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Fusão nuclear: EUA anunciam aquele que é um enorme avanço científico

33 Comentários

Pela primeira vez, cientistas americanos no National Ignition Facility do Lawrence Livermore National Laboratory na Califórnia produziram com sucesso uma reação de fusão nuclear que resultou num ganho líquido de energia. Por outras palavras, os cientistas obtiveram mais energia do que a que foi consumida.

Esta pode ser, pela primeira vez, uma revolução para se conseguir produzir energia limpa, barata e quase ilimitada para acabar com a dependência dos combustíveis fósseis.

Ilustração da fusão nuclear

Usar energia para gerar ainda mais energia limpa e quase ilimitada

O resultado da experiência será um passo gigante na procura da libertação da humanidade dos combustíveis fósseis. A fusão nuclear tem como objetivo, ainda esta década, libertar uma fonte infinita de energia limpa. Há décadas que os investigadores tentam recriar a fusão nuclear – replicando a fusão que alimenta o sol.

Há momentos, funcionários do Departamento de Energia dos EUA anunciaram uma conquista histórica na fusão nuclear. Pela primeira vez, cientistas americanos produziram mais energia a partir da fusão do que a energia do laser que usaram para alimentar a experiência.

O chamado “ganho de energia líquida” é um marco importante a partir da fusão nuclear – a reação que ocorre quando dois ou mais átomos são fundidos.

A experiência colocou 2,05 megajoules de energia no alvo e resultou em 3,15 megajoules de saída de energia de fusão – gerando mais de 50% de energia do que foi colocado. É a primeira vez que uma experiência resultou num ganho significativo de energia.

Esta descoberta científica monumental é um marco para o futuro da energia limpa.

Disse o senador democrata Alex Padilla, da Califórnia, num comunicado.

Imagem processo de fusão nuclear

A descoberta recorreu a uma infraestrutura do tamanho de um estádio de futebol e equipada com 192 lasers.

A ignição permite-nos replicar, pela primeira vez, certas condições que só são encontradas nas estrelas e no sol. Este marco move-nos um passo significativo mais perto da possibilidade de energia de fusão abundante e com zero carbono alimentando a nossa sociedade.

Disse a secretária de Energia, Jennifer Granholm.

Granholm disse que os cientistas de Livermore e outros laboratórios nacionais fazem um trabalho que ajudará os EUA a avançar rapidamente em direção à energia limpa e manter uma dissuasão nuclear sem testes nucleares.

Agora, os cientistas podem avançar com a energia de fusão, e usá-la para produzir eletricidade limpa, combustíveis para transporte, energia, indústria pesada e muito mais.

 

O que é fusão nuclear e por que é tão importante?

A fusão nuclear é um processo feito pelo homem que replica a mesma energia que alimenta o sol. A fusão nuclear acontece quando dois ou mais átomos são fundidos num maior, um processo que gera uma enorme quantidade de energia na forma de calor.

Cientistas de todo o mundo, estudam a fusão nuclear há décadas, na esperança de recriá-la como uma nova fonte que forneça energia ilimitada e livre de carbono – sem o lixo nuclear criado pelos atuais reatores nucleares. Os projetos de fusão usam principalmente os elementos deutério e trítio – ambos isótopos de hidrogénio.

O deutério de um copo de água, com um pouco de trítio adicionado, poderia abastecer uma casa durante um ano. O trítio é mais raro e mais difícil de obter, embora possa ser produzido sinteticamente.

Imagem secretária de Energia, Jennifer Granholm
Secretária de Energia, Jennifer Granholm

 

Mas a fusão é diferente da fissão nuclear?

Quando as pessoas pensam em energia nuclear, salta-lhes à ideia as torres de arrefecimento e nuvens em forma de cogumelo. Mas a fusão é totalmente diferente.

Enquanto a fusão funde dois ou mais átomos, a fissão é o oposto; é o processo de dividir um átomo maior em dois ou mais átomos menores. A fissão nuclear é o tipo de energia que alimenta os reatores nucleares em todo o mundo hoje. Como a fusão, o calor criado pela divisão dos átomos também é usado para gerar energia.

A energia nuclear é uma fonte de energia de emissão zero, mas produz resíduos radioativos voláteis que devem ser armazenados com segurança e apresentam riscos de segurança. Colapsos nucleares, embora raros, ocorreram ao longo da história com resultados abrangentes e mortais, como nos reatores de Fukushima e Chernobyl.

A fusão nuclear não apresenta os mesmos riscos de segurança, e os materiais usados ​​para alimentá-la têm uma meia-vida muito mais curta do que a fissão.

Comentários

33
  1. PH
    Pedro H.

    Depois de atingirmos a fusão nuclear com os ganhos suficientes para alimentar as nossas necessidades energéticas, deveriamos concentrar os nossos esforços a limpar os resíduos radioactivos ( arranjar forma de os tornar inócuos ). Mas é só a minha opinião…

    1. AJ
      AJ

      e uma arma nuclear mais eficiente do que as atuais.

    2. MI
      Miguel

      Antes de aplicar massivamente qualquer tecnologia devemos pensar em como resolver os seus contratempos

    3. GO
      Gonçalo

      Uma fusão nuclear é diferente de uma fissão, a fissão que é usado atualmente é que deixa residuos radioativos

    4. R
      R

      Já existe – reactores nucleares de última geração.

