O governo da Irlanda iniciou a fase de testes de uma nova ferramenta digital que transformará a forma como os cidadãos comprovam a sua identidade e idade no mundo virtual. Este projeto surge como resposta às crescentes preocupações com a segurança dos utilizadores mais jovens em plataformas digitais.
A tecnologia da Irlanda que valida a idade dos utilizadores
O Ministério da Despesa Pública, Infraestruturas, Reforma do Serviço Público e Digitalização da Irlanda revelou que a sua nova Carteira Digital Governamental está a ser submetida a testes antes do lançamento oficial, previsto para o final deste ano.
Esta aplicação permitirá que os cidadãos armazenem versões digitais de documentos essenciais, como certidões de nascimento, cartas de condução e o cartão europeu de seguro de doença. Contudo, o grande destaque desta iniciativa reside na funcionalidade de verificação de idade, desenhada especificamente para regular o acesso às redes sociais.
Frank Feighan, o ministro responsável pela pasta, sublinhou que este período experimental é fundamental para recolher dados que ajudem a tornar a ferramenta mais intuitiva e eficaz.
Embora ainda não exista uma data concreta para o lançamento geral, a Irlanda tem pressa, uma vez que todos os Estados-membros da União Europeia estão obrigados, por regulamento comunitário, a disponibilizar uma carteira digital até ao final de 2026.
O compromisso europeu para a segurança na rede
A nova funcionalidade de verificação de idade segura está alinhada com as diretrizes do projeto Digital Ireland e com a implementação do Código de Segurança Online. De acordo com Feighan, este sistema pretende garantir que as plataformas digitais cumpram a obrigação de implementar medidas que protejam as crianças e os jovens de conteúdos ou interações prejudiciais.
Trata-se de uma camada adicional de segurança que visa colocar a tecnologia ao serviço da proteção civil. Nesta fase piloto, a participação é estritamente voluntária e o governo disponibilizou um inquérito para que os participantes possam partilhar as suas críticas ou sugestões.
Leia também:
Reino Unido quer limitar uso de ecrãs, e a Áustria quer proibir as redes sociais a menores



















