Japão apresentou um submarino diferente de tudo o que já vimos
O Japão apresentou um novo submarino que está a captar a atenção da comunidade internacional pela forma como rompe com décadas de design tradicional.
Mais do que uma simples evolução, trata-se de uma mudança clara na abordagem japonesa à guerra submarina, num contexto de crescente tensão no Indo-Pacífico.
Um design pensado para ser invisível
Ao contrário dos submarinos convencionais, o novo modelo japonês aposta numa forma exterior profundamente otimizada para reduzir a assinatura acústica e hidrodinâmica.
As linhas são mais limpas, os volumes mais integrados e praticamente não existem saliências visíveis.
O que torna este novo submarino japonês verdadeiramente único
1. Design furtivo radicalmente diferente: o casco foi redesenhado com linhas mais limpas e superfícies contínuas, reduzindo a reflexão de ondas sonoras e a resistência hidrodinâmica.
2. Assinatura sonora extremamente reduzida: todos os sistemas internos foram pensados para minimizar vibrações, tornando o submarino mais difícil de detetar por sonares modernos.
3. Gestão energética de nova geração: integra baterias mais eficientes e sistemas inteligentes de distribuição de energia, aumentando a autonomia em imersão.
4. Automação avançada a bordo: o elevado nível de automação reduz a carga de trabalho da tripulação e melhora a eficiência operacional em missões prolongadas.
5. Concebido para a guerra naval do futuro: está preparado para operar em ambientes altamente vigiados, com sensores mais sensíveis e integração em redes navais modernas.
Este cuidado extremo no desenho tem um objetivo claro: tornar o submarino mais difícil de detetar por sonares ativos e passivos, reduzindo ruído, turbulência e reflexões sonoras.
Menos ruído, mais sobrevivência
Um dos pilares deste projeto é o controlo do ruído. O casco, os sistemas internos e a propulsão foram desenvolvidos para minimizar vibrações.
Em operações submarinas modernas, ser silencioso é muitas vezes mais importante do que ser rápido ou fortemente armado.
Este avanço coloca o Japão num patamar tecnológico comparável, ou mesmo superior, ao de outras potências navais com longa tradição em submarinos furtivos.

4.º Submarino de Ataque da Classe Taigei da Força de Autodefesa Marítima do Japão Raigei (SS-516). Em plena potência, o sistema de iões de lítio permite ao Sogei atingir velocidades de 20 nós quando submerso.
Quase tão versátil como um submarino nuclear
O submarino integra sistemas avançados de gestão de energia, sensores mais sensíveis e automação reforçada. Isto permite reduzir a carga de trabalho da tripulação e aumentar a autonomia operacional, algo crucial em missões prolongadas de vigilância e dissuasão.
A aposta em baterias mais eficientes e em sistemas eletrónicos de última geração mostra que o Japão está a preparar-se para cenários de conflito cada vez mais complexos e tecnologicamente exigentes.
Japan Maritime Self-Defense Force 4th Taigei-class Attack Submarine Raigei (SS-516) pic.twitter.com/nG8Dofj4dU
— The Maritime (@themaritimenet) October 25, 2023
Um sinal claro no tabuleiro geopolítico
Este novo submarino surge num momento estratégico. O Japão procura reforçar a sua capacidade defensiva marítima face à crescente presença naval da China e às incertezas na região do Pacífico.
Operado pela Japan Maritime Self-Defense Force e desenvolvido com o envolvimento da Mitsubishi Heavy Industries, este submarino não é apenas uma plataforma militar. É também uma declaração tecnológica e política.
Muito mais do que uma evolução incremental
O que distingue este submarino não é apenas um conjunto de melhorias técnicas. É a filosofia por trás do projeto: menos visível, mais inteligente e melhor preparado para a guerra naval do século XXI.
Num mundo onde a deteção precoce pode definir o desfecho de um conflito, o Japão mostra que está disposto a liderar pela inovação silenciosa.





















Os melhores são os Portugueses… Ninguém os vê… 🙂
Top. Sempre em todo o lado, mas sempre ao lado.
😀
Melhor comentário de hoje, sem dúvida, falamos portanto das luvas brancas do Portas.
A Grécia já perdeu uns quantos, por causa das baterias… em tempo de paz.
O Japão, supostamente não se pode armar, a mesma coisa para a Italia e Alemanha.
Falo do artigo 53 das nações unidas, mas a ver vamos como evolui isto tudo.
Pois a Lei ainda é válida, não sei é se lhe vão dar validade ou não.
É preciso não saber do que se fala. O artigo 53 não diz nada sobre armamento. E a partir do momento em que a ONU aceitou os antigos paísesdo Eixo deixou de ser válido.
