Trump exige que gigantes tecnológicas construam as suas próprias centrais elétricas
Durante o discurso do Estado da União, o Presidente Donald Trump revelou uma nova diretiva que obriga as grandes empresas tecnológicas a garantirem a sua própria produção de energia. A medida procura salvaguardar os consumidores domésticos contra o aumento contínuo das tarifas elétricas provocado pela expansão dos centros de dados.
Trump quer que tecnológicas tenham autossuficiência energética
O Presidente norte-americano anunciou a criação de um "compromisso de proteção do contribuinte", estipulando que as tecnológicas têm agora o dever de suprir as suas próprias necessidades energéticas.
Segundo Trump, a infraestrutura elétrica atual é obsoleta e incapaz de sustentar a elevada procura exigida pelos modernos polos tecnológicos. Ao construir as suas próprias centrais, estas empresas asseguram a continuidade das suas operações sem sobrecarregar a rede pública nem inflacionar os custos para as famílias.
Embora a administração Trump continue a incentivar o progresso da inteligência artificial (IA) na corrida competitiva contra a China, o consumo energético massivo desta tecnologia tornou-se um ponto sensível.
Com as eleições intercalares de novembro a aproximar-se, o aumento do custo de vida devido à proliferação de centros de dados transformou-se numa vulnerabilidade política que o governo procura agora mitigar através desta nova exigência de autonomia.
Implementação e resposta do setor
Apesar de ainda não terem sido divulgados detalhes específicos sobre a fiscalização deste plano, está agendada uma reunião na Casa Branca para o início de março, onde os líderes das principais empresas serão convocados para formalizar a iniciativa.
Operadores de rede, como a PJM Interconnection, já tinham proposto anteriormente que novos grandes consumidores integrassem capacidade de produção própria.
Em paralelo, empresas como a Microsoft e a Anthropic têm vindo a explorar soluções voluntárias para reduzir o seu impacto na rede elétrica nacional.
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Em todos os países do 3º Mundo cada casa e cada empresa tem o seu próprio gerador… é cada um por si…
Se calhar vai pensar para as gigantes fazerem as suas proprias operadoras de internet para uso interno e externo lol
Tudo leva a crer que Trump está anunciar como sendo dele os acordos celebrados em 2024:
1 – Setembro de 2024 – Micxrosoft (Projeto Crane /Three Mile Island) – de reativação da central, comprometendo a Microsoft a comprar a energia por 20 anos
2 – Outubro de 2024 – Google (Kairos Power) – construção de 7 pequenos reatores nucleares modulares (SMRs), com o primeiro a entrar em funcionamento em 2030
3 – Março e outubro de 2024 – Amazon (X-energy e Talen Energy) compra de uma central de dados ligada a a uma central nuclear e construção de SMRs
4 – Setembro de 2024 – Oracle – licença para um centro de dados de 1 gigawatt alimentado por três reatores nucleares.
A força aérea dos EUA transportou há 2 semanas um mini reactor nuclear.
“US military airlifts small reactor in push to quickly deploy nuclear power
The nearly 700-mile flight from California to Utah — which transported a 5-megawatt microreactor without fuel — highlights the Trump administration’s drive to promote nuclear energy.” PoliticoPro
“The 5 MW Ward250 reactor – without its nuclear fuel – was loaded onto a C-17 Globemaster III aircraft at the March Air Reserve Base in California on 15 February and flown to Hill Air Force Base in Utah. Energy Secretary Chris Wright and Under Secretary of Defence for Acquisition and Sustainment Michael Duffey were on the flight. The airlift – named Operation Windlord – was aimed at demonstrating the potential to quickly deploy nuclear power for military and civilian use.” WNN
Um politico a admitir que uma infraestrutura do seu próprio país é velha/obsoleta mas que a resposta não é investir para resolver o problema (como um país rico faria) mas sim cada um que se desenrasque…
Apenas para ter mais alguns votos na próxima eleição…
E se a autossuficiência for obtida através de energias renováveis? Era engraçado!!
Meu caro. O problema é que alguns grandes datacenters estão a consumir mais do que algumas cidades e não há infraestrutura que aguente.
É um problema sério, que está a preocupar não apenas os consumidores domésticos, como comércio e outra indústria, porque os preços andam a crescer que é uma loucura, e isso certamente terá também reflexos nos resultados eleitorais.
Por outro lado essas empresas de centros de dados começaram a falar e cada vez mais abertamente de precisarem de centrais nucleares para abastecer os seus centros de dados, que é a única forma viável, na opinião deles, de terem energia eléctrica suficiente para abastecer os seus centros de dados.
