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A perder terreno na China e na Europa, Ford vai construir fábrica de elétricos… na Indonésia

28 Comentários

Por estar em crescimento, o mercado dos carros elétricos é aguerrido, com as fabricantes a tentarem posicionar-se. Após perder terreno na China e na Europa, a Ford planeia expandir-se num mercado cheio de potencial para os carros elétricos, mas inexplorado: a Indonésia.

Ford

Atualmente, a Ford está a conduzir cortes nos postos de trabalho na Europa e a perder quota de mercado na China. Portanto, na procura de alternativas estratégicas, a fabricante parece ver potencial na Indonésia.

Embora a Ford ainda não tenha confirmado oficialmente os relatórios, a imprensa afirma que o Governo da Indonésia já manteve conversações com várias fabricantes de automóveis globais, “incluindo o Grupo Volkswagen e a Ford”.

A Ford regressou ao mercado indonésio em 2022, após uma ausência de seis anos, por via de uma parceria com o Grupo RMA, sediado em Banguecoque. A fabricante vende, agora, a Ranger e o Everest, fabricados na Tailândia, com um total de 664 entregas, até agora, este ano.

Com a Indonésia a apostar nos carros elétricos, para explorar os recursos de níquel do país e promover a criação de emprego para a sua vasta e jovem força de trabalho, a Ford parece reconhecer-lhe potencial para uma fábrica.

 

Indonésia quer que fabricantes aproveitem o potencial do país

De facto, a Indonésia tem tentado motivar as fabricantes de automóveis a investirem no país, promovendo a dimensão do seu mercado, a baixa penetração dos automóveis e a sua posição estratégica relativamente aos mercados do Sul da Ásia. Relativamente ao níquel, a Indonésia produz 20,6% do total mundial.

Num evento em Jacarta, Faisol Riza, vice-ministro da Indústria, disse aos jornalistas que “a Ford prometeu construir a sua fábrica e realizar o seu investimento na Indonésia até ao próximo ano”, segundo os meios de comunicação locais, incluindo o The Jakarta Post e o Just Auto, propriedade da Global Data.

No ano passado, a Ford juntou-se à gigante mineira global Vale e à empresa chinesa Zhejiang Huayou Cobalt Company, para investir num projeto de processamento de níquel no valor de 4,5 mil milhões de dólares, na ilha indonésia de Sulawesi, com o início das operações previsto para 2026.

Espera-se que a mina produza até 120.000 toneladas de um produto intermédio de níquel por ano para cátodos de baterias de veículos elétricos.

O nosso objetivo é que todas as fabricantes estabeleçam fábricas na Indonésia devido ao seu elevado impacto social e económico, em especial na criação de emprego.

Disse Prabowo Subianto, Presidente da Indonésia, que tomou posse em outubro.

Comentários

28
  1. RI
    Ricardo IT

    A industria automovel ou muda para algo como hibridos ou voadores a motor de ioes ou ninguem quer. Gastar dinheiro num carro novo para fazer o mesmo que qualquer um com 49 anos faz não vale a pena

    1. RE
      Realista

      De facto, para continuar a combustão como nos últimos 49 anos não vale a pena….

  2. BV
    B@rão Vermelho

    A final no que é que ficamos?
    Eu ainda não percebi afinal os VE estão a crescer as vendas ou em declínio, é que parece que nos dias pares é uma coisa e nos dias impares é outra.
    Infelizmente acho que a (moda) dos VE só chega a Europa, os países mais povoados vão continuar a utilizar os térmicos.

  3. TA
    Toni da Adega
    1. AN
      António

      A Ford é um problema dos EUA.Trump que o salve. Na Europa ninguém lhe criou problema. O problema deles é não terem uma oferta de modelos competitiva

    2. MA
      Marcelo

      Ainda vendem Ford’s em Portugal?
      Contam-se pelos dedos de uma mão os Ford’s novos que se vêem na estrada, num dia…
      Será pelas políticas europeias e/ou pela descida da fiabilidade?

