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PSP responde a acusações após morte de ciclista de 19 anos na Volta a Portugal

28 Comentários

A Polícia de Segurança Pública (PSP) veio esclarecer que as imagens de um agente a regular o trânsito, partilhadas nas redes sociais, nada têm que ver com o acidente que vitimou o jovem ciclista britânico na oitava etapa da Volta a Portugal.

Depois da morte de Finlay Tarling, de 19 anos, atropelado por uma viatura ligeira de mercadorias durante a oitava etapa da Volta a Portugal, começou a circular online um vídeo de 40 segundos que rapidamente ganhou vida própria nas redes sociais.

Nas imagens, vê-se um agente da PSP, em Braga, a mandar parar o trânsito para permitir a passagem de dois ciclistas.

O vídeo foi partilhado com um comentário que sugeria negligência policial, insinuando que a polícia teria “aberto a estrada antes da Volta acabar” e que “não houve outra tragédia por sorte”.

A associação entre as duas situações espalhou-se rapidamente, mas, segundo a PSP, não tem qualquer fundamento.

O que disse a PSP

Num comunicado divulgado esta segunda-feira, a força de segurança explicou que as imagens “não têm qualquer relação com as circunstâncias ou o local do acidente que resultou no falecimento do atleta”.

O acidente ocorreu em Arcozelo, Ponte de Lima, longe do local retratado no vídeo, que foi gravado em Braga.

A PSP esclareceu ainda que a atuação do agente seguiu escrupulosamente o planeamento definido nas reuniões prévias com a organização do evento e com a Guarda Nacional Republicana (GNR), entidade responsável pelo acompanhamento direto do pelotão.

Finlay Tarling competia pela equipa britânica NSN Development Team. Fonte: Getty Images, via BBC

Segundo o procedimento habitual, o trânsito só é reaberto depois de passarem o pelotão principal e toda a “cápsula de segurança” da caravana.

No caso concreto, os dois ciclistas que circulavam com cerca de 15 minutos de atraso em relação ao pelotão estavam devidamente escoltados por batedores da GNR e seguiam junto ao carro-vassoura, cumprindo todas as normas de segurança previstas.

A PSP sublinhou também que manteve os cortes de trânsito nas zonas sob a sua responsabilidade até que a GNR desse indicação de reabertura nas áreas adjacentes, reforçando que a divisão de tarefas entre as duas forças foi respeitada.

Repúdio pela desinformação

Além dos esclarecimentos técnicos, a PSP aproveitou o comunicado para repudiar “qualquer tentativa de associar, de forma infundada e irresponsável”, a gestão de trânsito visível no vídeo à tragédia que vitimou Tarling, que competia pela equipa britânica NSN Development Team.

A força de segurança deixou ainda uma mensagem de condolências à família, amigos e equipa do jovem atleta.

Comentários

28
  1. IF
    Ifm

    A verdade é “as imagens não têm qualquer relação”

    Mas em relação ao segundo “incidente”:
    “devidamente escoltados por batedores da GNR e seguiam junto ao carro-vassoura”

    Parece mais uma desculpa esfarrapada que outra coisa… Pois só tinham de aguardar mais 1 min no maximo….

    É o chamado “tapar o com a peneira”, quem for familiar de PSP/GNR vai jurar a pés juntos que é o procedimento normal.
    Quem for familiar de cíclicas, vai dizer, deviam ter mais noção….

    O resto da população cada um tem a sua opinião pessoal….

    1. BV
      B@rão Vermelho

      Por acaso esta foi a primeira vez que a prova foi organizada por uma identidade estrangeira.

  2. TI
    TiagoR

    Na minha opinião a responsabilidade não deixa de estar associada à organização apesar das diligências tomadas. Se não podem por um agente de autoridade em cada “beco” podiam recorrer a segurança privada nas saídas secundárias com uma fita a delimitar os acessos às vias da prova e um segurança. Mais informação de que as vias só estão acessíveis após passagem do carro vassoura ! Como é feita a segurança nos estádios de futebol, agentes de autoridade e segurança privada. Espero que no próximo ano que se comemora o 100º aniversário da volta seja de festa total !

    1. RU
      Rui

      E qual é o segurança privado que tem autoridade para fechar uma estrada? Conhece algum?

      Em portugal quem tem autoridade para fechar uma estrada é a GNR e a PSP onde tiver o controlo do trãnsito (apenas nas grandes cidades, no resto do país é a GNR).

      Nem sindicalistas e nem seguranças podem cortar uma estrada, caso contrário é da sua responsabilidade se acontecer um acidente!

      1. VA
        Vitor Afonso

        Já participei na organização de diversas provas de BTT e sempre que os ciclistas passavam ou andavam na via publica tinhamos que ter alguem da organização, bombeiros, escuteiros, gnr, (ou seja lá mais quem for) mas tinha que existir alguém nesse local para alertar os veiculos.

        Porque é que na volta não sem faz isso? Não é peciso estar um agente da autoridade, mas basta algum “voluntário” a alertar para a passagem dos ciclistas pelo menos!!!

        1. ZA
          Zé Fonseca A.

          Toda a gente sabe que no btt é um trânsito infernal, não fosse pelos escutas e era so acidentes

          1. TA
            Toni da Adega

            Provas de BTT tem facilmente 10x o numero de ciclistas que na volta e vao muito mais dispersos. E atravessam muitos cruzamentos e apanham muitos trocos de estrada,

  3. AV
    Antonio Vasco

    E a responsabilidade da equipa, ninguém fala? Como é que o corredor não é acompanhado por alguém da equipa?

    1. MA
      Max

      As equipas têm um carro por ciclista?

