Burlas da internet: o esquema da falsa mensagem da Segurança Social
As burlas estão cada vez mais elaboradas e os criminosos não param de encontrar novas formas de enganar as vítimas. O esquema que lhe mostramos hoje é mais um exemplo de como um simples momento de distração pode resultar em prejuízos significativos. Saiba como funciona esta fraude e o que deve fazer para se proteger.
Todos os dias surgem novas formas de enganar as pessoas, recorrendo aos mais variados pretextos, temas ou acontecimentos. Já vimos de tudo: a burla do “Olá Mãe/Pai”, a falsa encomenda retida, o alegado reembolso do IRS, os supostos ataques à conta bancária, as fraudes associadas ao MB WAY, os falsos avisos de corte de energia por falta de pagamento ou até esquemas em nome da Via Verde. Existem também métodos mais sofisticados, como os relacionados com a tokenização de cartões em carteiras digitais.
O resultado é sempre o mesmo: milhões de euros desviados para os criminosos e prejuízos significativos para cidadãos que foram induzidos em erro.
As autoridades têm intensificado o combate a este fenómeno, mas a realidade mostra que, por cada grupo desmantelado, surgem rapidamente outros a operar. É uma luta difícil e permanente. Por isso, a informação continua a ser uma das melhores ferramentas de defesa. Quanto mais conhecer estes esquemas, menores serão as probabilidades de cair numa armadilha.
Hoje mostramos mais uma fraude que está atualmente em circulação. Desta vez, os burlões fazem-se passar pela Segurança Social para tentar convencer as vítimas de que estão a ser contactadas por uma entidade oficial.
Como começa o esquema das burlas
Várias pessoas, de forma aleatória, recebem um SMS com o remetente Seg-Social. A mensagem, lacónica, com escrita ao estilo português do Brasil, apenas deixa uma indicação: Seg-Social: Seu acesso e beneficios foram desactivados. Solicitamos que se verifique: https://seg-social.live/?n=**********
As pessoas, naturalmente, dão atenção a este remetente, e as mais incautas (envoltas neste tipo de engenharia social) clicam no link.
A engenharia social para enganar o utilizador
Captada a atenção do utilizador, o processo passa para o passo seguinte: levar o utilizador até uma página, similar à verdadeira da Segurança Social, para capturar os dados do utilizador.
Para dar um toque mais credível e ficar a saber o nome da pessoa, é apresentado um campo, solicitando o "Nome do responsável". Aqui nada mais é que tentar uma abordagem mais intimista, já que a pessoa deixou o nome.
Esquema continua, mas agora no WhastApp
Depois de captar a atenção do utilizador, o resto do esquema passa para outro nível. É agora solicitado que a pessoa faça um agendamento com um "operador" da Segurança Social. Aparece então o número +351 965 271 049, ou ainda +351 964 828 979 (mas existem ainda outros também associados).
Falso apoio; todo o diálogo é levado para a pessoa colocar os seus dados bancários. A missão é criar um cenário em que o utente da Segurança Social, para não ficar bloqueado e eventualmente (se for o caso de ter benefícios, como o abono de família, etc...) tenha de fornecer os dados bancários.
Se receber este tipo de mensagem, tenha calma, identifique os traços de burla. E nunca clique num link, muito menos partilhe os seus dados pessoal ou bancários.
O que deve fazer? Denuncie!
Participe à Guarda Nacional Republicana através:























Cuidado também com o Spoofing em nome do ministério da saúde.
Andam a circular mensagens a pedir pagamentos. São fraudulentas e aparentam ser do contacto oficial.
A burla começa num SMS – que o governo e as operadoras sabem perfeitamente é que fácil de usar para phishing e spoofing (falsificação de endereços).
Olhe-se bem para o topo do SMS – diz apenas Seg-Social, qualquer um pode ser enganado.
No RCS Business, implementado pelas operadoras em Espanha também para iOS desde 2024 (ano em que a Apple também o adotou), ia aparecer, bem destacado e visível:
– o logotipo e o nome da Segurança Social
– e o selo de confiança (um escudo verde com o sinal de visto) – que garante ao utilizador espanhol que a operadora telefónica (como a Telefónica/Movistar ou Vodafone) validou a origem da mensagem RCS.
Não evita o phishing mas há uma redução significativa, como está mais que provado.
Por cá, o governo, nhã-nhã-nhã, diz que quer que as operadoras evitem o phishing no SMS, mas quando a a obrigá-las a implementar o RCS, abrangendo o Android e o RCS – nada. As operadoras … moita-carrasco.
obrigá-las a implementar o RCS, abrangendo o Android e o – IOS – nada
Outra coisa – no RCS Business não aparece um link como no SMS do post: https ://seg-social.live/?n=**********, para carregar.
Os Links viram Botões interativos de suporte. Em vez de links manhosos, o RCS esconde o link, seguro e verificado, atrás de um botão azul e limpo como [Consultar Vida Laboral] ou [Más Información]. O utilizador sabe exatamente para onde o botão o vai levar.
¿Cuánto tiempo seguirá siendo el SMS el único medio de comunicación para mensajes institucionales y comerciales en Portugal?