Adeus Chrome e Edge? Teste revela o browser mais eficiente na memória e bateria
A batalha pela liderança no segmento dos browsers continua ao rubro, com o domínio de opções consolidadas a ser frequentemente colocado à prova. Uma nova bateria de testes veio reacender o debate em torno da eficiência no consumo de recursos e na rapidez de carregamento. O foco recai sobre a arquitetura do Brave e a forma como este consegue distanciar-se de alternativas como o Chrome, o Edge e o Firefox.
Segredo que faz o Brave passar o Google Chrome
Partilhando o Chromium com os seus principais rivais, o Brave opta por uma abordagem técnica distinta durante a renderização de páginas web. O mecanismo nativo bloqueia ativamente a telemetria, rastreadores e blocos de publicidade antes mesmo de qualquer pedido ser enviado para a rede. Ao eliminar à partida todo este processamento desnecessário, o PC fica livre de executar scripts que habitualmente saturam o sistema.
Esta proteção estrutural não depende de extensões nem sofre o impacto das limitações impostas pela especificação Manifest V3 da Google. O módulo interno de segurança foi desenvolvido de raiz em Rust para garantir uma execução rápida, com custos mínimos de processamento. Na prática, o segredo da fluidez reside em evitar tarefas supérfluas em vez de tentar apenas acelerar a leitura do código restante.
Números reais de consumo de RAM e processador
Os resultados dos testes revelam diferenças no comportamento dos quatrono mesmo cenário de utilização. Durante as medições, a utilização média do processador cifrou-se nos 33 por cento no Brave, valor muito inferior aos 47 por cento do Chrome, aos 53 por cento do Edge e aos 78 por cento do Firefox. No capítulo da RAM, a poupança foi igualmente evidente, exigindo apenas 1200 megabytes de memória face aos 1750 megabytes gastos pelo browser da Google.
A eficiência energética e o tráfego de dados acompanham esta tendência positiva no uso diário. A análise indica uma redução média de 10 por cento no gasto de energia por página visitada e uma diminuição na ordem dos 26 por cento nos dados transferidos. Esta contenção reflete-se na autonomia dos PCs portáteis e numa menor sobrecarga da ligação à Internet durante sessões prolongadas de trabalho.
Carregamento web: o que realmente muda no dia a dia
No que toca à conclusão total do carregamento das páginas web analisadas, o Brave registou uma média de 4,4 segundos, superando os 5,1 segundos do Chrome e os 6 segundos do Edge. Contudo, importa clarificar um detalhe técnico sobre o comportamento visual para o utilizador. A renderização do bloco principal de conteúdo surge sensivelmente ao mesmo tempo em todos os browser testados, situando-se a marca nos 2,4 segundos tanto no Chrome como no concorrente direto.
O ganho palpável de tempo e fluidez concentra-se sobretudo na dispensa de componentes secundários que habitualmente continuam a ser carregados em segundo plano. Os ensaios foram conduzidos num ambiente de testes rigoroso, recorrendo a perfis limpos e analisando os portais de maior tráfego na rede. Embora os números venham de um estudo específico e reflitam um cenário controlado, confirmam com clareza que cortar o excesso de código invisível é a via mais eficaz para devolver desempenho ao computador.























O firefox surpreende na velocidade, coisa que o artigo do pplware daqui nem fala. Gostava de ver o que acontece quando se instala o ublock origin nos outros 3. Porque nesse teste o Brave está a usar o seu adblock seria interessante ver os outros a usar-lo também.
Surpreende em tudo. Mas pela negativa.
Felizmente que o browser vai sofrer uma remodelação profunda, que foi dito que a expetativa de lançamento seria algures para os últimos meses deste ano.
Uso firefox desde a versão 2, que após o lançamento de brave browser e vivaldi, firefox passou para backup. Ao longo do tempo, com os mesmos sites e extensões, o browser tem pior desempenho. Precisa de uma reformulação completa. Com o html5 a ficar standard, o firefox ficou cada vez mais aquém quando comparando com as alternativas
Brave…. Sim claro… Depois dos testes de privacidade, em que nem se deram ao trabalho de ligar o ad/tracker blocker do Vivaldi, é mesmo de confiar na metodologia deles.
Os testes foram feitos com o browser stock. Sem alterar nada após instalado de forma limpa em sistema limpo.
E de forma fresca sem mudar qualquer opção, o brave é o melhor dos chromium, assim como librewolf é o melhor dos “outros”
Um boa ideia “antiga” mas que é perfeitamente eficaz: bloquear à partida tudo o que é desnecessário, supérfluo ou intrusivo, dispensando uma parafernália de extensões para evitar isto e aquilo. Isto devia ser seguido por todos
Era interessante o pplware fazer um teste aprofundado ao Brave e ao Vivaldi.
Pode ser interessante, sim…
Também gostava de saber. Quem se lembra? https://pplware.sapo.pt/software/vivaldi-1-3-browser-ideal-esta-farto-do-chrome/
Há vários anos que utilizo o brave como o meu único browser, seja no trabalho, em casa, no telefone…
Se há melhores? Não sei e neste momento acho que só noticias ou má experiencia pessoal me levam a ver outros.
Honestamente, e para os que me entenderão… tenho saudades do Netscape
Já uso no tablet e no PC. No portátil do trabalho ainda não decidi porque agora está parado, uso o Edge porque utilizo o sistema da MS e o Edge facilita o acesso. Contudo, acho que o Brave também dará conta do recado, por isso, pondero mudar. No telemóvel uso um muito leve, básico, nada intensivo, e serve para tudo. No outro dia, aqui alguém apresentou duas alternativas ultra modernas, muito à frente do Brave, fui experimentar ambas e foi um autêntica desilusão.
Eu não troco o meu Chrome por nenhum outro Navegador, seja qual for.
Já ando a avisar há mais de 6 meses, estes browsers estão ultrapassados