PSP responde a acusações após morte de ciclista de 19 anos na Volta a Portugal
A Polícia de Segurança Pública (PSP) veio esclarecer que as imagens de um agente a regular o trânsito, partilhadas nas redes sociais, nada têm que ver com o acidente que vitimou o jovem ciclista britânico na oitava etapa da Volta a Portugal.
Depois da morte de Finlay Tarling, de 19 anos, atropelado por uma viatura ligeira de mercadorias durante a oitava etapa da Volta a Portugal, começou a circular online um vídeo de 40 segundos que rapidamente ganhou vida própria nas redes sociais.
Nas imagens, vê-se um agente da PSP, em Braga, a mandar parar o trânsito para permitir a passagem de dois ciclistas.
O vídeo foi partilhado com um comentário que sugeria negligência policial, insinuando que a polícia teria “aberto a estrada antes da Volta acabar” e que “não houve outra tragédia por sorte”.
Morreu um ciclista… como é em Portugal, um país de terceiro mundo, ninguém vai ser responsabilizado. Aqui vê-se noutra situação a polícia a abrir o trânsito e ainda havia ciclistas por passar… hoje quem morreu estava muito atrás no pelotão… pic.twitter.com/V3BZWOWMof
— Pedro 🇺🇦❤️ (@PerfeitoP) August 14, 2026
A associação entre as duas situações espalhou-se rapidamente, mas, segundo a PSP, não tem qualquer fundamento.
O que disse a PSP
Num comunicado divulgado esta segunda-feira, a força de segurança explicou que as imagens “não têm qualquer relação com as circunstâncias ou o local do acidente que resultou no falecimento do atleta”.
O acidente ocorreu em Arcozelo, Ponte de Lima, longe do local retratado no vídeo, que foi gravado em Braga.
A PSP esclareceu ainda que a atuação do agente seguiu escrupulosamente o planeamento definido nas reuniões prévias com a organização do evento e com a Guarda Nacional Republicana (GNR), entidade responsável pelo acompanhamento direto do pelotão.

Segundo o procedimento habitual, o trânsito só é reaberto depois de passarem o pelotão principal e toda a “cápsula de segurança” da caravana.
No caso concreto, os dois ciclistas que circulavam com cerca de 15 minutos de atraso em relação ao pelotão estavam devidamente escoltados por batedores da GNR e seguiam junto ao carro-vassoura, cumprindo todas as normas de segurança previstas.
A PSP sublinhou também que manteve os cortes de trânsito nas zonas sob a sua responsabilidade até que a GNR desse indicação de reabertura nas áreas adjacentes, reforçando que a divisão de tarefas entre as duas forças foi respeitada.
Repúdio pela desinformação
Além dos esclarecimentos técnicos, a PSP aproveitou o comunicado para repudiar “qualquer tentativa de associar, de forma infundada e irresponsável”, a gestão de trânsito visível no vídeo à tragédia que vitimou Tarling, que competia pela equipa britânica NSN Development Team.
A força de segurança deixou ainda uma mensagem de condolências à família, amigos e equipa do jovem atleta.



















