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Quem paga melhor aos músicos, a Apple ou o Spotify? Um paga muito mais que o outro…

                                    
                                

Autor: Vítor M.


  1. racpxt says:

    Facto: em qualquer dos casos o serviço fica com 1/3 de cada $ ou € da receita os restantes vão para quem detém os direitos. Relativamente ao spotify, sim, a minoria de subscritores pagantes são quem gera a maioria da receita, mas o numero de reproduções é maior por parte dos clientes free, logo o valor gerado por reprodução é menor. Não é abordado no vídeo, mas o serviço que realmente gera menos receitas por reprodução é o youtube music.

    Em relação aos detentores de direitos, a coisa fica interessante. Os 3 principais direitos são os de autoria, interpretação e detentores das gravações originais (masters). Na redistribuição de valores, os detentores dos masters são quem leva a maior fatia, comparativamente autores e interpretes levam migalhas. Facto interessante, contratualmente os masters ficam nas mãos das editoras. Uns dizem que é um exagero, outros os preço a pagar pela exposição, promoção e financiamento das gravações. No caso dos suportes físicos, as percentagens são idênticas, apenas a plataforma de streaming é substituída pelo retalho.

    Existe sempre a via do independente para maximizar as receitas por reprodução a favor do artista, como parece ser o caso do autor do vídeo. Mas terão que promover sozinhos e nunca terão o poder de uma máquina gigantesca perfeitamente oleada.

    Por fim, a industria musical está tão mal que ano após ano os 4 grandes grupos editoriais do planeta batem lucros record, a maioria deles provenientes de serviços de streaming. Quando vejo artistas a chorar contra os valores pagos pelo spotify… dá que pensar.

    Uso o Tidal actualmente, fui Spotify Premium, mas a qualidade audio continua a deixar a desejar, andei meio ano na apple, boa app móvel mesmo no sistema da concorrência mas no PC ter que usar o iTunes é penoso (parece que é algo que mudará em breve), atualmente no Tidal, poucas razões de queixa. As únicas saudades do spotify são das playlists comunitárias, devido ao maior número de utilizadores. Playlist com o alinhamento do concerto da banda X ontem à noite, no spotify era quase garantido, apple e tidal, quase garantido que não.

    Para concluir se querem realmente apoiar os vossos artistas favoritos para que possam continuar a criar: concertos e merchandizing.

  2. Winnie says:

    Desculpem se isto é off topic. Já tinha lido que a amazon music está incluido no amazon prime. A questão é que eu tenho amazon prime e quando tento ouvir alguma coisa no amazon music, sou obrigada a subscrever o music unlimited. Sabem ajudar-me?

  3. Diogo says:

    Vale dizer que como o Spotify foi pioneira no mundo, e que para conseguir os direitos das músicas teve de fazer sacrifícios que hoje em a Apple não precisou.
    Lembrando ainda que o Spotify nasceu numa época em que ouvir música online era sinónimo de pirataria, e nenhuma editora queria estar associada à marca.
    No meio das negociações, o Spotify acabou a dar 70% dos seus lucros às editoras, algo que não acontece com a Apple.

    • Manuel da Rocha says:

      O Spotify fez 933000 milhões de dólares nos 4 anos de serviço… em que pagou 1600 milhões em direitos de autor. Foi daí que surgiram as negociações que levaram a 62,55% do valor obtido a ser pago pelo copyright e para acabar com os milhões de processos que andavam a ser endossados.
      A Apple comprou direitos de várias editoras. Pagou pelo catálogo e tem o controlo da distribuição. Além que a Apple não tem freemiun. É tudo pago por subscrição. Daí que dá para negociar valores para pagar ás outras editoras e não terem nem 5% das que estão disponíveis no Spotify.

    • Vítor M. says:

      Estás enganado. O iTunes foi o serviço pioneiro. O Spotify quando aparece já tem o caminho feito.

      • PTO says:

        Exato!
        Alguns que aqui andam devem ser jovens, não sabem.

      • Galo says:

        Estás enganada. Antes disso houve o Napster 😉

        • Vítor M. says:

          Não, estamos a falar de serviços legais 😉 tanto é que o Napster foi processado e “morreu” no primeiro assalto. Estamos a falar de lojas de música online com contratos com os músicos e editoras. O iTunes Store, que nasceu em 2003, foi pioneiro da forma como trouxe a música aos utilizadores, via online, com direitos de autor. (Onde o iPod foi um marco nos dispositivos mobile de música).

          O Napster nasceu em 1999 e popularizou-se pelo uso da rede Peer-to-peer (P2P), tecnologia desenvolvida no final dos anos 70. Em grosso modo, o MP3 permitiu que a rede P2P pudesse “transmitir” estes ficheiros pequenos e compactuados sem perder muita qualidade, o MP3 apareceu no indício dos anos 90 e foi uma revolução e uma injeção de adrenalina na pirataria 🙂

          Na verdade, os serviços de streaming, com preços acessíveis, “mataram” a pirataria tal como a conhecíamos. Nunca acabou essa pirataria, mas o número de utilizadores que hoje no mundo usam os muitos serviços de streaming de musica tiraram o significado à própria pirataria de música.