  4. MA
    Max

    Em miúdo cheguei a ver passar a Volta a Portugal.
    Todos sabiam que a estrada só ficava aberta até passar o carro vassoura.
    Pelo que diz a PSP, o condutor este a ver a volta passar, como não passava mais ninguém, perguntou a uns populares se já podia seguir e disseram-lhe que sim – antes do carro vassoura passar.
    Isto foi dentro de uma povoação, onde o que não falta são esquinas e ruas de acesso à estrada.
    É inviável por polícias ou seguranças em cada acesso ou por fitas e tirar fitas.
    Uma coisa que podem fazer é melhorar a comunicação – até passar o carro vassoura a estrada está fechada.

    1. MA
      Max

      A estrada só ficava aberta – quando passava – o carro vassoura. E às vezes demorava bastante tempo

      1. TI
        Tide

        Isto é o senso comum, e é o que em tempos funcionou tão bem, no entanto com as redes sociais despertou nas pessoas a vontade de contrariar e colocar em causa tudo o que até aqui funcionava. Claramente as autoridades dão as instruções, e é sabido com antecedência que vai passar uma prova, a viatura da organização passa a dar indicação de início de prova, a viatura de fim de prova, ou carro vassoura, assinala o fim de prova, neste entretanto a passagem esta fechada, é simples. Não custa acatar, pior é mesmo encaixar decisões afoutas que “matam” ou colocam todos em causa.

  5. JO
    Joao

    Enfim coitado do ciclista que veio a portugal competir a pensar que existe capacidade de organização. Uma miséria

    1. MA
      Max

      A volta a Portugal que terminou foi a 87ª edição.
      As outras 86 não foram em Portugal?
      Há uns gajos que aproveitam seja o que for para dizer mal de Portugal (e da UE ainda mais). Uma miséria.

      1. GR
        Grunho

        Portugal é mesmo o país mais rasca da Europa Ocidental. Qual é a dúvida? E as equipas internacionais de ciclismo aprenderam-no da pior maneira. Resultado: não voltam mais.

        1. MA
          Max

          Como não és de confiança no que dizes, qual é a fonte?

      2. AV
        Antonio Vasco

        +1000

    2. AN
      Analista

      Também acontece na Suíça

  6. SV
    Sérgio V.

    Grave incidente no WRC, um morto no ciclismo, está na hora de meter o país uns 4 anos sem provas deste género. Para aprenderem a serem mais organizador

    1. VM

      São factos, não há como desmentir.

    2. GR
      Grunho

      A próxima edição da Volta vai ser só com equipas nacionais .

    3. ZA
      Zé Fonseca A.

      O que se passou no WRC? A verdade é que no WRC não faltam casos, muitos por culpa da organizacao noutros por culpa de quem assiste, somos o pior povo do mundo a assistir a WRC, até o Colin McRae se queixou publicamente disso, ha video de uma fase final de uma prova com gente a meter-se à frente do carro naquilo que era um autêntico funil humano

      1. AN
        Analista

        Falta de cultura desportiva, vão é para mirar acidentes

  7. HU
    Hugo

    Mas alguma vez a psp , gnr whatever, assumem algum erro? Lembram-se de Pedrógão? Dezenas de pessoas foram encaminhadas para a morte, literalmente, e, acredito, involuntariamente como é óbvio, mas ainda assim a culpa morreu solteira.
    A regra é… foi sintencional…não conta!

    1. MA
      Max

      É sensacional é como se escreve que as pessoa foram encaminhadas pela polícia para a estrada onde morreram. O que foi provado na investigação independente e em tribunal:
      – A GNR realizou cortes de trânsito no IC8 devido à aproximação das chamas
      – Ao serem impedidos de prosseguir pelo IC8 ou ao tentar fugir do avanço das chamas os próprios condutores procuraram itinerários alternativos por iniciativa própria ou seguindo o fluxo de trânsito, incluindo o que vinha de diversas povoações
      – O que foi provado pela investigação independente e pelo tribunal “não foi a indicação errada por parte das forças de segurança, mas sim a falta de perceção do risco e o não encerramento da EN 236-1. A via permaneceu aberta ao trânsito e sem sinalização de perigo quando o fogo a atravessou repentinamente a grande velocidade”.

  8. JC
    joaquim escobar@escobar.clb

    O destino estava traçado para o miúdo acabar desta forma e contra isso não há nada a fazer… se tem adiantado ou atrasado uns segundos já não apanhava o carro na curva mas provavelmente numa reta e a tragédia não acontecia… nestas coisas depois de acontecer há muitos “se’s”… o destino, por vezes é tramado e temos que o aceitar… e a morte, por muito que custe, é apenas um dia da nossa vida.

  9. UT
    utherzzao1

    Nada funciona bem em Portugal. Segurança, Saúde, Proteção, etc.
    Esta malta que entrou para os serviços públicos através de cunhas só andam lá a estorvar.

  10. ZM
    Zé Manel

    “No caso concreto, os dois ciclistas que circulavam com cerca de 15 minutos de atraso em relação ao pelotão estavam devidamente escoltados por batedores da GNR…”
    No acidente que infelizmente teve o desfecho que sabemos, foi isto que falhou, não havia batedores, ou melhor segundo entrevista do porta voz da GNR estavam a fazer desdobramento e estaria um atrás do ciclista, próximo do carro de apoio, e depois não conseguiu acompanhar o ciclista.
    A questão é que esse batedor deveria estar à frente e não atrás do atleta, além disso a GNR coloca sempre na frente da corrida um número excessivo de motas (20 motas +-), que depois fazem falta noutros pontos, como se verificou.

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