Itália revoluciona o automóvel com os primeiros travões sem óleo
Novo sistema Sensify da italiana Brembo substitui os travões hidráulicos por controlo elétrico, melhorando a eficiência, a estabilidade e as atualizações sem aumentar recursos.
A Brembo deu um passo importante ao levar a sua plataforma de travagem inteligente Sensify para produção em grande escala. Não se trata de uma pequena mudança. Na prática, significa abandonar uma tecnologia, os travões hidráulicos, que acompanha a indústria automóvel há mais de um século.
O Sensify™ representa uma nova lógica, isto é, o automóvel deixa de depender tanto de componentes mecânicos tradicionais e passa agora a depender do software, da eletrónica distribuída e da capacidade de tomar decisões em milissegundos.
A plataforma de travagem da Brembo entra em produção massiva
O facto de o Sensify™ passar a ser instalado de série em todos os veículos de um programa industrial demonstra algo claro, a tecnologia ultrapassou a fase experimental. Está agora pronta para coexistir com milhões de condutores.
Em termos industriais, isto significa escalabilidade. E isso altera as regras do jogo. Quando uma inovação chega a este ponto, deixa de ser uma promessa e começa a transformar o mercado.
Além disso, a Brembo já assinou contratos adicionais, o que aponta para uma adoção progressiva entre diferentes fabricantes. Não se trata de uma experiência isolada. É uma tendência que começa a consolidar-se.
Sensify define um novo padrão para veículos definidos por software
O conceito de veículo definido por software (Software-Defined Vehicle) tem vindo a ganhar forma há vários anos. O Sensify™ encaixa perfeitamente nesta evolução.
Porque é isto importante? Porque permite atualizar funções do automóvel como se fossem aplicações. Melhores algoritmos de travagem, novas assistências, otimização do comportamento… tudo através de software, sem necessidade de substituir hardware.
Isto abre caminho a veículos mais duradouros e adaptáveis. Um automóvel que melhora com o tempo. Literalmente.
Em paralelo, fabricantes como a Tesla já demonstraram o potencial desta abordagem com atualizações remotas. O Sensify™ leva essa filosofia até ao coração da segurança, o sistema de travagem.

Ao eliminar o fluido hidráulico, desaparecem problemas como bolhas de ar, fadiga térmica do líquido de travões ou perdas de eficiência por aquecimento extremo, algo particularmente importante em veículos elétricos, desportivos e sistemas de condução autónoma.
Concebido como uma solução escalável e adaptável
Uma das chaves do sistema está na sua arquitetura. O Sensify™ elimina elementos tradicionais, como o cilindro mestre ou o líquido de travões, substituindo-os por atuadores elétricos em cada roda. Isto permite algo que antes era muito complicado, como o ajustar a travagem de cada roda de forma independente e em tempo real.
Em condições normais, a diferença quase não se nota. Mas em situações críticas, como chuva intensa, gelo ou manobras de emergência, a tecnologia pode fazer a diferença. O automóvel consegue corrigir a trajetória com maior precisão, reduzindo perdas de controlo.
Além disso, a eliminação dos circuitos hidráulicos simplifica o desenho do veículo. Menos peças, menos pontos de falha, menos manutenção.
Brake-by-wire é a novidade que vai fazer escola
O termo brake-by-wire descreve sistemas em que a ligação entre o pedal e os travões deixa de ser mecânica ou hidráulica, passando a ser elétrica. Isto não melhora apenas a precisão. Também permite integrar a travagem com outros sistemas do veículo, como o controlo de estabilidade, a condução autónoma ou a gestão energética.
Por exemplo, nos veículos elétricos, o sistema consegue coordenar melhor a travagem regenerativa, recuperando energia e aumentando a eficiência global. Algo especialmente relevante no atual contexto de eletrificação.
O verdadeiro valor do Sensify™ não está apenas na forma como trava um automóvel hoje, mas também naquilo que permite construir amanhã.

Tecnicamente, os sistemas brake-by-wire como o Sensify™ conseguem responder mais rapidamente do que os travões hidráulicos tradicionais. Num sistema convencional, a força do pedal é transmitida através de fluido hidráulico e componentes mecânicos, criando sempre uma pequena latência. No sistema da Brembo, o comando é enviado eletronicamente para atuadores em cada roda, permitindo respostas em milissegundos e uma gestão muito mais precisa da travagem.
Sistema mais preciso, mais leve, menos manutenção
Um sistema totalmente digitalizado facilita a integração com veículos autónomos, onde a precisão e a redundância são críticas. Também permite otimizar o consumo energético em frotas elétricas, desde automóveis particulares até transportes públicos.
Ao nível urbano, uma condução mais suave e eficiente pode reduzir emissões indiretas, desgaste de pneus e partículas em suspensão, um problema crescente nas cidades europeias.
Além disso, a simplificação de componentes poderá facilitar processos de fabrico mais eficientes e, com o tempo, mais sustentáveis.
Um exemplo claro da direção em que a indústria se está a mover, menos mecânica pesada, mais inteligência digital. Mais eficiência. Mais controlo. E nesse caminho, cada avanço conta.




















Os actuadores eletricos precisam de conseguir diminuir a rotação da roda, ou seja terá de existir um motor elétrico em cada roda para o fazer presumo.
Já existe na aviação, no Boeing 787, e tem dado provas de alta fiabilidade.
Os Aviões são assim, não é apenas 1 , acho que são todos.
Os Russos da Tupolev teem isto ha pelo menos 30 a 40 anos.
E nos Aviões faz algum sentido, porque dependem do peso, para ter mais autonomia, eficiencia.
Mas também teem aviões que usam sistemas diferentes acho eu, e ai é uma carrada de toneladas extra.
Em um automóvel, não faz sentido, a quantidade de vezes que travas, e destravas, é colossal.
E a determinado ponto avaria o sistema.
E avariar com o carro em movimento, ou numa subida/descida, a probabilidade de ser fatal é grande.
Do meu ponto de vista, isto faz sentido em Aviões, na Formula 1, etc.
Mas nos carros normais, deve estar um sistema passivo, com a menor probabilidade de falhas.
Independentemente de haver electricidade a bordo, ou não.
O sistema deve apenas funcionar e pronto.
Pera lá… a inovação é não ter óleo? Então e os carros com travões a ar, como alguns mercedes, por exemplo?
Se o eléctrico falhar travam com os pés de fora!
+1
Nada de inovador. Se derem tantos pontos de falha como o de estacionamento….. loool
os travões não funcionam nada bem quando, há falta de manutenção, e quando quem está em cima da cadeira não está em condições para conduzir.
não é preciso adicionar mais problemas. A eletrónica atual usa componentes praticamente sem tolerâncias, são cada vez mais menos tolerantes a variações elelétricas mínimas, aquecimento e pifam.
Mais um problema para falhas eléctricas. Corrosão nos contactos, desconexão por detritos, avarias de módulos, em fim…..
Os iralianos já não fazem carros com grande fiabilidade, como a Fiat. Isto é nais um prego no sapato.
Qual é a diferença para os que usam óleo ?
até podem andar dentro de água e levar com lixo com fartura…módulos elétricos não, mesmo blindados não é de fiar. Senso comum
É igual, usam electricidade na mesma.
Senso comum ? Ah é o senso é que conta ?
Quando falhar é que vai ser bonito vai…