      1. CL
        CL

        Nao existe nada

    5. TI
      Tiago

      Isso já existe, TerraPower, um investimento do BillGates..

  2. AN
    André

    Um dia histórico. Sim, eu sei que não é a curto e a médio prazo, mas é o futuro da energia. Sei que nem todos vão concordar, mas já cá não está estaremos quando a fusão nuclear for amplamente utilizada. (Isto claro, se não houver guerras ou algo do género).

    1. TO
      Tony

      Fala por ti Andre, eu tenciono viver mais uns 40 anos….

    2. GR
      Grunho

      Isso mesmo, é um futuro da energia que nunca há-de chegar a presente. Obter mais energia que a gasta na produção não existe nem vai existir.

      1. MO
        Marco Oliveira

        Então, a notícia é exatamente sobre o facto de existir. Pode é ainda não ser comercialmente viável.

      2. PC
        Pedro Caiado

        Não entendes nada de física, não é produzida mais energia, é retirada das sobras da junção de insoptos de hidrogénio: tritio e deuterio para formar elementos mais pesados, com há sobras de massa, essas sobras transformam-se em energia – calor. Perda de massa transfomada em energia.

  3. RP
    Rogério Paulo

    Grande machadada nos países OPEP+ e naqueles que fazem chantagem…

  4. CZ
    Czar

    Todos sabemos o que vai acontecer. Infelizmente a maioria destas ideias e feitos nunca saem do papel ou do laboratório… Valores mais altos se levantam.

    1. FI
      FilipeB

      Não, esta vai mesmo avançar. Ninguém gosta de ter de pagar a países pela produção de energia (gás/carvão/petróleo/etc.) e/ ou estar dependente de outros.
      Levaria à construção de muitas centrais nucleares (fusão) dentro dos países, tornando muitos países energeticamente independentes/auto-suficientes e eliminaria uma série de problemas geopolíticos.
      E o argumento ambiental também não é de desprezar. Acho que só são vantagens.

      1. RU
        rui

        “muitos países energeticamente independentes/auto-suficientes e eliminaria uma série de problemas geopolíticos.”
        aqui é que muitos lobbys devem achar que não é só vantagens 🙂

    2. MP
      Miguel Ferreira Pinto

      Vai ler sobre o ITER e percebes que não é verdade

  5. AN
    André

    Ainda assim falam em 20 anos até ser atingir a viabilidade comercial…

  6. NU
    Nuno

    Só tem um problema nisto é o nome, têm que lhe tirar o nuclear se nao os negacionistas têm a inteligência de um cogumelo e nem percebem bem do que se esta a falar e ja pensam que lisboa é o proximo chernobyl

    1. ZE
      Ze

      O mal dos negacionistas é darem-lhes palco. Antigamente os idiotas continuavam idiotas sozinhos, mas agora juntam-se todos. Se fossemos fazer as coisas a pensar nesses anormais nao saiamos das cavernas.

    2. MA
      maxim

      Alguém que os avise que tu já fizeste os testes e só encontraste um problema

  7. ZM
    Zé Montanelas

    O problema da fusão é que o trítio é bastante raro e só é possível obter a baixo custo como subproduto de fissão nuclear, e mesmo assim todo o trítio gerado por todas as centrais nucleares só consegue alimentar uma central de fusão o que é muito ineficiente e tb ineficaz a nível logístico

    1. MO
      Marco Oliveira

      A tecnologia apesar de estudada há muitos anos só agora é que está a dar passos significativos, dado este passo importante certamente o futuro passa por focar no desenvolvimento de novos materiais alternativos ao tritium. A parte menos fácil já foi feita.

  8. JB
    José Bonifácio Boni

    Captar transformar e aproveitar a potente e inesgotável ENERGIA CÓSMICA PULSADA, que ALIMENTA e MOVE todos os MACROS ELEMENTOS tais como PLANETAS e OUTROS… Seria o ideal.

  9. NI
    Nick

    Se na equipa que trabalha neste projecto houver algum chinês, alguém com ascendência chinesa ou que de alguma forma tenha ligações a China, então o PCC já tem ou muito em breve vai deitar a mão à essa equação.

    1. LU
      Luís

      Pesquisa no Google “reator de fusão nuclear china”

  10. GR
    Grunho

    Será que nos USA já é 1 de Abril????

    1. RC
      RC

      ITER, tokmak, onde até existe tecnologia tuga.

  11. PJ
    PJA

    Tenho sérias dúvidas nestes resultados.

  12. SE
    secalharya

    Imaginem se há uma falha. Deve fazer uma cratera jeitosa.

    1. HA
      Hahahaah

      Fusão Nuclear é a mesma reação
      que o núcleo do sol gera, na fusão por exemplo dois atomos de hidrogénio se fundem para criar outro elemento mais pesado, até o ouro é criado dessa maneira, a fusão é mais segura e não libera radiação, diferente de Fissão Nuclear que essa sim é perigosa.

  13. AL
    AlexS

    Esta notícia é basicamente propaganda senão mesmo uma fraude.

    O que interessa é o qtotal não o qplasma.

    1. RC
      RC

      Está lá, leia novamente.

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