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Acha que sabe fotografar?


Autor: Hugo Cura


  1. Leandro says:

    A afirmação está incorrecta. “quanto menor o ISO, também menor é a luz capturada”. A quantidade de luz capturada varia sim com o tempo de disparo e a abertura. O parâmetro ISO faz variar a amplificação, por via digital, do sinal em tensão recebido pelo sensor da máquina. Quanto mais se amplifica um sinal digital mais se amplifica o ruído digital desse sinal, por isso é indesejável utilizar valores de ISO elevados. 🙂

  2. Carlos says:

    “Em situações de pouca luz, é essencial estar munido de um tripé e de uma objectiva zoom.”

    diria antes:

    Em situações de pouca luz, é essencial estar munido de um tripé e de uma objectiva com uma abertura o maior possível: < f2.8

    • Mikes says:

      Depende! P.Ex., para aquela imagem que aparece no artigo da estrada à noite foi tirada de certeza com uma abertura pequena (f11 ou mais). Portanto, para estas fotos não interessa teres objectivas luminosas. Além disso, é importante usar ISO baixo para evitar ruido digital.
      No tempo do filme cheguei a tirar fotos à noite com exposições de 15 ou mais segundos com filme de 100 ISO. Para estas exposições o B (bulb) é muito útil.
      Para fotos à noite cerrada e para fotografar estrelas, podes chegar a ter minutos de exposição (claro que aqui convém teres um tripé para astronomia com cabeça rotativa automática para acompanhar a rotação da Terra ou terás arrastamento das estrelas).
      As objectivas luminosas são muito importantes para, p.Ex., fotografar concertos ou eventos onde não se pode usar flash.

      • Carlos says:

        Sim, mas como a frase refere – situações de pouca luz e não longas exposições, daí que acho mais apropriado referir o uso de uma lente luminosa. Situações tais como os concertos que referes, espaços interiores, etc.

        • Nikonoshot says:

          é essencial estar munido de um tripé e de uma objectiva zoom? Tripé ainda compreendo, agora zoom porque? os zooms nem são as lentes, mais luminosas.
          O que demanda uma lente, é o tipo de fotografia fazemos, aquilo que nos propomos a fotografar. O zoom é uma lente de conveniência, e não de uma qualidade Top, quando comparado com boas lentes fixas por exemplo. A bons zooms, claro, mas existem melhores lentes, e elas, são fixas.

  3. Pedro Levi says:

    Em condições normais, para a foto não ficar tremida a velocidade(1/X) deve ser sempre superior á distancia focal.
    ex: Se estamos com uma distancia focal de 50mm devemos ter uma velocidade minima de 1/50 .. isto para casos que não temos apoio para a maquina e estamos a segurar com as mãos claro.

    P.S. – Claro que depois entram variantes como os estabilizadores .. bla bla bla.. mas esta dica ajudou-me bastante quando estava a começar…

    • Mikes says:

      Eu vou pelo peso do conjunto. Mas geralmente nunca arrisco abaixo dos 1/60 – é muito importante sabermos pegar na camara, saber onde se mete a mão esquerda e o braço a apoiar no peito.
      Nunca se deve pegar numa SLR como se pega numa compacta, e isso é o erro mais comum que se vê por aí.
      De qualquer maneira, hoje em dia os estabilizadores ópticos ou digitais já estão bastante bons.

    • Carlos Martins says:

      Eu pessoalmente fotografo sempre com uma velocidade um pouco acima da distância focal, isto se o “objeto” a fotografar estiver imóvel ou se o movimento for na minha direção. Se o movimento for em direção contrária e se quiser “congelar” a imagem terei de usar velocidades bem maiores. Depois também posso querer dar a sensação de movimento e fazer um panning com velocidades abaixo da distância focal. Na fotografia há regras para se seguirem e para se quebrarem, depende sempre do resultado que se quer ter.

  4. Luke Skywalker says:

    “Quanto menor for a velocidade de obturação, menos luz é capturada.”

    É COMPLETAMENTE o inverso pois quanto menor for a velocidade de obturação MAIS luz é capturada pois o obturador da máquina está aberto durante mais tempo.

    Elementar lei da física (óptica).

  5. Francisco says:

    Na verdade é preciso algum cuidado com o que se escreve. Não só velocidades de obturador “menores” podem indicar valores pequenos ou seja tempos de abertura e fecho maiores como podem ser interpretadas de forma contrária.
    E já agora grandes aberturas implicam pequenas profundidades de foco pelo que haja cuidado senão terão aquilo que gostariam de fotografar complemente desfocado.
    Actualmente não é muito grave pois é só apagar e voltar a tenta mas como eu comecei com fotografia em papel no preto e branco e slides para cores tenho sempre outros cuidados.
    Boas fotos.

  6. Pagante says:

    Bolas, vocês baralharam-me…

    Pensava eu que era desta que aprendia, li o artigo e fiquei felicissimo e depois nos comentarios ….bolas !

    • Felipe Teixeira says:

      O artigo esta correto e os comentários sao um complemento, não precisas de te procupar ja com numeros, apenas perceber como os 3 conceitos fundamentais da fotografia(iso shutter aperture) vao influenciar a tua exposicao. A partir daí e exprimentar e evoluir.

  7. luis freire says:

    ola a todos, acho que seria boa ideia na rubrica de sexta feira incluirem algumas fotos dos vossos leitores. Um abraco e continuacao.