Claro que as questões ambientais como o que fazem com os resíduos, e sempre a preocupação com possíveis fugas de material radioactivo/ explosões do(s) núcleo(s) não interessa muito, e vêm sempre os defensores do nuclear dizer que é tudo muito seguro… até se verificarem realmente os ditos acidentes decorrentes das mais variadas razões que provam que é seguro até deixar de o ser, sendo as consequências muitas vezes bastante graves na região afectada.
Continuo a achar que a energia nuclear é a energia do futuro (e já utilizada actualmente), mas que precisa de ser mais investigada para que realmente seja mais limpa (sem resíduos, ou que possam ser neutralizados de alguma forma para se tornarem seguros) e muito mais segura desde os fundamentos teóricos e práticos, para que nos piores cenários a coisa não seja altamente prejudicial para a região.
Concordo com o ser um problema sério, mas acho que não devem ser exclusivamente os consumidores a resolver o problema.
As redes de distribuição de uma rede eléctrica devem na minha opinião estar todas interligadas e geridas por apenas uma entidade. Permite ter economia de escala, gerir melhor os picos e as baixas de consumo, permite integrar renováveis com maior facilidade etc.
E de um ponto de vista económico, pelo que leio o custo de uma central nuclear é gigantesco e apenas após algumas décadas é que existe retorno do investimento. Isto depois de muitos muitos anos de planeamento e construção. Normalmente o estado comparticipa (directa ou indirectamente) nos custos de construção pois é entendido que é uma infraestrutura essencial ao país.
Colocar todo o ónus financeiro no consumidor (neste caso as empresas dos centros de dados) parece-me…errado…excessivo…
E isto sem entrar no discussão que qual o método de produzir energia (pro’/contra nuclear, renováveis, etc.)
Um reactor nuclear, produz a mesma energia, de forma contínua, que 38000km2 de painéis solares e 500 milhões de eólicas (a funcionar a 100%).
O custo inicial é muito grande (principalmente em estudos ambientais e segurança). Ao cabo de 3 anos, a produção já pagou, o investimento.
O problema é mesmo a aceitação, dessa forma energética. Continua a ser a forma de produção mais barata, a médio e longo prazo (quase 700000000000% mais barata, que a renováveis). A outra contrariedade é onde colocar os resíduos…
500 MILHÕES de eólicas??
3(TRÊS) anos de retorno de investimento?
Tens ideia que se isso fosse verdade teríamos muitas mais centrais nucleares a funcionar? Que não haveria qualquer problema de financiamento? Que ninguém no seu perfeito juízo construiria uma quinta solar (e já existem algumas…)?
Se tiveres algum negócio que tenha um período de retorno do investimento GARANTIDO de 3 anos liga-me imediatamente!!!
As renováveis também têm desvantagens, e até as resolvermos não as podemos adoptar exclusivamente. Mas também não exageremos os números….
Concordo contigo, quando tudo corre bem é fantástico mas quando dá problemas é um caso serio, o mesmo que uma barragem se por algum motivo houver uma catástrofe, talvez o futuro vai passar por paneis solares mais eficientes, mas como sabemos a necessidade aguça o engenho.
Já deixaram de vender essa… seriam precisos 500 planetas, iguais à Terra, para produzir 80%, da energia, que usamos. E com crescimentos de 467%, ao ano, nos consumos, não há milagres.
Lá vens atirar com números à toa:
Numa HORA o planeta terra recebe 173.000 Twh de energia do sol…
No ano de 2024 a humanidade consumiu 180.000 Twh de energia…
https ://www.earthdata.nasa.gov/topics/sun-earth-interactions
“Every moment of the day, Earth receives 10,000 times more energy from the Sun than the entire planet uses across our various power systems.”
Nos 4 casos que referi acima, não se trata de construção de centrais nucleares a que estamos habituados:
– No caso da Micrrosoft, não é a construção de uma central nuclear, é a reativação de uma desativada (Three Mile Island). Um dos projetos da Amazon é também de um centro de dados alimentado por uma central existente.
– Nos outros trata-se de Pequenos Reatores Modulares (SMRs – Small Modular Reactors), a que se atribui uma segurança muito maior em relação às centrais nucleares.
É agora que a bolha rebenta? Andavam a mamar a eletricidade dos outros agora que a gerem. Talvez consigam transformar o slop em eletricidade. A IA deles deve saber como fazer
E não é que o estarola saiu-se com uma boa proposta. Até ia caindo. Continua a não valer nada como ser humano, mas aproveita-se uma medida.