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Apple Watch Ultra 3 vs Ultra 4: a grande evolução está na saúde

7 Comentários

Novo ano e novo lançamento do topo de gama dos smartwatches da Apple. O Apple Watch Ultra 4 traz algumas novidades, mas será que vale a pena face ao que o Ultra 3 oferece? Vamos analisar.

O Apple Watch Ultra 4 mantém o desenho robusto do antecessor, mas estreia sensores de saúde mais avançados e oferece maior autonomia.

A Apple voltou a atualizar o seu relógio mais preparado para o desporto e a aventura. Apresentado a 9 de setembro, o Apple Watch Ultra 4 aposta numa evolução que se sente sobretudo no acompanhamento do corpo: recolhe mais informação ao longo do dia e transforma esses dados em indicações sobre esforço e recuperação.

Para quem já tem um Ultra 3, a questão é perceber se estas novidades justificam a troca. A resposta passa principalmente pelo novo Health Sensing System (sistema de registro de dados de saúde), a principal inovação de saúde desta geração.

Em Portugal, o Apple Watch Ultra 4 custa a partir de 909 €, com caixa de titânio de 49 mm e ligação GPS + Cellular. Está disponível em titânio natural ou preto, com chegada às lojas a 18 de setembro. O preço final depende da bracelete escolhida.

Um novo sistema de sensores para acompanhar melhor o coração

O Ultra 4 estreia uma arquitetura que combina sensores cardíacos ótico e elétrico redesenhados. Com LEDs verdes maiores e mais eficientes, o relógio passa a medir a frequência cardíaca a cada cinco segundos, ao longo do dia.

Também a variabilidade da frequência cardíaca, habitualmente identificada pela sigla HRV, recebe atenção especial. Esta medição pode agora ocorrer a cada cinco minutos, uma frequência até 24 vezes superior, segundo a Apple.

A HRV representa a variação do intervalo entre batimentos e fornece informação útil para acompanhar sinais de stress e recuperação.

Na prática, o novo sistema permite construir um retrato mais detalhado da resposta do organismo às exigências do dia. A aplicação Sinais Vitais ganha uma perspetiva diurna que complementa o acompanhamento noturno, ajudando a identificar alterações nas métricas antes da noite seguinte.

 

Disposição: perceber quando acelerar e quando recuperar

A aplicação mais imediata destes dados é o Readiness (Disposição), uma pontuação de zero a dez que combina atividade recente, sinais vitais e sono.

O objetivo é fornecer uma indicação simples sobre a capacidade do corpo para enfrentar o dia ou um treino. A avaliação pode sugerir recuperação, um ritmo mais moderado ou maior intensidade, atualizando-se à medida que chegam novos dados. O utilizador consegue também consultar os fatores que influenciaram o resultado.

É uma mudança relevante para quem já acompanha distâncias, ritmos e calorias, mas pretende dar mais atenção à recuperação entre sessões. A pontuação funciona como orientação de bem-estar e atividade física, não como diagnóstico médico.

O Ultra 3 já tinha várias funções importantes de saúde

O modelo anterior continua a oferecer ECG, notificações de apneia do sono e alertas de hipertensão. Estas funções não são estreias do Ultra 4.

A diferença mais importante está, portanto, na nova arquitetura dos sensores e na maior frequência de recolha de dados, que sustenta o acompanhamento mais aprofundado da recuperação.

A disponibilidade das funcionalidades de saúde continua sujeita aos respetivos requisitos e à região.

O desenho mantém-se, o processador evolui

Os dois relógios apresentam caixa de titânio de 49 mm, ecrã OLED LTPO3 sempre ligado e brilho máximo de 3000 nits. A continuidade visual é clara, mantendo-se também os 64 GB de armazenamento.

No interior, o Ultra 4 substitui o processador S10 pelo S11. Para quem procura uma mudança evidente no aspeto do relógio, esta geração será discreta; para quem valoriza a monitorização e a utilização diária, as diferenças são mais concretas.

Mais oito horas de autonomia anunciada

A bateria é outro argumento do Ultra 4. A autonomia anunciada passa de 42 para 50 horas em utilização normal, um aumento de cerca de 19%. Em modo de baixo consumo, evolui de 72 para 84 horas.

