Portugueses valorizam carros, mas os preços atuais impedem a compra
O preço dos automóveis novos pode estar a levar os portugueses a preferir o mercado de usados, segundo um estudo recente, que concluiu que, apesar de os consumidores continuarem a valorizar os automóveis, os preços atuais têm travado as intenções de compra.
Segundo um estudo recente conduzido pelo Observador Cetelem, marca comercial do BNP Paribas Personal Finance em Portugal, o preço dos automóveis novos pode estar a levar os portugueses a preferir o mercado de usados.
Intitulada "Setor Automóvel: Cinco vias para a retoma", a análise percebeu os fatores prioritários para alavancar um setor com forte relevância económica e social, que procura recuperar o dinamismo perdido nos últimos anos. De entre eles:
- Preço;
- Políticas públicas;
- Dimensão emocional - como ligação às marcas e design;
- Oferta;
- Distribuição.
Além disso, , de acordo com um comunicado que compila os resultados, concluiu que os portugueses continuam a valorizar os automóveis, mas que os preços atuais têm travado as intenções de compra.
Este estudo reforça que o setor automóvel se encontra em momento de grande transformação, assente numa procura clara por automóveis novos mais simples, acessíveis e alinhados com o poder de compra das famílias.
Assumiu David Correia, diretor de Mobilidade do Cetelem, acrescentando que, "enquanto isto não acontecer, o mercado de usados continuará a ser a escolha natural dos portugueses".
Preço dos carros é o principal fator de tensão
Na Europa, as sucessivas crises (sanitárias, geopolíticas e económicas) fizeram cair as vendas anuais de 17 milhões de automóveis (2015-2019) para 11,75 milhões (2020-2024), gerando um défice de 20 milhões de veículos e envelhecendo o parque automóvel.
Portugal sentiu o impacto face ao ano de 2019 (345 mil produzidos e 268 mil vendidos), mas revelou resiliência em 2024: segundo a Associação de Comércio Automóvel de Portugal (ACAP), o país produziu 260 mil unidades (+8,3% face a 2023) e vendeu 240 mil (+4,4%).
A recuperação continuou no primeiro semestre de 2025, com 143 mil viaturas comercializadas (+4,2% homólogos), com destaque para a quota de 20% de modelos elétricos.
Estes dados ajudam a explicar uma das conclusões do estudo:
- 94% dos inquiridos assume ter uma boa imagem dos carros novos, valor acima da média internacional (92%);
- 85% mantêm uma opinião favorável sobre os usados (face à média internacional de 79%).
Ainda assim, o preço surge como principal fator de tensão: 92% afirmam que os preços aumentaram significativamente nos últimos anos (valor acima da média internacional de 84%), com 60% a entender que essa subida não é justificada.
Esta perceção da subida generalizada dos preços dos automóveis em Portugal leva a que, atualmente, 93% dos portugueses considerem os veículos novos demasiado caros, valores em linha com a média europeia.
Esta visão dos portugueses traduz-se em intenções de compra claras:
- 53% dos inquiridos a planear comprar um carro usado nos próximos cinco anos, valor acima da média internacional (51%);
- 49% a admitir intenção de adquirir um carro novo no mesmo período (face à média internacional de 58%).
80% dos portugueses pedem medidas para o mercado automóvel
Para a redução de preços no mercado automóvel, a estabilidade e eficácia das políticas públicas são determinantes, com 80% dos inquiridos a defender medidas que incentivem diretamente a compra, como a produção de carros novos mais baratos e simples (62%), com menos opções, enquanto 78% apontam à redução das margens das fabricantes.
Além disso, apesar de Portugal ser um dos países onde o design automóvel é mais valorizado (76%), os inquiridos apontam alguns elementos que poderiam ser simplificados ou reduzidos para baixar o preço dos carros novos, nomeadamente:
- Jantes e cor (40%);
- Tamanho (23%);
- Potência do motor (20%).
O estudo revela, também, que os concessionários continuam a desempenhar um papel central na relação com os consumidores, com 74% dos portugueses a revelarem elevados níveis de confiança no aconselhamento, na proposta de soluções de financiamento e na adequação da oferta.
Ao mesmo tempo, o digital ganha espaço: 44% admitem a possibilidade de comprar um automóvel totalmente online, embora persistam reservas ligadas à impossibilidade de experimentar o veículo (39%) ou à preferência pelo contacto presencial (44%).
O que dizem os dados sobre mobilidade elétrica?
