Robot Mall: um centro comercial totalmente dedicado aos robôs humanoides da China
Uma das frentes que a China procura dominar é a da robótica, especialmente a humanoide. Recentemente, num passo que se pode descrever como arrojado, o país abriu um Robot Mall, um centro comercial totalmente dedicado aos robôs humanoides, em Pequim.
Num mundo que se prevê cada vez mais automatizado, os robôs humanoides começam a ser verdadeiros trunfos. Por reconhecer-lhe importância, bem como potencial, a China e as empresas chinesas têm apostado largamente nesta área, organizando até eventos que demonstram as capacidades motoras das suas máquinas.
Neste sentido, recentemente, o país inaugurou, na E-Town da capital, o Robot Mall, que reúne robôs humanoides de mais de 40 marcas chinesas, e oferece vendas, serviços e experiências com robôs reais.
Localizado numa zona económica que reflete a ambição tecnológica da China e apoiado por subsídios governamentais agressivos, o centro comercial para robôs humanoides procura acelerar a adoção em fábricas e residências, e impulsionar o país para o domínio autossuficiente da robótica até 2027, ultrapassando os seus concorrentes globais, como os Estados Unidos.
Ver os robôs humanoides de perto
Anunciado como a primeira "loja 4S" do mundo para robôs humanoides, o espaço abriu as suas portas recentemente, exibindo uma variedade de máquinas nacionais.
Os visitantes podem interagir com robôs como o G1 da Unitree ou o Walker S da UBTech.
O lançamento do centro comercial coincide com a oferta do Governo municipal de Pequim de até 100.000 yuans (cerca de 12.000 euros) em subsídios para empresas que adquiram robôs humanoides.
Esta iniciativa é parte de uma mais ampla, que visa integrá-los em fábricas, armazéns e até mesmo residências.
Conforme relatado pelo South China Morning Post, a iniciativa procura acelerar a adoção de robôs pelos cidadãos e empresas, com a E-Town a posicionar-se como um "vale dos robôs", semelhante a Silicon Valley, para Inteligência Artificial e automação.
Na perspetiva de especialistas do setor, os incentivos são cruciais, considerando os altos custos - alguns modelos excedem vários milhões de yuans.
Além disso, destacam a determinação da China em construir um ecossistema autossuficiente, reduzindo a dependência de tecnologia estrangeira.
Imagem: AP Photo/Mahesh Kumar A.
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