Como Portugal pode ser um dos países da UE mais prejudicados pelas novas tarifas de Trump
A administração de Donald Trump assinou uma nova ordem executiva, que impõe uma taxa global de 10% sobre as importações, em vigor desde terça-feira. Conforme explicado por especialistas na matéria, Portugal pode ser um dos países da União Europeia (UE) mais prejudicados pelas novas tarifas.
O Supremo Tribunal dos Estados Unidos da América (EUA) declarou ilegal o regime tarifário que Donald Trump tinha imposto por via de uma lei de emergência.
O tribunal norte-americano entendeu que apenas o Congresso pode autorizar tarifas alargadas, uma vez que a Constituição atribui a este o poder de tributar importações.
Assim, no dia 20 de fevereiro deste ano, a administração de Trump assinou uma nova ordem executiva que permite a imposição de tarifas adicionais temporárias sobre importações, com o objetivo de lidar com desequilíbrios de pagamentos.
Essa medida entrou em vigor na terça‑feira, com uma taxa de 10% sobre as importações de países que não têm isenções específicas.

A nova taxa de 10% acumula-se com outras tarifas anteriores ao regresso de Donald Trump à Casa Branca.
Tarifas não afetarão todos os países da mesma forma
Segundo especialistas do Global Trade Alert, uma iniciativa da Fundação St. Gallen para a Prosperidade através do Comércio que desde 2009 regista e analisa todas as mudanças de política ao nível do comércio internacional, Portugal pode vir a ser o país da UE mais prejudicado pelas novas tarifas.
Conforme citado pelo jornal Público, a conclusão dos especialistas resulta da comparação das tarifas médias aplicadas pelos EUA a cada um dos países em quatro cenários distintos.
O primeiro cenário é o anterior à decisão do Supremo Tribunal norte-americano de considerar inconstitucionais uma parte significativa das tarifas aplicadas por Trump, incluindo, no caso europeu, a aplicação das taxas e das isenções acordadas em agosto entre os EUA e a UE.
Os três outros cenários são os seguintes:
- O registado no momento imediatamente a seguir ao chumbo das tarifas;
- O resultante da aplicação pela administração de Trump esta terça-feira de uma tarifa adicional geral de 10%;
- O que poderá vir a ocorrer se o Presidente norte-americano concretizar a intenção de agravar rapidamente essa tarifa adicional para 15%.

Apesar da potencial ideia de que o chumbo das tarifas recíprocas de Donald Trump seria benéfico para a maioria dos países, os dados mostram que o impacto da mudança pode ser quase neutro ou mesmo negativo para alguns países, nomeadamente da UE.
Segundo a mesma fonte, para países como a China, o Brasil ou a Índia, que, antes da decisão do Supremo viam os EUA aplicar-lhes tarifas superiores a 20%, a nova tarifa adicional de 10% resulta agora numa taxa alfandegária média significativamente mais baixa: 10%, 15,65% e 8,45%, respetivamente.
Para a UE, contudo, mesmo com a substituição das anteriores tarifas pela taxa adicional de 10%, a taxa média mantém-se muito próxima dos iniciais 11,74%, nos 10,45%.
Não sendo uma diferença particularmente favorável, a UE poderá mesmo ficar com um nível médio das tarifas aplicadas nas suas exportações para os EUA superiores ao que tinha antes da decisão do Supremo Tribunal.
Isto, caso a tarifa adicional passe de 10% para 15%, conforme a possibilidade que permanece em cima da mesa de Trump.
As contas da Global Trade Alert mostram que, dentro da UE, Portugal pode ser particularmente afetado.

Em Portugal, a cortiça é um setor histórico e estratégico, com o país a ser líder mundial na produção e exportação, sobretudo de rolhas para vinho. Uma vez que os EUA são um dos principais importadores, assumem-se como um ativo decisivo.
Portugal pode vir a ser o mais prejudicado pelas tarifas dos EUA
Citando o jornal Público, a tarifa média que os EUA aplicam a Portugal passou de 9,49% antes da decisão do Supremo para 9,76% com a aplicação da nova tarifa.
Portugal é, assim, o único país da UE, e um dos poucos no mundo, em que um agravamento da tarifa média já aconteceu, podendo a situação agravar-se ainda mais se a taxa alfandegária adicional aplicada pelos EUA passar para 15%.
O problema de Portugal está no facto de bens como a cortiça e o vestuário, que têm um peso importante nas exportações para os EUA, perderem, com a mudança operada nas tarifas, a isenção de que beneficiam.
Explicou Johannes Fritz, diretor-executivo da Fundação St. Gallen e principal responsável pelos cálculos efetuados.
Segundo ele, citado pelo mesmo jornal, enquanto que a norma legal antes usada pela administração de Trump permitia aos EUA estabelecerem isenções especiais por país para alguns produtos, a nova norma legal usada em substituição não o permite.
Por isso é que isenções acordadas antes pelos EUA e a UE, como na cortiça, em algum tipo de vestuário e nos diamantes, por exemplo, caíram.
Tendo em conta a importância que o mercado dos EUA tem vindo a conquistar nas exportações de alguns setores, em Portugal, como o da cortiça, esta é uma ameaça significativa.
Fonte: Jornal Público
Neste artigo: Donald Trump, economia, EUA, Portugal, tarifas



