Apesar de a mobilidade elétrica ser um caminho incontornável no setor automóvel, o Observador Cetelem percebeu que a transição elétrica continua a enfrentar obstáculos, nomeadamente:
- Preços elevados;
- Resistência dos consumidores;
- Incerteza regulatória, com apenas 18% dos portugueses a considerarem claras as políticas públicas de apoio à aquisição destes veículos (valor abaixo da média europeia de 32%).
Ainda assim, 92% dos portugueses reconhece a importância de reduzir o impacto ambiental causado pelo atual parque automóvel e 64% consideram que já existem progressos.























é tão simples quanto isto …
2006 comprei um carro segmento D, com 10 anos de idade e dei 15 mil euros
2016 vendi anterior a 4 mil e comprei um do mesmo segmento (equivalente ao anterior) com 10 anos de idade e dei 13 mil euros
2026 vendi anterior a 10 mil e agora quero comprar um nas mesmas condições aos negócios anteriores e “não consigo” pois pedem em média 35 mil euros
se mesmo os usados já começa a ser complicado comprar …imaginem novos!
+1 e eventualmente os usados aumentaram de valor precisamente por menor procura em novos no mesmo segmento
Consegues dizer que condições são essas? Pois há carros de Segmento D por preços tão baixos como 12 mil euros de 2016…
pois,
O terrorismo imobiliário, está a derretar as familias.
Não há dinheiro para tretas, é usado e pronto.
Se for preciso vai-se a África buscar, que são mais baratos.
Os fabricantes nos últimos 10 anos aumentaram consideravelmente o preço das viaturas, enquanto isso a nível percentual, os salários não subiram em igual proporção… para se conseguir colmatar o aumento das rendas, carros, supermercados, etc. Ou seja, o que é que estavam à espera? Depois um carro que custa 40mil Eur. (custa.. não vale), passados três anos está por 20mil Eur. Faz sentido comprar novo? Pois não me parece….
É preciso gastar dinheiro em estudos para chegar a esta triste conclusão, isto quer dizer que a areia que a direita manda para iludir os portugueses “culpando os imigrantes” pelos maus salários serve para esconder os péssimos empresários tugas que pagam salários muito baixos e assim o português não compra carros novos nem pode ter mais filhos, chamo a isto genocídio .
Para certa gente a culpa cai sempre em cima dos empresários mas a verdade é que se há muita mão-de-obra disposta a trabalhar por pouco então vão aceitar receber pouco e quem trouxe para cá toda essa mão-de-obra foram os habilidosos da esquerda.
Ou estava à espera que mão-de-obra importada aos magotes de países bastante pobres aumentasse magicamente os salários aos portugueses?
A estratégia dos capitalistas para baixar salários é a criação de.um excedente de gado humano, que não vão usar para produzir, mas servem para criar pressão sobre os outros com aquele frase que eles adoram do “vês ali aqueles todos à espera do teu lugar?” Os cabecilhas das confederações patronais confirmaram isso mesmo e disseram à boca cheia que querem importar mais migrantes, a população nacional não lhes chega. Chama-se a isso “exército industrial de reserva”, e o fenómeno foi descoberto e estudado por Marx no século XIX. São os capitalistas que controlam as redes e as máfias importadoras de gado humano, não a esquerda revolucionária, e quem tem directamente a ganhar com isso.
Ah… foi estudado por Marx… no século XIX… claro… entããão só pode ser verdade… verdadinha…
Até porque… a esquerda… revolucionária…. nunca foi… perita… em fazer pobres… e mais pobres… pobrezinhos… à espera… de serem manipulados… com promessas… de mais pobreza!!!
O Grunho, então o “o fenómeno foi descoberto e estudado por Marx no século XIX”. Sim é verdade que foi estudado. Esqueces é de dizer que Marx nunca trabalhou. Os outros que trabalhassem. Assim também. Uns criam riqueza, outros vivem à sombra da “bananeira”.
Mas se para ti está mal, tens boa solução: faz-te patrão e implementa o que apregoas…
Mais uma mentira da direita reaccionária, para tentar descredibilizar os estudos dele. Marx trabalhava e trabalhou mesmo. Exerceu até várias profissões: economista, historiador, sociólogo, teórico político e jornalista. A profissão dos capitalistas é que consiste exclusivamente em por os outros a produzir para eles.
Se não fosse a esposa do Marx, ele teria morrido à fome. Foi ela que aguentou firme enquanto ele se dedicava a essas profissões que referes. Grande mulher.
