria em grande medida do momento da morte em relação a esse ciclo. Mas esse não é o único fator em jogo.
Como os extremos da Lua afetariam a decomposição
O calor do dia lunar provocaria uma decomposição rápida, enquanto o frio da noite lunar congelaria um corpo morto como se estivesse numa câmara criogénica. No entanto, é importante lembrar que não é o único organismo envolvido na própria morte.
A decomposição é largamente impulsionada pelas bactérias que vivem dentro e à volta do corpo, e os extremos lunares teriam um efeito igualmente extremo sobre essas formas de vida. Naturalmente, a Lua não possui formas de vida próprias, pelo que as únicas bactérias disponíveis para a decomposição seriam aquelas já presentes no seu corpo.
Se morresse durante a noite lunar, o frio congelaria essas bactérias e impediria que realizassem o seu trabalho. Contudo, se morresse durante o dia lunar, as bactérias poderiam iniciar o processo de decomposição tal como acontece na Terra. No entanto, rapidamente enfrentariam outro problema: a desidratação.
Um corpo morto deixado na Lua perderia toda a sua humidade a um ritmo acelerado. Existe tão pouco gás atmosférico na Lua que a sua superfície está praticamente em vácuo e, sem pressão atmosférica, toda a água existente no corpo evaporaria.
Tendo em conta que o corpo de um adulto é composto por cerca de 60% de água, esta desidratação acabaria por enrugar o cadáver como uma passa. Mas não é tudo, pois a perda de água também retiraria hidratação às bactérias existentes no interior do corpo, acabando por matá-las igualmente.
A morte na Lua poderá ser semelhante à mumificação
A desidratação total do corpo acabaria por interromper completamente o processo de decomposição ao eliminar todas as bactérias presentes. Caso a morte ocorresse durante o dia lunar, alguma decomposição poderia iniciar-se antes disso acontecer, mas é pouco provável que o corpo se decompusesse totalmente.
Em vez disso, o cadáver tornar-se-ia muito semelhante a uma múmia. Na verdade, o antigo ritual egípcio da mumificação pode ser a melhor analogia terrestre para a morte na Lua, já que todo o processo consistia em remover a humidade do corpo para o preservar.
Para o conseguir, os embalsamadores cobriam o cadáver com um tipo especial de sal chamado natrão (Na2CO3), que retirava os líquidos do corpo. Este processo demorava mais de um mês a secar completamente uma múmia, mas o ambiente natural da Lua faria isso muito mais rapidamente.
As condições na Lua provavelmente manteriam um corpo morto preservado durante muito mais tempo do que aconteceria na Terra, embora as oscilações dramáticas de temperatura entre o dia e a noite lunares pudessem provocar danos por congelação nos tecidos ao longo do tempo.
Outro fator importante a considerar é a radiação, muito mais intensa na Lua do que na Terra devido à ausência de atmosfera. A radiação lunar poderá ser suficientemente extrema para degradar partes de um corpo humano morto, mas isso aconteceria ao longo de um período muito, muito prolongado, sendo perfeitamente possível que os ossos permanecessem intactos durante milhões de anos.
























Cremação e não se fala mais nisso…
E se mandássemos alguns marretas que cá não fazem falta nenhuma. Ensaiava-se. Pelo menos o dinheiro era bem gasto ao invés de o estupidamente gastarmos em exploração lunar. Cambada de idiotas incapazes de resolver problemas num planeta e já querem ir para outros. Ganhem juízo.
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