Meta encontrou forma de travar quem usa os óculos inteligentes para gravar às escondidas
A Meta anunciou uma nova medida de segurança para os seus óculos inteligentes, respondendo aos receios de invasão de privacidade que têm estado na origem de intenso debate.
Desde o lançamento da primeira geração de óculos inteligentes desenvolvidos em parceria com a Ray-Ban, os óculos inteligentes da Meta têm sido associados a um problema recorrente: a desconfiança dos utilizadores em relação à privacidade.
De facto, com uma câmara discreta integrada na armação, qualquer pessoa pode ser gravada sem se aperceber, o que tem alimentado a ideia de que estes óculos são, na prática, uma ferramenta perfeita para quem quer espiar terceiros.
Conforme abordámos anteriormente, a Geração Z tem vindo mesmo a rejeitar cada vez mais este tipo de dispositivos, por receio de estar a ser filmada sem saber ou sem consentimento.
Perante este cenário, a Meta anunciou que vai reforçar os mecanismos de deteção de adulteração nos seus óculos inteligentes, tornando praticamente impossível gravar vídeo sem que as pessoas à volta saibam que a câmara está a funcionar.
Como vai funcionar a nova medida de segurança
De acordo com a Meta, os óculos inteligentes contam com um LED branco que se acende sempre que a câmara está a gravar, servindo como aviso visual para quem está por perto.
O problema é que, nos últimos meses, começaram a surgir no mercado paralelo serviços e produtos que permitem desativar ou ocultar esta luz, contornando o único sinal que alerta as pessoas para o facto de estarem a ser filmadas.
Para travar esta prática, a Meta vai atualizar o software dos óculos para que, sempre que o sistema detete que o LED foi fisicamente danificado, coberto ou de alguma forma adulterado, a câmara seja automaticamente bloqueada.
Segundo a empresa, esta funcionalidade vai estrear-se na segunda geração dos seus óculos inteligentes, que atualmente inclui modelos desenvolvidos em colaboração com a Ray-Ban e com a Oakley, além de uma linha própria, sem parcerias, lançada há pouco mais de uma semana e com um preço mais acessível.
Combate ao mercado paralelo de adulteração
A resposta da Meta não se fica pelo bloqueio técnico da câmara. A empresa garante que vai também atuar diretamente contra quem promove ou vende serviços de adulteração do LED, incluindo a remoção de anúncios, publicações e listagens em plataformas online que ofereçam este tipo de serviço, além do bloqueio de contas responsáveis por essa atividade.
A Meta afirma ainda estar disposta a avançar com ações legais contra empresas ou indivíduos que continuem a oferecer estes serviços, sublinhando que nenhuma outra fabricante de câmaras tinha, até agora, implementado um sistema semelhante de deteção e resposta automática à adulteração.
Leia também:
























A meta, o maior espião do planeta, preocupada com espionagem!
A que mundo é que eu vim parar?!
Têm medo que o produto deles seja banido por motivos de privacidade.
Deviam aprender a fazer câmeras como a Apple
o problema deles é os utilizadores terem acesso a essas gravaçoes… nao que elas sejam feitas…
Kkkk. Piada pronta. Continua a raposa a guardar o galinheiro….
então comprava essa porcaria e depois não os podia usar como eu quisesse??!!
bem podem ficar com esse lixo.
eu não percebo como é que alguém usa os serviços destes palhaços.
só demonstra que as pescas só vivem de coscuvilhar as vidas dos outros
Mas é esse o propósito do produto! Gravar às escondidas! As outras funcionalidades que teoricamente tem não valem nada quando qualquer telemóvel faz melhor e mais rápido.