Uma passagem rápida pelo carregador também rende mais. Segundo a Apple, 15 minutos de carregamento permitem até 18 horas de utilização normal no Ultra 4, contra 12 horas no Ultra 3. A autonomia real varia com a utilização, a configuração e outras condições.

Uma das grandes novidades são as medições mais frequentes da variabilidade da frequência cardíaca (VFC), que lhe dão informações sobre o seu nível de stress e recuperação.

Vale a pena trocar o Ultra 3 pelo Ultra 4?

Para quem está satisfeito com o Ultra 3, a nova geração não torna o relógio anterior desatualizado. Continua a existir uma base muito semelhante de ecrã, construção e funcionalidades de saúde.

A troca ganha interesse para quem quer acompanhar melhor a recuperação ou precisa de maior margem entre carregamentos.

O principal argumento do Ultra 4 é a combinação de medições cardíacas mais frequentes com informação mais útil sobre a disponibilidade do corpo para o esforço.

Ligados, mesmo fora da rede. Os Apple Watch Ultra 3 e Ultra 4 permitem recorrer ao SOS emergência, partilhar a localização e enviar mensagens por satélite quando não existe cobertura móvel ou Wi-Fi. A disponibilidade varia consoante o país e a função; as mensagens e a partilha de localização exigem um plano móvel ativo.

Há ainda novidades anunciadas para a aplicação Saúde, incluindo a funcionalidade Health Age (idade biológica), previstas para mais tarde este ano e inicialmente em inglês dos Estados Unidos.

Estas têm requisitos próprios e não devem ser confundidas com funções exclusivas do Ultra 4 disponíveis desde o lançamento em Portugal.

Em resumo: vale a pena investir no Apple Watch Ultra 4 se tiver o 3?

Para a maioria dos utilizadores do Apple Watch Ultra 3, a troca pelo Ultra 4 não será essencial. O modelo anterior continua a oferecer um ecrã semelhante, funcionalidades importantes de saúde e comunicação por satélite.

O Ultra 4 ganha interesse para quem valoriza um acompanhamento mais detalhado da recuperação física, graças aos novos sensores e ao Readiness, ou precisa da autonomia adicional: até 50 horas de utilização normal, contra 42 horas no Ultra 3.

Se o Ultra 3 responde bem às suas necessidades, mantê-lo é a escolha mais sensata. A atualização faz sobretudo sentido para quem vai tirar partido destas melhorias no treino e no dia a dia.

Comentários

7
  1. JC
    JCS

    O samsung atualiza o batimento cardiaco a cada 1 segundo ate as Xiaomi bands de 30 euros. A apple com 1000 euros e so atualiza a cada 5 segundos e dura meio dia

    1. VM

      Estás a confundir frequência de atualização com precisão. Mostrar um valor a cada segundo não prova que esse valor esteja mais próximo do batimento real, para isso precisas de comparar medições com uma referência.

      Os cinco segundos têm fundamento na documentação da Apple. Já o “dura meio dia” é apenas a tua opinião desinformada 😉 o Ultra 3 anuncia até 42 horas de autonomia. É um valor do fabricante, mas o utilizador até pode ter uma utilização mais simples o que estende a autonomia.

      E “até uma Xiaomi de 30 euros” só demonstra que uma função existe num produto barato. Não demonstra que tenha a mesma precisão ou as mesmas capacidades. Podes criticar o preço da Apple à vontade, mas transformar o intervalo de atualização numa classificação de qualidade é que não faz sentido. É apenas falta de conhecimento 😉

      1. LU
        luís

        faltou dizer, quantas pessoas a ” Xiaomi de 30 euros” salvou!!

        1. VM

          Muitos? Quantos? E que certificações já receberam? 😉 Percebes a incongruência?

    2. ZA
      Zé Fonseca A.

      Por isso são fda approved para afib.. oh wait..

  2. EU
    Eu

    Menos de dois dias de autonomia é ridículo.

    1. ZA
      Zé Fonseca A.

      Qualquer Apple Watch user sabe que a realidade é diferente do anunciado, desde a versão 4 que nenhum me dura menos de 2 dias

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