Novo Renault Twingo elétrico: pequeno no preço, mas gigante na ambição
Prestes a chegar ao mercado português, fomos conduzir o Renault Twingo e ver como se comporta na estrada o carro que os clientes se fartaram de pedir. Disponível por menos de 20.000 euros, este urbano elétrico apresenta-se surpreendentemente completo.
Renault Twingo: será o elétrico mais barato do mercado?
A Renault deu o pontapé de saída à campanha de lançamento do novo Twingo E-Tech, o carro elétrico mais pequeno e acessível da sua gama.
Pela promessa desafiante, fomos testar o modelo que promete tornar-se numa verdadeira dor de cabeça para rivais chineses como o BYD Dolphin Surf ou o Leapmotor T03, aos compete no preço, apesar de se tratar de um produto made in Europe, fabricado na Eslovénia.
Tal como acontece com o seu “irmão maior”, o R5, o Twingo exibe uma estética retro-futurista apelativa inspirada no modelo original dos anos 90.
A sua prática carroçaria monovolume mede 3,79 metros de comprimento e oferece uma distância entre eixos de 2,49 metros, enquanto o habitáculo está homologado para quatro lugares.
Como bom urbano, destaca-se por um reduzido diâmetro de viragem (menos de 9,9 metros).
Traz o que faz falta e dispensa o dispensável
O nosso protagonista assenta na plataforma RGEV Small, a mesma utilizada pelos R5 e R4; ainda assim, neste caso a suspensão traseira é de barra de torção em vez de multibraço. O seu peso de apenas 1.200 kg é bastante contido para um carro elétrico.
Equipa, em todas as versões, um motor de 82 cv (60 kW) associado a uma bateria LFP (lítio-ferrofosfato) de 27,5 kWh com células de origem CATL.
A tecnologia do propulsor (síncrono de ímanes permanentes) e a química da bateria são novidades na Renault. A autonomia homologada situa-se nos 263 km WLTP.
No que diz respeito às prestações, anuncia-se um 0-100 km/h em 12,1 segundos e uma velocidade máxima de 130 km/h, valores alinhados com outros modelos de vocação urbana.
O Renault Twingo é fabricado na Europa
De série, o Twingo pode carregar até um máximo de 6,6 kW em corrente alternada (10-100% em 4 horas e 5 minutos).
O carregamento rápido é uma opção incluída no Pack Advanced Charge, que eleva a potência para 11 kW em corrente alternada (10-100% em 2 horas e 35 minutos) e para 50 kW em corrente contínua (10-80% em 30 minutos); além disso, inclui também carregamento bidirecional V2L (Vehicle-to-Load) a 3,7 kW.
A segunda função oferecida pelo carregador bidirecional é a V2G (vehicle-to-grid), para devolver eletricidade à rede e reduzir o custo do carregamento doméstico. Desta forma, o Twingo E-Tech elétrico torna-se um interveniente no ecossistema energético.
A sua gama divide-se em dois níveis de equipamento: Evolution e Techno. O modelo de entrada inclui de série painel de instrumentos digital de 7 polegadas, ecrã tátil de 10,1 polegadas, conectividade via Android Auto e Apple CarPlay, travagem automática de emergência, assistente de manutenção na faixa, sistema avançado de monitorização do condutor, travão de mão elétrico, bancos traseiros deslizantes, ar condicionado e sensores de estacionamento traseiros.
O topo de gama acrescenta o sistema multimédia OpenR Link com Google integrado, controlo de cruzeiro adaptativo com função Stop & Go, climatização automática, modo One Pedal, retrovisores rebatíveis eletricamente, encosto do banco do passageiro rebatível, acesso mãos-livres, câmara de marcha-atrás, sensores de luz e chuva, vidros traseiros escurecidos e um sistema de som com 6 altifalantes.
Preços de combate
O Renault Twingo já está disponível, em Portugal, para encomenda, com duas versões à escolha:
- Evolution (80 cv e autonomia de até 263 km), com um PVP de 19.490 euros;
- Techno (80 cv e autonomia de até 261 km) com um PVP de 21.090 euros.
Estes valores podem descer para 18.358 e 19.862 euros, respetivamente, após os descontos promocionais da marca (que não incluem o desconto por financiamento).
As entregas estão previstas para o 2.º trimestre de 2026.













































Muito bom.
Achas?
Pequena bateria, velocidade de carga DC baixíssima e opcional(!), é caro para aquilo que oferece como BEV.
Não admira que os veículos chineses vendam mais.
Vá lá, pensem e não digam disparates ;), então, qual foi o carro elétrico mais vendido a particulares no ano de 2025 em Portugal?
Renault Clio da Apple é melhor.
Para um carro atual a bateria muito pouca autonomia. Carrega rápido, mas a autonomia é também ela fraca
Não me digas que queres fazer 1000km num Twingo para ires trabalhar todos os dias…
20000 euros por uma autonomia real abaixo de 200 km em 2026… Uiii!!! Os Chineses vão comê-los. Valha ao menos a nostalgia como argumento de venda…
Duvido que os chineses tenham hipótese Aliás, não é por acaso que o Spring foi o carro elétrico mais vendido a particulares no ano passado. Agora pensa 😉
Sim e não? Lep Motor que com subsidios e outros beneficios pode ser vendido a menos de 18000 Euros e tem uma bateruia de 36KW e uma autonomia até 3 e tal Kms? E este foi o que me apareceu primeiro… Já agora, aqueles PVP incluem IVA ou não? É que se incluem, está realmente competitivo de tão depressivo que é o mercado automobel europeu neste momento nesta faixa de preços. Mas se não inclui então as alternativas começam a ser bastante mais apelativas…
Que vendas tem o Leap? Sabes que o que conta são as vendas. O Leap não bate o Dacia, por exemplo, que tem menos equipamento que este Twingo.
Sim, o preço do Twingo é com IVA.
O spring é chinês. De romeno só tem a marca
Isto é um carro para andar ás voltinhas principalmente na cidade
ate 260 km –> 200km e mal, por 20k naaa .
Tens de ir ao Algarve no verão, não é? Pois é, não dá para ires de Bragança até Faro com uma carga. Não te serve, de facto!!! 😀 Vocês não pensam, não têm a ideia que a média de quilómetros diária dos portugueses ronda os 35 km. Que este carro chega e sobre para quem faz diariamente a maçlha urbana.
+1
Credo, comigo e com os meus requinhos lá dentro isto nem autonomia para 20 km teria.
Depois não venha dizer que consegue fazer 5 litros aos 100 no seu.