Refere que; “ A profissão dos capitalistas é que consiste exclusivamente em por os outros a produzir para eles.”. Pois, parece-me que também és um grande capitalista, porque fazes o mesmo que referes.
Grunho, poderia responder-lhe com as minhas palavras mas para quê quando as seguintes palavras já descrevem magistralmente e na perfeição o seu ídolo… e na perfeição não se mexe:
«Marxismo é uma ideologia que mistura ignorância, preconceito e ressentimento em quantidades iguais, e que foi usada como justificativa para alguns dos crimes mais monstruosos já cometidos contra a humanidade.
Karl Marx era analfabeto em economia. Ele não compreendia o significado de valor e ignorava a influência do tempo, do risco e da inovação. Marx chamava de “exploração” a recompensa recebida por empreendedores pelas coisas úteis que eles criam e que outras pessoas compram voluntariamente. Ele nunca compreendeu como a riqueza é produzida e por isso concluiu que ela é sempre roubada dos outros. Sua “teoria do valor” diz que o valor de um produto é determinado pelo trabalho necessário para produzi-la. Isso é uma tolice que foi desmascarada ainda em sua época. O valor de um bem não depende apenas do trabalho investido, mas principalmente da percepção que as pessoas têm da utilidade do produto. Mesmo que você gaste um ano produzindo um objeto inútil ele não terá valor nenhum.
Marx era um ser humano desprezível, como fica evidente nos diversos relatos sobre sua vida, incluindo o que Edmund Wilson conta em Rumo à Estação Finlândia. Marx vivia da generosidade de Engels, seu amigo que era filho de um rico empresário, ao mesmo tempo em que desprezava os capitalistas. A razão do desprezo era óbvia: os empresários faziam algo que Marx jamais conseguiu fazer que era produzir coisas úteis. Marx não trabalhava e passou a vida pregando a revolução, sendo financiado justamente com o dinheiro daqueles que pretendia destruir (exatamente como fazem os marxistas até hoje). Negligenciou seus filhos a ponto de alguns morrerem devido à indigência em que forçou sua família a viver. Ele engravidou sua empregada doméstica (que trabalhava sem ganhar salário, como uma serva). Marx se recusou a reconhecer o filho, que foi entregue para adoção e nunca conheceu o pai. O revolucionário que falava em libertar as massas tratava aqueles mais próximos a ele como lixo.
“O “socialismo científico” criado por Marx – no qual não havia uma gota de ciência – deixou um legado de terror e centenas de milhões de mortos por todo o planeta”»
O texto continua mais um pouco, pode lê-lo todo aqui:
https ://www.gazetadopovo.com.br/vozes/roberto-motta/como-marx-levou-o-mundo-da-miseria-familiar-ao-terror-global/
É verdade que tens péssimos empresários tugas, ou não fosse 90% do tecido empresarial microempresas, e ainda tens muitos patrões com pouca escolaridade. Mas a culpa de pagarem pouco não é derivado de maldade, mas sim da incapacidade de crescer, ser mais produtivos para poderem pagar melhores salários. E é por essa razão que precisamos de conseguir ter no país grandes empresas, pois são essas com capacidade para pagar salários mais elevados. Mas para tal é necessário dar condições para que as pequenas se tornem médias, as médias grandes, e as grandes… multinacionais.
O negócio dos capitalistas não é e nunca foi pagar mais pelo trabalho dos portugueses. É pagar menos. Por muita “capacidade para crescer” que consigam, o melhor de todos os lucros faz-se sempre com o pior de todos os salários. Produtividade aumenta-se com as mesmas pessoas a receber menos salário ou com menos pessoas a receber o mesmo salário. Substituir 1000 empresas pequenas ou micro por 10 grandes só vai facilitar a vida aos 10 capitalistas grandes para se organizarem em cartel. E como o salário que lhes interessa é sempre o mais baixo de todos os salários possíveis, ficam mais perto do objectivo deles.
O fator fiscalidade também penaliza muito em Portugal. O mesmo carro novo em alguns países da UE é consideravelmente mais barato. Mas mesmo assim vendem-se bastantes carros novos. O português pode comer sandes ao jantar, mas não prescinde do carro novo.
Ainda há dias no OLX, estava a ver um Pajero de 1994, 11.500€.
Eu como acho que comprar carro é igual a mandar o dinheiro pela janela fora, tento mandar o mínimo possível, e tenho os carros que compro em segunda mão pelo menos 10 anos.