Sempre que há artigos sobre guerra a qualidade do pplw e dos comentários caem a pique.
A lei ainda é válida claro!
É um dos pilares da Lei Internacional.
Qualquer País lhes pode declarar guerra, depois de forma legal.
Esse artigo não existe por acaso, ele existe porque ha um conjunto de Nações, que são uma desgraça.
A Europa está a caminho da III GM, 3 em um século, os actores continuam a ser os mesmos.
Uns agem como instigadores, outros pela calada planeiam coisas mesmo loucas.
Decencia, nada.
Note-se que isto deve-se á escolha politica/social para a completa ausência de estudo sobre guerra no ensino e no jornalismo.
È desenho não é acaso.
Baterias ou pilhas ? No caso dos portugueses são as pilhas.
Mentalidade à Cristiano Ronaldo
Esta classe não tem nada de revolucionário, é uma mera evolução.
😀 “mera” 😀
Sim a classe Tagei é uma evolução dos Soryu. O uso de baterias de Lítio ja´ tinha sido iniciado nos Soryu. E só comparar os 2. O desenho é quase semelhante. Revolução foi quando apareceu o primeiro com sistema AIP (Suecos), poderá dizer-se que o lemes de governo em X (Suecos e Holandeses) – como aliás se vê na foto- ou a substituição (mas ainda em uso por muitos) do helice pelo “pump jet”(UK) , etc.
Ora bem, o teu comentário está, no essencial, correto, mas convém fazer algumas precisões técnicas. E é aí que nada tem a ver com “uma mesa atualização”.
Se não vejamos, a classe Taigei é efetivamente uma evolução direta da Soryu, mantendo o mesmo conceito base e um desenho muito semelhante. A grande diferença está na maturidade do sistema: sensores mais modernos, maior automação e uma gestão energética otimizada. A introdução de baterias de iões de lítio começou nos últimos Soryu e foi consolidada na Taigei, substituindo o AIP clássico. Chegamos a falar disto aqui no pplware.
Também é correto dizer que a verdadeira revolução nos submarinos convencionais surgiu com o AIP, inicialmente desenvolvido pelos suecos, ao permitir longos períodos submersos sem recurso ao snorkel. Da mesma forma, o leme em X, adotado por suecos e holandeses, trouxe ganhos claros em manobrabilidade e segurança, tal como o pump jet, introduzido pelos britânicos, representou um avanço relevante na redução de ruído, embora não tenha substituído totalmente a hélice tradicional.
Em suma, a Taigei não é uma rutura tecnológica, mas sim a evolução natural de soluções já testadas. As grandes mudanças vieram antes, com o AIP, o leme em X e, mais recentemente, a adoção operacional de baterias de lítio. E estas são alterações que fazem toda a diferença.
Ainda longe das capacidades dos novos submarinos nucleares da Rússia… basicamente invisíveis, mesmo estando ao lado do radar.
Acreditas nisso por que te disseram…
ou verificas-te?
Talvez porque tenho conhecimento de como funciona, e não porque li no Reddit, ou vi na CNN Portugal
Bom se são invisíveis ao radar não lá grande coisa lol. Sonares é o detecta submarinos. Os submarinos são tão bons que Portugal detectou 1 na nossa costa com um p3
Detectou, ou porque dizem que detectaram? Pelos vistos acreditas no Pai Natal?
Existe uma diferença entre ver a navegar e conseguir detectar quando está submerso.
Pelos vistos, não consegues perceber entre as duas opções…
Longe porque é nuclear. Precisam zanzar pelo mundo. Japão é uma ilha não tem intenção de ir para o litoral de cuba.
Mas deita o olho as ilhas Curilas da Russia, e a Taiwan da China, e ainda tem uma influencia brutal, na Koreia.
Espera que eles vão armar confusão outra vez.
Deve ser daqueles que tiveram de pedir ajuda de resgate e depois com isso foram descobertos o seu “impulso”, sim porque cada submarino tem o seu próprio “impulso”
Os Ukraneanos com os seus já famosos “Sub Sea Baby” inutilizaram o 636.3 “Varshavyanka que submarino já era.
Este submarino é feito á medida do Japão e das suas aguas ….nao foi feito para atacar longe de casa , foi feito para defender o país ..em estreitos é o melhor de todos , quando os outros derem por ele nesse tipo de aguas ele já não está lá ….A china se quiser atacar por mar tem de passar por ali , e este submarino japonês destrói á passagem ……nem a China nem os USA , nem a Russia têm algo semelhante . Muito bem pensado e um submarino indetectavel em aguas estreitas e pouco profundas