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Hospitais contratam enfermeiros remotos estrangeiros, e os pacientes nem sabem

                                    
                                

Autor: Ana Sofia Neto


  1. Filipe says:

    Já vão com sorte, mais dia menos dia são atendidos por AI.

  2. Bruno Gonçalves says:

    Acho bem, os tugas nao querem trabalhar

  3. Vasco 3008 says:

    Temem que a IA coma todos os empregos, mas na realidade há falta de mão de obra em todo o lado. Impressionante!

  4. Vasco 3008 says:

    Temem que a IA coma todos os empregos, mas na realidade há falta de mão de obra em todo o lado. Impressionante!

  5. Cláudio says:

    Reduzir o âmbito do trabalho do enfermeiro à tele consulta é muito redutor, principalmente em contexto hospitalar… A avaliação de sinais vitais, administração de medicação, colocação de cateters e algálias, posicionamento dos doentes, suporte avançado de vida, etc., são coisas que nunca conseguirão fazer à distância. Por exemplo, quando uma máquina está a alarmar é preciso perceber se o utente está em paragem cardio respiratória ou se é apenas o sensor que se desprendeu, ou como é que alguém remotamente vai verificar se existe sangue na urina, ou fazer um combur…

    Isto possivelmente será apenas para as consultas de acompanhamento em casa para as pessoas sentirem que o dinheiro que estão a pagar às seguradoras têm algum tipo de retorno… É um pouco como a “segunda opinião de especialistas internacionais” via teleconsulta que são promovidos em alguns seguros de saúde por cá, que tem uma utilidade super reduzida.

  6. Max says:

    Diz a fonte sobre o trabalho do assistente filipino remoto:
    “Quando ele notou mudanças drásticas na pressão arterial, ou viu que uma enfermeira não tinha registado se eles haviam dado a um paciente a sua medicação, ele avisava a equipe no local através do posto de enfermagem, disse ele ao Rest of World.”
    “Não somos enfermeiros — mas mais como auxiliares de enfermagem”, disse o homem de 37 anos, que agora trabalha em tempo integral nas Filipinas. “Não tomamos as decisões de atendimento, apenas informamos [as enfermeiras no local] que a pressão arterial estava alta. Os pedir-lhes para dar os remédios.”
    Não vejo nada de anormal nisto e parece-me bastante útil.

    • Cláudio says:

      Se um enfermeiro não notar alterações na tensão arterial ou outros sinais vitais, ou se não desse a medicação que era suposto, em Portugal, se isso fosse provado, seria um caso grave de negligência com direito a processo disciplinar com todas as consequências que daí advém.

      Pela tipologia de funções, um enfermeiro ou técnico remoto nunca conseguirá desempenhar o mesmo tipo de cuidados que um profissional bem treinado no local. Ser enfermeiro obriga a utilizar os 5 sentidos e um contacto muito próximo com o doente, principalmente em contexto hospitalar. Para uma primeira triagem, esclarecimento de dúvidas ou acompanhamento, os meios telemáticos podem ser suficientes. Num contexto hospitalar de urgência ou internamento, parece-me ser algo com um âmbito de atuação muito reduzido.

      Num país desenvolvido eu não trocaria cuidados presenciais por cuidados à distância, mas isso sou eu.

      • Max says:

        Muito bem! Apoiado! E quando há falta de pessoal faz-se o quê?

        • Cláudio says:

          Paga-se um valor residual a alguém num outro país, que não consegue fazer as mesmas funções (porque não é fisicamente possível)?! É essa a solução?

          No meio desta história quem fica a perder é quem precisa dos cuidados e não quem está só a tentar reduzir custos…

      • TiagoC says:

        Dar a medicação implica autorização do médico, ou seja, enfermeiro avalia, mas só com autorização e prescrição do médico é que dá medicação. Se a medicação não estiver prescrita, mesmo que seja em SOS, o enfermeiro só pode agir até certo limites.

        • Cláudio says:

          Sim, sem dúvida… O médico prescreve, mas quem geralmente prepara a medicação e administra é o enfermeiro. Em algumas situações o enfermeiro tem mais autonomia, mas geralmente trabalham em equipa, com funções e responsabilidades bem definidas.

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