  8. Rui Cruz says:

    Dicas simples? Tenho sim senhora! Mais simples e eficazes que esta não existem: leiam o manual ! Quanto menos os Quick Guides!!
    Tem lá tudo o que precisam de saber e há quem pague cursos de iniciação à fotografia para ir saber coisas que estão no manual em poucas páginas.

    Adoro fotografia e até percebo uma ou duas coisas (o suficiente para imaginar uma foto e conseguir criá-la em 2 ou 3 tentativas no modo manual obviamente!) e aprendi tudo com o manual ao meu lado e a câmara nas mãos a fazer testes e ver o que acontecia/o que mudava.

    PS: o realço do “em manual obviamente” sinto-me obrigado a fazê-lo visto que já vi e conheço fotógrafos com nomes grandes na indústria e fotografam como modos semi-automáticos. Isso deixa-me cego, mas ok, tenho de engolir em seco.

    • Luis Santos says:

      PS: o realço do “em manual obviamente” sinto-me obrigado a fazê-lo visto que já vi e conheço fotógrafos com nomes grandes na indústria e fotografam como modos semi-automáticos. Isso deixa-me cego, mas ok, tenho de engolir em seco.
      Há certas situações em que não se pode dar ao luxo de fotografar em manual , mesmo fotógrafos profissionais .Daí mesmo as maquinas de topo terem os programas automáticos e semi-automaticos,já para essas situações

      • Rui Cruz says:

        As situações que eu vi, certamente não eram dessas. Estive uns segundos a pensar e cheguei a uma hipotética onde eu utilizaria modos semi-automáticos: era se estivesse no meio da Antártida e não pudesse estar sempre a mexer na máquina.
        Mas se me der mais exemplos pode ser que eu entenda melhor.

        • Luke Skywalker says:

          O autor (ou alguém com permissão para fazer alterações no texto do artigo) já corrigiu a frase “Quanto menor for a velocidade de obturação, menos luz é capturada.” e agora, sim, está correcta, “ Quanto menor for a velocidade de obturação, mais luz é capturada.” Só é pena que tenha feito a alteração e não tenha referido isso em rodapé ou num comentário, mas enfim.

          Já fotografo desde meados dos anos ’70 – quer a P/B, quer a cores (slide ou papel) – e como a máquina que tinha – e tenho ainda – era só manual (Olympus OM-1), tive desde sempre que trabalhar no único modo disponível pelo que, desde cedo, fui ‘forçado’ a saber ‘jogar’ com as variáveis que um fotógrafo tem ao seu dispor:

          – velocidade de obturador
          – abertura de diafragma
          – ISO (ainda sou do tempo em que também era definido como ASA)

          Hoje em dia e depois de há oito anos me ter ‘rendido’ ao digital, dou também muita importância a outro factor na composição de uma fotografia que é o ‘EQUILÍBRIO DE BRANCOS (White Balance ou WB). O WB é determinante na definição da ‘temperatura’ de luz de uma foto.

          Assim, consoante a definição de WB que determinarmos, podemos ter uma foto mais ‘fria’ (com tons mais azulados) ou mais ‘quente’ (onde o magenta sobressai).

          Respondendo directamente ao Rui Cruz, apesar de não gostar particularmente de fotografar sem ser em modo Manual, há situações em que somos forçados a utilizar um desses modos – e não é preciso estarmos “no meio da Antárctida”, como refere – pois no meu caso concreto em que um dos tipos de fotografia que faço é de Desporto Automóvel, ainda recentemente, no Rali de Portugal estive em zonas onde, devido à vegetação ou até a rochedos enormes, a sequência de fotos que pretendia fazer implicava uma variação de luminosidade de foto para foto (zonas de sombra com zonas de sombra/sol) que não me permitia definir uma única abertura de diafragma e onde tive de trabalhar com a máquina em modo S (prioridade à velocidade) para ela compensar automaticamente (em termos de abertura de diafragma), as variações de luz que se verificavam em cada fotograma que eu fazia e que em média resultam em 12 a 16 imagens por cada carro fotografado.

          Como vê, este é apenas um exemplo em como se pode – e muitas das vezes, DEVE – utilizar-se um modo semi-automático, mas há muitas outras situações onde isso pode ocorrer e não é desprestigiante para ninguém socorrer-se dessas opções que a tecnologia coloca à disposição de quem fotografa.

          • Rui Cruz says:

            Sr Luke Skywalker, eu tenho apenas 23 anos e só mexi com câmaras durante uns 4 ou 5 anos. Acredite ou não, eu próprio me forcei a iniciar com analógica, e visto que era eu que suportava os custos de revelação cada foto “para o lixo” saía-me dinheiro do bolso. Isto forçou-me a aprender rápida e eficazmente.

            Após ter passado para o digital, eu próprio estive em situações semelhantes à que relata, no meu caso foram maioritariamente bicicletas e motas, mas também fotografei carros em “modo rally” até. Digo-lhe que sempre utilizei modo manual. Estando o objecto a passar por luz direta ou sombra. Admito que seja precisa alguma agilidade com os dedos de modo a alterar os valores rapidamente, mas é possível e eu próprio o fazia. Só é preciso conhecer bem o material que se tem. Na focagem dou o desconto, no resto nem tanto.

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