China tem tecnologia que poderá detetar submarinos nucleares americanos
Este novo detetor de gravidade supercondutor funciona fora de laboratórios, aproximando da realidade a deteção de submarinos nucleares através da gravidade.
Sensor chinês poderá detetar submarinos nucleares dos EUA através da gravidade
Cientistas chineses desenvolveram um novo detetor baseado na gravidade que poderá ser utilizado para detetar submarinos ocultos. Originalmente desenvolvido para investigação científica e exploração de recursos, o dispositivo poderá também ter importantes aplicações militares.
Baseado em algo chamado dispositivo de interferência quântica supercondutora (SQUID). Uma forma de magnetómetro, este dispositivo consegue, aparentemente, captar pequenas alterações na gravidade para, em teoria, encontrar submarinos.
Se totalmente desenvolvido, poderá, por exemplo, ser utilizado para ajudar a detetar submarinos americanos da classe Ohio com 18.000 toneladas.

Os submarinos da classe Ohio são dos mais importantes ativos estratégicos da Marinha dos Estados Unidos. Tratam-se de submarinos nucleares concebidos sobretudo para dissuasão nuclear, integrando a chamada “tríade nuclear” (terra, ar e mar). Atualmente, existem 18 unidades, das quais 14 estão equipadas com mísseis balísticos nucleares e 4 foram convertidas para mísseis de cruzeiro.
O dispositivo é, na prática, uma massa flutuante sem fricção que se move quando a gravidade sofre ligeiras alterações. Na essência, o dispositivo funciona suspendendo um pequeno objeto no ar e eliminando (tanto quanto possível) quaisquer efeitos de fricção sobre ele.
Quando a gravidade muda ligeiramente (ou seja, quando um objeto se move nas proximidades), isso faz com que o objeto se mova muito ligeiramente. Qualquer movimento desta massa pode ser medido com enorme precisão.
Utilizar a gravidade para detetar submarinos
E a medição é a parte realmente difícil, explicam os investigadores. Para tornar isto possível, a equipa utilizou algo chamado Efeito Meissner. Trata-se de um fenómeno em que, quando certos materiais ficam extremamente frios, deixam de permitir a passagem de campos magnéticos e passam, em vez disso, a repelir ímanes.
Assim, ao usar materiais supercondutores que conseguem repelir campos magnéticos, o dispositivo permite que ímanes levitem sobre os supercondutores. Isto proporciona propriedades sem fricção e elimina também qualquer “ruído” mecânico.
Esta configuração acaba também por ser um sistema de deteção de movimento ultra-sensível, ideal para deteção de gravidade. De facto, a equipa argumenta que este poderá ser um dos “instrumentos de pesagem” mais sensíveis alguma vez construídos.
Exceto que não mede massa diretamente, mas sim algo chamado ruído de medição do gradiente de gravidade. O novo dispositivo não mede apenas a gravidade, consegue medir diferenças de gravidade no espaço.
Assim, assumindo uma gravidade “de fundo” de, por exemplo, 9.800000000, quando um submarino passa perto do dispositivo, a leitura altera-se de forma impercetível, talvez para algo como 9.800000002. Trata-se de uma diferença extremamente pequena, mas suficiente para o detetor perceber que algo está a acontecer.
E, mais importante, este tipo de método de deteção não pode ser evitado ou falsificado. Métodos tradicionais de deteção de submarinos, como sonar, radar ou deteção magnética, podem, em parte, ser contrariados com as contramedidas adequadas.
Não é possível esconder a massa
Mas um submarino é também um objeto pesado e não pode ser escondido no que diz respeito aos seus efeitos na gravidade. E também não é concebível que a massa possa ser “desligada”, reduzida ou absorvida.
No entanto, como a equipa refere, isto ainda está numa fase experimental. O dispositivo ainda não é suficientemente sensível para ser utilizado em cenários como a deteção de submarinos. Ainda assim, os investigadores explicam que estão a aproximar-se desse objetivo todos os dias.
Outro elemento interessante da investigação é que o dispositivo foi testado fora de ambientes laboratoriais “altamente controlados”. Isto é relevante, uma vez que detetores deste tipo são muito sensíveis a fatores como passos, veículos em movimento, vento, ondas e até sismos.
Se a tecnologia puder ser validada neste tipo de ambientes com “ruído de sinal”, então deverá funcionar bem em navios, aeronaves e drones. Algo que será particularmente interessante para planeadores militares, por razões óbvias.





















Força China, vocês sabem que não se pode confiar nos traiçoeiros EUA
Apoie então a ditadura chinesa como se fosse um cachorrinho dócil e inofensivo… se um dia esse cachorrinho se revelar um cão raivoso e lhe morder as canelas… ou as pernas, as mãos e a cara… não se venha depois queixar-se que a China afinal é má.
Tanto não confiam, que praticamente todos os avanços tecnológicos da China nas últimas décadas são, pura a simplesmente, resultado de informações ROUBADAS a países ocidentais, incluindo aos EUA
Realmente, eles são espertos, são..
Sim, já nos “amigos” russos podem confiar totalmente!
Mal posso esperar pelos filmes que vão sair sobre isto nos proximos 10/20 anos. Se cá tiver LOL
Têm sim, e colocam-nos nas orcas para andar atrás dos submarinos ….
Apenas fiquei curioso se também colocam a cenoura em frente das orcas para as levarem para onde quiserem…
Curioso ter lido sobre esta tecnologia em “Ten Labs” há perto de um ano, mas relativamente aos norte-americanos, que terão já um sistema análogo para a detecção de submarinos e outros veículos marinhos. Eis que, passados meses, leio esta notícia como algo vindo dos chineses. Estranho, verdadeiramente estranho.
A diferença é que a China, mesmo perante qualquer pequeno avanço, alardeia o seu feito como se fosse a mais extraordinária conquista quando apenas se está a colocar em bicos de pé para se fazer maior do que é. Quando se vai pesquisar mais a fundo o que se verifica é que o grande avanço, o grande feito, aquilo que é apresentado como revolucionário e já desenvolvido e a ser testado/utilizado na prática… não passa afinal de uma ideia que ainda mal saiu da prancheta de desenho e quanto muito é um primeiro protótipo cheio de falhas e a precisar de vários anos de desenvolvimento pela frente para se tornar minimamente funcional.