SpaceX reforça Internet global: mais 24 satélites Starlink em órbita
A SpaceX concluiu com sucesso mais uma missão para a expansão da sua rede global. Na passada quarta-feira, um foguetão Falcon 9 descolou da Base de Vandenberg, transportando 24 novos satélites Starlink. O lançamento, que criou um espetáculo visual sobre o Pacífico, coloca a empresa cada vez mais perto do seu objetivo de uma Internet para todos.
O Falcon 9 descolou do Complexo de Lançamento Espacial 4 Este às 20:23 (PDT) de 22 de abril de 2026 (04h23 do dia 23 de abril, em Portugal continental), oferecendo um espetáculo noturno visível em grande parte do sul da Califórnia.
Todos os 24 satélites foram colocados em órbita aproximadamente uma hora após a descolagem, elevando o número total de naves espaciais Starlink em órbita para perto de 9000.
O grande destaque desta missão foi, mais uma vez, a mestria da SpaceX na reutilização de componentes. O propulsor utilizado completou o seu quinto voo e aterrou com precisão milimétrica.
Este feito surge poucos dias após a empresa ter celebrado o histórico marco de 600 aterragens de sucesso, consolidando um leque de lançamentos que continua a baixar os custos de acesso ao espaço.
Watch Falcon 9 launch 24 @Starlink satellites to orbit from California https://t.co/hcVm0rfVqL
— SpaceX (@SpaceX) April 23, 2026
Mais velocidade e menos latência para os utilizadores da Starlink
Os novos satélites lançados pertencem à geração mais recente, equipada com tecnologia de interligação laser.
Na prática, isto significa que os satélites comunicam diretamente entre si no vácuo, sem dependerem constantemente de estações terrestres.
Para quem utiliza o serviço, seja em zonas rurais, barcos ou aviões, isto traduz-se numa ligação mais estável, com menor latência e maior velocidade de processamento de dados em regiões remotas.
Starlink como motor financeiro para Marte
Além de fornecer Internet a comunidades isoladas e zonas de conflito, como a Ucrânia, a Starlink é o grande motor económico de Elon Musk.
A receita gerada pelo serviço é o que permite financiar o desenvolvimento da Starship, a nave que a SpaceX pretende usar para a futura colonização de Marte.
O sucesso destas missões "rotineiras" é, portanto, o suporte vital para as ambições interplanetárias da empresa espacial.
Assim, apesar das críticas recorrentes da comunidade científica sobre a poluição visual do céu noturno, a SpaceX mantém o pé no acelerador.
Com dezenas de lançamentos ainda previstos para este ano, a Starlink caminha a passos largos para se tornar a espinha dorsal da conectividade global, provando que a Internet de alta velocidade já não conhece fronteiras geográficas.
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Imagem: Space.com



