Jipes é para esquecer… Portugal deve ser o único pais do mundo onde pedem por um jipe velho, com +20 anos, valores absurdos… e isto tudo porque é impossível comprar jipes novo devido aos impostos ridículos que temos!
jipe novos a estrear, ou velhos com 20 ou 30 anos, é sempre um negócio ruinoso. Só um jogo de pneus para aquilo é sempre quase o triplo de um carro normal. A conta do óleo e dos filtros idem. Agora, o único carro verdadeiramente ecológico é aquele que não é produzido e o único carro verdadeiramente económico é aquele que já está pago.
Carros é dos piores negócios que há, sem dúvida, basta a roda sair do stand e já desvalorizou. Infelizmente temos de os comprar. Mas novos são ainda pior negócio.
Comprar lá fora fica por vezes mais barato, mesmo com os gastos de trazer o carro para Portugal
O problema é se falta um papel qualquer à boa moda Tuga, depois é uma carga de trabalhos, mas nunca importei nenhum carro, mas conheço bem o meu país. 🙂 🙂 🙂
Há empresas que fazem isso, tratam de tudo. No entanto só compensa para automóveis de um valor mais elevado. Não compensa importar um carro de 5000€ a não ser que seja o próprio a fazê-lo e a tratar de tudo.
Há empresas que tratam disso mas o serviço é caro. Têm de repartir as receitas com o que o chefe da repartição empacha por baixo da mesa. Estamos num país em por trás de muitas costas há uma mãozinha ao contrário.
Portugal não produz nada, os carros aumentaram o preço porque já não é só chassis e motor, agora é só tecnologia e sensores por todo o lado
Então não produz? Tens a Autoeuropa, o centro da Stellantis em Mangualde. Todos os dias saem carros dali.
Não há dinheiro?
O banco tem.
É só lá ir pedir…
Tem de pagar na mesma, só que paga fracionado.
O meu bólide fará em maio 26 anos, não me passa pela cabeça trocar esta grande máquina que até já foi abalroada 2x. Comprei novo e sempre andou nas minhas mãos, vai fazer 30 anos e vai além disso, tem tudo que é necessário para me levar do ponto X ao ponto Y e faz-lo com toda a eficiência.
MataPorcos, o clube de fãs de PorcoDoPunjab tem data de abertura para 32 de Março.
Leve uma nota de 50 aéreos, tem despesa mínima.
Não se atrase ou fica na rua, esperamos uma enchente de fãs.
Só o ISV e o IVA, são quase metade do preço de um carro novo, em Portugal.
É triste ainda se pagar o ISV pela cilindrada e não pelo CO² emitido.
Se formos a ver os full hybrid emitem pouco CO², mas são bastante penalizados, por causa da cilindrada.
E já nem falo de pagarmos imposto, em cima de imposto. O que pelas normas da UE, não é legal.
Depois querem que as pessoas comprem carros novos.
“…os full hybrid emitem pouco CO², …”
Isso não é bem assim. O Clio 1.8 hybrid mama mais de 8 litros aos 100, e nem foi preciso ir para a AE apertar com ele.
Carros económicos eram os pequenos e leves de antigamente, tipo o Lupo, que fazia 3 litros aos 100. Mas os alucinados acabaram com ele pq poluia muito lolol.”
Uau, é preciso um estudo acerca disto?! Existe carros com 4,5,6,7,8,9,10 anos que estão em ótimo estado e que são grandes máquinas e melhores do que muitos carrinhos novos 0 klms.
“Para a redução de preços no mercado automóvel, a estabilidade e eficácia das políticas públicas são determinantes, com 80% dos inquiridos a defender medidas que incentivem diretamente a compra, como a produção de carros novos mais baratos e simples (62%), com menos opções, enquanto 78% apontam à redução das margens das fabricantes.”
As pessoas querem carros mais simples? e que reduzam as margens aos fabricantes?! Então e não falam dos impostos?
Estranho ,eu só queria era que o estado diminuísse e muito os impostos aplicados aos automóveis e ao imposto de circulação!
Compras um automóvel normal novo pequeno e barato e levas logo com impostos como se tivesses a comprar um bem de luxo!
O portugues n precisa de carro, so se for para ser motorista do patrao ingles ou frances. O portugues foi feito para ser empregado de todos os paises europeus
Não consigo compreender o porque de estarmos na comunidade europeia, se depois temos impostos altíssimos e vencimentos de miséria ao nível de países de terceiro mundo, existe aqui qualquer coisa que não se enquadra no ambito do direito de igualdade entre comunidades europeias.