          Aqui tem informação muito interessante sobre o tema: https://bit.ly/3u2ckBI

          Apesar da iTunes Store ser pioneira, havia já uma loja que tinha algumas particularidades que a tornaria numa espécie de modelo arcaico da iTunes Store. Não me lembro do nome, mas sei que já tivemos essa informação por cá.

      • Zé Fonseca A. says:

        Certo, no entanto o modelo do iTunes não era o streaming, era venda de musicas a vulso.

        • Vítor M. says:

          Mais ou menos. O modelo de negócio é a base do que existe agora com o streaming. O canal de transmissão era outro, mas os canais evoluíram. Contudo, já havia a venda música online onde podias ouvir essa música na iTunes Store.

        • Nuno Jose Almeida says:

          Exacto. I tunes original não tinha nada a ver com o Spotify. E nem foi o primeiro, havia mais.

  4. Imf says:

    O que interessa no final de contas é o que o músico recebe ao final do ano de casa uma das plataformas… o resto é o resto

    Eu produtor de música o que me interessa é o profit ao final do mês. É com isso que eu pago as contas.

    • Sergio J says:

      Certíssimo, mas se o Spotify pagasse mais levarias mais no final do mês.

      • Ifm says:

        Se… aqui não há se… nem o imagino… porque não estamos cá para fazer suposições.

        Porque são modelos de negócio completamente diferentes, para o spotify pagar mais teriam de ou aumentar a subscrição ou remover o de borla.
        Mas aí já estava a entrar no modelo de negócio da Apple,
        Base de clientes menor, mas paga mais.

        Tanto um como outra plataforma tem os seus pontos positivos tanto para o utilizador como para o produtor de música.

        Ex: se és um artista com uma boa base de fãs e conhecido, talvez o iTunes seja onde tenhas mais lucro.

        Agora se não, o spotify é o mais indicado, tens mais divulgação de mercado, e podes ter mais sucesso a nível monetária.

        Mas nunca podemos comprar os modelos de negócio.
        Um é em larga escala de divulgação, com preços baixos, outro o inverso.

  5. Carlos Santos says:

    belo título. quem paga mais é o TIDAL

  6. Manuel says:

    Uma perspectiva a analisar é a democratização que o Spotify trouxe ao streaming musical. É ainda hoje o preço cobrado pelo Spotify é muito inferior ao da Apple, é normal que ao artista chegue menos dinheiro. Acrescenta o facto que sendo a Spotify muito mais difundida que o Apple music, promove ainda os artistas num modo que não é directamente quantificável.

    A Apple sempre se alavancou nos artistas para a sua promoção, neste caso não é diferente, e fá-lo muito bem.
    Penso que são dois serviços que não podem ser comparados directamente.

    A Apple oferece um excelente serviço, mas direcionado a quem é Apple user: a Spotify oferece um serviço muito mais universal.

    • Vítor M. says:

      Tirando o plano freemium, não é assim tão mais barato 😉 e não te esqueças que a Apple tem uma coleção maior de oferta.

      Onde acho que o Spotify tem uma vantagem é no plano Duo, que faz toda a diferença.

      Já para quem tem dispositivos Apple, o Apple Music é mais interessante, pois permite usar com a Siri no Apple Car, Apple Watch, HomePod, Apple TV, iPhone, Macs e iPad. Além disso está disponível via web.

      O Spotify tem outras vantagens, como o freemium, além de ter uma App muito interessante, boa oferta musical, igualmente boa qualidade de som e, ligeiro melhor preço no pacote individual.

      Apple Music

      (3 meses gratuitos de teste)

      Estudante – 3,99 €/mês.
      Individual – 7,49 €/mês.
      Família – 11,99 €/mês. (Até 6 utilizadores)

      Spotify

      (Plano gratuito com publicidade no meio das músicas)

      Estudante – 3.49 EUR/mês
      Individual – 6.99 EUR/mês
      Família – 11.99 EUR/mês (Até 6 utilizadores)

      Em termos práticos, quer o Apple Music, quer o Spotify apresentam bibliotecas poderosas, a Apple afirma a vantagem com “mais de 100 milhões” de músicas para os “mais de 80 milhões” do Spotify. Este último também inclui cerca de 2,6 milhões de títulos de podcast, enquanto que há um serviço apple podcasts totalmente separado (abre num novo separado).

      O trunfo da Apple é a integração e o facto de ter tem mais faixas musicais puras no total. O Spotify tem o trunfo do freemium. Claro, de borla atrai muitos mais utilizadores, mas não traz receita na mesma dimensão.

      Gosto dos dois e uso os dois.

  7. Nuno Jose Almeida says:

    Quem paga mais é a Deezer

  8. czarito says:

    Neste momento continuo a utilizar Spotify, pois é o único serviço que disponibiliza albúms e músicas de grupos que gosto. Já testei outras opções, mas acho-os sempre bastante “americanizados” e sem me conseguirem dar aquilo que procuro.

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