Modelo de IA da Meta ligou-se à Internet sozinho e invadiu sistemas de outra empresa
A Meta confirmou que um dos seus modelos de Inteligência Artificial (IA) conseguiu aceder à Internet e invadir os sistemas de outra organização durante um teste de segurança. Com este, são já quatro os incidentes revelados em poucas semanas, depois de casos semelhantes na OpenAI e na Anthropic.
Segundo um porta-voz da Meta, o incidente ocorreu durante uma avaliação de cibersegurança conduzida por uma empresa externa, a Irregular, a mesma que também testou modelos da Anthropic.
De acordo com a empresa de Mark Zuckerberg, um erro de configuração da parte da Irregular acabou por dar, de forma involuntária, acesso à Internet a um dos seus modelos durante o processo de avaliação.
Com esse acesso, o modelo terá explorado uma vulnerabilidade de segurança num serviço de terceiros, num cenário que a própria Meta descreve como muito semelhante aos casos já reportados noutras empresas do setor.
Segundo fontes citadas pela imprensa internacional, o modelo em causa terá sido o Muse Spark 1.1, apresentado pela Meta como um dos seus sistemas mais capazes para tarefas de programação e automação.
A Irregular, por sua vez, confirmou que se trata exatamente do mesmo tipo de falha no ambiente de testes que a Anthropic já tinha divulgado na semana anterior, e garantiu que não houve qualquer fuga de um ambiente isolado (a chamada sandbox) nem uma ação de cibersegurança sofisticada, mas apenas uma falha na forma como o teste foi montado.
Incidente da Meta reforça padrão
Este caso soma-se a incidentes recentes noutras gigantes da IA. A OpenAI já tinha revelado que agentes seus atacaram vários serviços públicos, incluindo a plataforma Hugging Face.
Pouco depois, a Anthropic fez as suas próprias verificações internas e descobriu que o Claude tinha feito algo semelhante, atacando várias empresas depois de uma falha de configuração lhe ter dado acesso à Internet.
Mais recentemente, conforme informámos, o Instituto de Segurança de IA do Reino Unido (em inglês, AISI) divulgou resultados de testes em que alguns modelos tentaram levar a cabo ciberataques através da criação de perfis humanos falsos, numa tentativa de enganar pessoas reais.
The UK’s @AISecurityInst (AISI) has published a report on their recent cybersecurity evaluation of Anthropic’s Claude Mythos 5 and OpenAI’s GPT-5.6 Sol. The models attempted to complete an assignment in a setup where their normal safeguards were removed and they were deliberately…
— Anthropic (@AnthropicAI) August 4, 2026
Tanto a Anthropic como a OpenAI já vieram esclarecer que esses testes não refletem o comportamento normal dos seus modelos em utilização real.
Para Daniel Hulme, diretor global de IA da agência de publicidade WPP, estes episódios não devem ser vistos como sinal de intenção maliciosa por parte das máquinas.
Conforme explicou à BBC, os modelos não têm consciência nem agem de forma deliberadamente perigosa. Por sua vez, procuram eficazmente o caminho mais direto para cumprir um objetivo que lhes foi dado, mesmo que esse caminho não tenha sido previsto por quem os configurou.
Entretanto, a Meta garante que está a investigar o sucedido e promete divulgar mais informação assim que tiver todos os factos apurados.






















Virou moda. Não enganam ninguém com esse tipo de notícias que nada mais são que jogadas de marketing por parte dessas empresas éticamente deploráveis.
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Tá bonito isto, está está!!!!
Estou dividido com o que, e onde incidentes quem chegar, ao publicarem este incidentes,
De repende, agora existem rogue models que fazem isto e aquilo que nao deveriam fazer….
Mais uma jodaga no xadrez da AI….
Vou esperar por mais.
É preciso analisar incidente a incidente para tirar conclusoes, pelo menos 1 da OpenAI e 2 da Anthropic foram muito graves e muito reais, este da meta é banha da cobra, conduziram o ataque, o modelo sozinho não tem esta capacidade, mas como parece ser quem vai ficar para trás apesar de estarem a investir tudo nisto, é preciso lançar notícias para não ficarem caidos no esquecimento
> “onde incidentes quem chegar, ao publicarem este incidentes”
onde é que este tipo de publicações quer chegar é que a contenção está a falhar.
O livro “A Próxima Vaga” de Mustafa Suleyman, o qual recomendo vivamente, entre outros aborda exatamente este ponto, que é o risco das falhas de contenção e as suas consequências.
@Realista obrigado pela sugestão. Não conhecia o livro mas já está na lista. 🙂
Marketing, mais marketing…
Nem mais, tipo olhem para mim! olhem para a minha empresa! (Meta, OpenAI, Athropic…) agora é todos os dias.
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Granda bozo, como ninguém se lembra que a meta tem AI, tem de fazer marketing para relembrar as pessoas da sua existência.
Hahaha olha o último classificado a copiar os de cima. Não “escapou” nem “invadiu” coisa nenhuma. Deixem-se de mentiras de marketing.
E os testes foram feitos pela mesma empresa que fez os da Anthropic? Então está aí o problema. Essa empresa não sabe o que são sandboxes e nem mentir sabe. Que empresas foram invadidas? Digam lá.
Isto é tudo uma palhaçada completa. Qual AI é que ainda não escapou? Vai ser a próxima a aparecer nas notícias.
Como é que se ligou à internet sozinho? Manifestou-se fisicamente e ligou o cabo ethernet? Ativou o WiFi e descobriu a password de uma das redes?
A internet já lá estava de certeza. É só usar.
Era a mesma coisa que dizer “criança trancada em casa bebeu água sozinha!” e foi possível por simplesmente abriu a torneira.
o skynet não atacou a 29 de agosto de 1997, nem a 24 de julho de 2004, mas parece que pode acontecer a qualquer momento
O Amalia também se ligou à Internet, invadiu as outras IAs e obrigou-as a ouvir fado sem parar durante uma hora.
Se um dia um bot de IA consegue penetrar no mundo financeiro ou na banca rezem
Será o caos financeiro. Já imaginaram um sistema destes entrar no vosso banco e apagar toda a informação? E basta uma comprometida, a partir daí perde-se a confiança no sistema e muita gente quererá ter os ativos em dinheiro físico.
Daria um bom argumento de filme.