Portugal não tem condições para sustentar ricos.
Gringo, já sabemos que o seu sonho molhado é ver Portugal só com pobres…
Depois o estado vai buscar impostos ao c….
Deixe-se disso.
Nessas cantigas só cai quem é mesmo burro…
Os capitalistas não pagam impostos, ou quase. Basta-lhes o facto de não terem ninguém a mandar-lhes para as finanças a folha de recebimentos.
Verdade,
Mas nós também podemos responder.
Todos os PCs são vendidos com o lixo da Microsoft,etc.
O estado paga balurdios em software, e aplicações extremamente caras como matlab, e muitas outras.
Nós podemos fazer a coisa por uma pequena fração dos custos, e saimos a ganhar imenso com isso.
Fazermos as nossas coisas, é muito importante, para a sobrevivencia do País.
Em vez de andarmos a gastar rios de dinheiro a formar pessoas para trabalharem depois em software externos, e duvidosos, que depois até nos matam a nossa capacidade de concorrer, podemos ir criando soluções, talhadas as nossas necessidades, por uma pequena fracção do custo.
Repar,a se os EUa, nos bloquearem o acesso ao software, o País sem opção nenhuma, está tramado.
Portanto está na hora de começarmos a lutar pelo nosso futuro.
.
A EU não te deixa produzir, aplica-te multas.
O povo precisa de se alimentar, a alimentação, é a base de sustentação.
Não digo sermos completamente autosuficientes, mas sermos capazes de criar 50% daquilo que consumimos.
Pesca, é uma area onde devemos mandar a EU a m*rda.MAs que raio de conversa é essa , um País com uma costa tão extensa e não pode pescar?
Somos escravos, nós?
Azeite, batata,milho,centeio,fruta e por ai a fora.
O Brasil, é um País que quer transitar para o mundo da tecnologia, mas que ainda tem uma cota muito grande de agricultura.
São a 10 Potência em termos de GDP, ou PPP? algo assim.
Agora tem que haver iniciativas, que permitam ter financiamento, e tem que haver abertura do estado, e da sociedade em geral, para isso.
Porque de outra forma, só os mais fortes que teem o tacho, é que vingam, e como teem o monopólio pois não se mexem.
Há muita Área por onde começar, o inicio seria por ter métricas das relações comerciais com os Países.
Aqueles que importam mais coisas de Portugal, ficam á cabeça, e os outros que prejudicam, ou neutros, ficam para ultimo.
Fora com eles, em Portugal ninguem quer pessoal com dinheiro.
O povo já anda stressado demais ao sustentar ricos, o dinheiro concentrado nessa gente não serve os interesses de Portugal.
Talvez seja preciso fazer um desenho:
https ://www.youtube.com/watch?v=hONV6GQl0ow
Mas também não vai ser desta que vão acordar de um sono profundo, mais vale aceitar que o futebol, BB e Netflix chegam para ser felizes. Mas acredito que o PTRR e o OE2026 vão revolucionar isto tudo e devem agradecer a vocês mesmos o vosso destino.
Pode afetar, mas também podemos ver isto como uma oportunidade para nos libertarmos dos americanos, a vários níveis. Temos mercado e tecnologia para nos safarmos bem na europa, só temos que ser mais expeditos e ser mexer. A UE tem claramente uma desvantagem em alguns setores que advém da muito curta regulamentação americana em áreas como poluição, segurança alimentar, tecnologias ou até direitos dos consumidores. Mas também concordo que temos um quadro legal na UE (que não é perfeito, longe disso) que ainda tenta proteger os consumidores e os cidadãos dos magnatas e dos grande monopólios, coisa que nos USA já quase não se vê. Claro que dá mais competitividade às empresa não ter regulamentação, mas rebenta com os cidadãos (se bem que metade dos americanos não quer saber disso para nada). Basta ver, por exemplo, a nível alimentar. Enquanto que do lado de cá nos seguimos pela cautela e pela segurança das pessoas, nos USA é basicamente tudo permitido, mesmo ingredientes e químicos comprovadamente perigosos, carregadinhos de hormonas e antibióticos.
A UE está cada vez mais corrupta e mais parecida com os USA. Até as taxas de obesidade são quase as mesmas e a moda pirosa dos SUVs idem, apesar de o combustível ser quase todo importado e vendido a mais do dobro do preço.
Portugal não tem condições para sustentar pobres, terão mesmo de ir trabalhar como operadores de Inteligência Artificial, para que tal tecnologia pareça mesmo inteligente.
Resumindo:
– Em 2 de abril de 2025, Trump anunciou, as “tarifas do dia da libertação”. A taxa média efetiva sobre produtos da UE, que era de 3,5%, passou para 20%.
– Em julho de 2025, a UE e os EUA assinaram um acordo comercial, em que a taxa média sobre produtos europeus passou a ser de 15%, mas com isenções, por exemplo sobre matérias primas como cortiça e produtos farmacêuticos não patenteados. Com essas isenções, a taxa média efetiva, sobre os produtos exportados por Portugal, segundo a fonte do post (via Público), era de 9,5% (outras fontes indicam 8,5%).
– Em 20/02/2026, o Supremo Tribunal dos EUA por 6 a 3, considerou ilegais as “tarifas do dia da libertação”, o que, embora não seja referido pelo Tribunal, também anula o acordo UE-EUA.
– No mesmo dia, Trump anunciou uma sobretaxa geral de 10%, por 150 dias, que substituía as taxas diferenciadas por países do “dia de libertação”. Em 21/02/2026, Trump anunciou que passava a sobretaxa para 15%, mas desconhece-se se será aplicada ou não.
A legislação agora invocada por Trump é menos flexível quanto a isenções, por isso não se sabe se as que constavam no acordo de julho se mantêm. É esse o motivo para se desconhecer se a taxa média efetiva sobre as exportações de Portugal para os EUA sobem, e quanto (mas há esse risco, enquanto as tarifas punitivas, por exemplo sobre a China, descem bastante).