      1. JL
        JL

        Vende mais a ford em Portugal que a Fiat, Audi, Skoda, BYD, SEAT, Porsche, Suzuki, entre muitas outras.

  4. ZÉ
    Zé

    E daqui a 15 anos será no Vietnam ou noutro qualquer país que vá ficando para trás. Daqui a 30 vão para outro. Parecem autênticas sanguessugas. Obviamente que vão levar alguma mais valia aos países para onde vão, mas tiram muito mais. O que interessa é manter o lucro.

    1. RE
      Realista

      No Vietname quem vende mais é a marca local, a Vinfast…

      1. BV
        B@rão Vermelho

        Vende mais o que, cerveja?

          1. BV
            B@rão Vermelho

            Andei por lá e não reparei em nenhum, mas como te digo são cidades gigantes e há milhares de carros e milhões de motas na estradas.
            Há algumas marcas Chineses que só apresenta o símbolo e como são totalmente desconhecidas para nos não sei identificar, mas ainda é muito pequeno o parque VE no Sudoeste Asiático e realmente fazia falta haver mais VE os níveis de polição são grandes.
            Atenção que os níveis de poluição não é só causados pelos carros, temos também as queimadas agrícolas que na maioria dos casos até é pior que a dos carros.

          2. RE
            Realista

            Por isso mesmo é que não podes confundir transição com mudança.

            São precisos muitos anos de vendas até a marca mais vendida seja substituída no total dos veículos e sem esquecer que a Vinfast só foi fundada em 2017.

          3. YA
            Yamahia

            O grande problema são exactamente as queimadas agrícolas, @Barão.

          4. JL
            JL

            É como em Portugal, o grande problemas são as queimadas, mas dos carros a combustão, provocam grandes fogos, como alguns desde ano.

    2. AL
      AlexS

      O lucro é muito bom. Em todos esses países o nível de vida subiu e fizeram muito mais empresas.
      Por cá há uns quantos que continuam não se entender nada e a atacar tudo o que mexe.

      Enquanto a adorada Cuba que não tem lucro ainda há uns dias teve um blackout quase geral, isto numa ilha que pouco consome energia.

      1. AV
        Antonio Vasco

        Claro, eles a passar fome é muito melhor… As fábricas vão para lá e matam de vez, eles já são tão magrinhos…

      2. JL
        JL

        Eles não têm petróleo para produzir electricidade ?

  5. PA
    Pastor

    Nem com elétricos nem com mão de obra barata, neste caso, exploração humana.

    1. BV
      B@rão Vermelho

      Já foi o carro do povo e teve muito mérito na história da locomoção principalmente quando tinham trabalho escravo.

      1. RE
        Realista

        Alguma coisa não está a bater certo, porque a escravatura foi abolida nos EUA em 1865 e a Ford foi fundada em 1936…

        1. BV
          B@rão Vermelho

          Vai ver até a própria Ford admite ter recorrido a trabalho escravo na Alemanha de Hitler.

        2. YA
          Yamahia

          Realisticamente falando, a Ford em 1903 e em 1915 já andavam as estradas apinhadas de Ford T’s

  6. TO
    TogasPacho

    É engraçado quando tanta gente diz mal dos eléctricos, mas é aí que precisamente a Europa está a perder para a China, não é na combustão. Querem chuva na eira e sol no nabal ou lá como é o provérbio?!
    A Europa (e já agora o Japão) devia apostar no mercado dos híbridos HEV ou PHEV (actualmente e nos próximos anos as melhores opções) e nos EV acompanhando a China, pois as marcas que conhecemos ainda dão mais confiança do que as BYD da vida….

    1. YA
      Yamahia

      A explicação é que não é uma tecnologia melhor que a actual!

    2. JL
      JL

      Entretanto começam também a perder nos a combustão, até porque já há fabricantes europeus a recorrer aos seus componentes e motores.

  7. OU
    OutroChegano

    acabaram com o fiesta e o focus, logo, ficaram sem mercado na europa …

  8. AN
    Andre

    FORD > Fabrico Ordinário de Reparação Diária. Acho que está tudo dito

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