Será desta? Starlink estará a preparar o seu próprio smartphone
Enquanto se aguarda a criação de uma rede altamente hipotética de centros de dados no espaço para a IA, a SpaceX e a Starlink podem lançar algo mais realista: um smartphone! As peças do puzzle têm-se encaixado ultimamente e agora tomam novamente forma.
Starlink prepara o seu próprio smartphone
Há anos que circulam rumores de que a Starlink planeia lançar o seu próprio smartphone. De acordo com três fontes da Reuters, o projeto está de facto em curso, mas os detalhes, claro, estão a ser mantidos em segredo. Elon Musk afirmou na semana passada que um smartphone da SpaceX “não está descartado a longo prazo”.
Mas seria um dispositivo “muito diferente dos smartphones atuais”, continuou, antes de regressar à sua obsessão atual. O dispositivo seria “otimizado para executar redes neuronais”, que teriam de “oferecer o máximo desempenho por watt”. Tudo isto não nos leva a lado nenhum, mas várias pistas sugerem que, desta vez, Elon Musk não está apenas a dizer disparates.
A Starlink implementou de facto a infraestrutura necessária para um serviço telefónico por satélite. Vários operadores já começaram a oferecê-lo, mesmo que atualmente esteja limitado ao envio de mensagens de texto em áreas com cobertura insuficiente ou inexistente. Eventualmente, esta ligação por satélite deverá oferecer serviços comparáveis aos das redes celulares tradicionais (chamadas, navegação na web).
Not out of the question at some point. It would be a very different device than current phones. Optimized purely for running max performance/watt neural nets.
— Elon Musk (@elonmusk) January 30, 2026
Planos de Elon Musk mostram tudo claro
Se a Starlink algum dia lançar o seu próprio smartphone, a subsidiária da SpaceX terá de ultrapassar um obstáculo: as operadoras tradicionais. É pouco provável que gostem de ser ultrapassadas por uma concorrente potencialmente poderosa. Um telefone Starlink dificilmente funcionará sem acesso a redes 4G/5G. Aceder a um satélite em ambientes interiores continua a ser muito difícil! Sem mencionar que a implantação e a manutenção da constelação ainda exigem investimentos consideráveis.
A Starlink é já a maior operadora de satélites do mundo, com mais de 9 milhões de utilizadores do seu serviço de internet de banda larga. Em apenas seis anos, a constelação expandiu-se para aproximadamente 9.500 satélites, dos quais quase 650 já estão dedicados ao acesso direto ao dispositivo. Durante a fusão entre a SpaceX e a xAI, Elon Musk explicou que o objetivo era fornecer uma cobertura celular completa em todo o planeta.
Isto abriria automaticamente as portas a novos mercados e, potencialmente, a novos dispositivos. É inegável que a empresa já não esconde as suas ambições. No final do ano passado, foi anunciado o registo da marca “Starlink Mobile” após a compra de frequências da EchoStar por quase 20 mil milhões de dólares. Para já, a Starlink posiciona-se como uma oferta complementar, mas o grupo constrói as bases para permitir a sua independência.
























Hummm…não obrigado.