Voos a 20 euros? Viagens low cost estão a entrar em turbulência por causa da guerra
Durante anos, viajar de avião pela Europa tornou-se algo banal e acessível. As companhias low cost habituaram os passageiros a bilhetes de 20 ou 30 euros, escapadinhas de fim de semana e viagens marcadas quase por impulso. Mas esse modelo de Viagens low cost poderá estar em risco devido à guerra em torno do Irão e à crescente instabilidade no Médio Oriente.
O combustível está a disparar
O principal problema chama-se combustível de aviação. Grande parte do querosene usado pelas companhias aéreas europeias passa pelo Estreito de Ormuz, uma das zonas mais sensíveis do planeta em termos geopolíticos. Com o conflito a agravar-se, o transporte de petróleo ficou mais complicado, caro e imprevisível.
Segundo dados citados pelo Financial Times, cerca de 40% do combustível de aviação consumido na Europa depende dessa rota marítima. O resultado já se faz sentir, o preço do querosene aumentou significativamente e várias companhias começaram a cancelar voos menos rentáveis.
As low cost são as mais vulneráveis
Empresas como a Ryanair, a easyJet ou a Wizz Air vivem de margens muito apertadas. O modelo depende de aviões cheios, combustível relativamente barato e uma forte concorrência entre operadores.
Quando o custo do combustível sobe demasiado, vender bilhetes a preços muito baixos deixa de ser sustentável. Algumas empresas já admitem impactos financeiros pesados. A Wizz Air, por exemplo, terá antecipado perdas de dezenas de milhões de euros relacionadas com a crise energética e o aumento dos custos operacionais.
O inverno preocupa mais do que o verão
Apesar do aumento dos preços, o verão ainda deverá manter uma procura elevada, graças às férias e à elevada taxa de ocupação dos aviões. No entanto, as companhias aéreas temem sobretudo o inverno.
Se o conflito continuar e o petróleo permanecer caro durante vários meses, muitas rotas sazonais ou menos procuradas poderão simplesmente desaparecer.
Além disso, fabricantes como a Boeing e a Airbus continuam a enfrentar atrasos na entrega de novos aviões, dificultando a renovação das frotas e a redução dos consumos.
O fim de uma “anomalia histórica”?
Especialistas começam a admitir que os voos ultrabaratos poderão ter sido uma exceção histórica e não uma realidade permanente. Durante duas décadas, o setor beneficiou de combustível relativamente acessível, forte concorrência e uma enorme expansão das low cost.
Agora, vários desses pilares estão sob pressão ao mesmo tempo. Menos concorrência, custos energéticos mais elevados e cortes de rotas poderão levar a uma nova realidade: viajar de avião continuará possível, mas provavelmente será mais caro do que os consumidores europeus se habituaram a pagar.





















Esqueçam essa dos voos low cost. o transporte aéreo tal como o conhecemos tem os dias contados. Depende do petróleo abundante e barato e essa era “já era”. Para não falar do petróleo das refinarias russas que os facínoras dos ucranianos estão a destruir só porque sim, e que tanta falta vai fazer. E vamos ter de o pagar, quando mais não seja nas cotações . Em breve andar de avião só para os 5 ou 10% de cima, como era nos anos 60 e 70.
Podem viajar pelo mundo todo, revirar o mundo do avezo, destruir tudo á procura de felicidade que nunca vão encontrar felicidade duradoura, esta é a realidade deste mundo, comecem seriamente a olhar para o mundo interior como alternativa porque senão nem um nem outro vão ter.
Admira-me esses preços tão baratos, afinal é barato dar cabo do planeta, não devia!
O jet fuel não paga ISP nem taxa de carbono, tudo em nome do turismo.
A última vez que vi, estava a cerca de 80 cêntimos por litro (convertido da tonelada), e as low‑cost começaram logo a reclamar e a Lufthansa a ameaçar cancelar voos.
O que importa não é o que custa agora, é quanto subiu:
– Preço do jet-fuel europeu antes da guerra (em fevereiro): 90 -100 USD/barril (como o barril tem 159 L, 0,57- 0,63 USD/L)
– Depois de picos de 175 e 197 USD/barril, está numa média de 162 USD/barril (1,02 USD/L)
– A subida foi entre 62% e 80% – muito acima do aumento no gasóleo rodoviário.
Pudera, o rodoviário é só impostos. Já agora aumentamos tbm os impostos do rodoviário “62% e 80%” para ficar tudo em paridade lol