Maior central eólica portuguesa recebe financiamento europeu de 175 milhões de euros
Na quinta-feira, a Iberdrola anunciou que obteve um financiamento de 175 milhões de euros por parte do Banco Europeu de Investimento (BEI). A central eólica vai ser integrada no complexo hidroelétrico de armazenamento por bombagem do Tâmega, no distrito de Vila Real.
Com um custo total de 350 milhões de euros, esta será a maior central eólica, em Portugal, quando estiver concluída.
O total de 274 megawatts (MW) poderá abastecer 400 mil pessoas, evitando a emissão de 230 mil toneladas de CO2 por ano.
Gigabteria terá ligação híbrida
A maior central eólica do nosso país vai ser integrada no complexo hidroelétrico de armazenamento por bombagem do Tâmega, no distrito de Vila Real.
A Iberdrola apelida-o de gigabateria pela sua capacidade de reciclar água para voltar a ser usada para produzir eletricidade hídrica.
Segundo a empresa espanhola, citada pel' O Jornal Económico, este será o primeiro projeto nacional com uma ligação híbrida entre armazenamento por bombagem e energia eólica.

Segundo a Iberdrola, o complexo hidrelétrico do Tâmega, no norte de Portugal, é uma das maiores iniciativas energéticas da história do país e uma das maiores instalações de armazenamento de energia da Europa. Esse sistema inclui três represas com uma capacidade combinada de 1158 MW e dois parques eólicos que chegarão a 274 MW. A construção do Tâmega foi um marco na transição para um modelo de energia mais limpo e eficiente.
Duas novas centrais eólicas e três centrais hidroelétricas
Para construir o sistema eletroprodutor do Tâmega, o maior investimento energético em Portugal na última década, com quase 1,2 gigas de potência, a Iberdrola direcionou um total de 1500 milhões de euros.
O projeto que recebeu, agora, financiamento europeu, conta com duas novas centrais eólicas e três centrais hidroelétricas que já estão em operação, entre as quais a maior barragem do país: a central hidroeléctrica de Gouvães conta com uma potência instalada de 880 megawatts (MW), com quatro grupos, ou turbinas, de 220 megawatts cada.
A hibridização das duas tecnologias permite que a energia eólica e a energia hidroelétrica partilhem a mesma infraestrutura de ligação à rede elétrica, otimizando a integração das energias renováveis, reduzindo o número de infraestruturas e minimizando o impacto ambiental.
Explicou a Iberdrola, num comunicado, esclarecendo que, além disso, "reforça o papel fundamental do sistema do Tâmega para a eletrificação de Portugal".
Ao aumentar a quota de energia limpa na rede elétrica, o projeto reforçará a resiliência do sistema elétrico português e apoia diretamente os objetivos europeus e nacionais de redução das emissões de carbono, diminuição da dependência dos combustíveis fósseis e cumprimento de metas climáticas ambiciosas.
Para Jose Sainz Armada da Iberdrola, "esta operação com o BEI e a garantia da Cesce reforça a nossa estratégia de financiamento e confirma a nossa capacidade de promover projetos estratégicos fundamentais na Península Ibérica e em toda Europa, que melhoram a segurança energética e a competitividade através da eletrificação".
Com este novo financiamento, o BEI contribui, segundo Jean-Christophe Laloux, "para a segurança energética de Portugal, potencializando sinergias entre tecnologias limpas".
Na sua opinião, "ao combinar a energia eólica e a energia hidroelétrica, o complexo do Tâmega aumentará a produção de energia limpa e otimizará a utilização das infraestruturas energéticas existentes, em benefício dos consumidores portugueses e das economias locais".
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Paulatinamente as nossas árvores vão sendo substituídas por estes mamarrachos.
Um dia, qdo acordarem, não restará uma para amostra. Depois não se queixem!!!!
O ideal era continuar a queimar carvão…
Ha árvores no topo das serras ? Estranho.
Mas espere lá, então agora já não quer combustíveis sintéticos ?
Pois, os incêndios limpam todas as memórias …
No topo ? Ou nas encostas ?
Como já lhe disse, os incêndios limparam as memórias.
Então porque tem nas encostas ?
Os incêndios alimentam muito capitalista. E quando o combate ao fogo é negócio para o sector privado, a solução está em arranjar quem o acenda. Qualquer mentecapto percebe.
Calado eras poeta.
Claro que há. quer exemplos? suba á Lousã.
Tens de subir mais do que a lousã para ver as eólicas, o sítio onde estão é precisamente sem árvores, até por questão de aproveitamento de vento
Claro, porque as árvores são muito mais altas que as pás, está-se mesmo a ver.
Tanta árvore credo.
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/87/ParqueEolicoLousa.JPG
A serra da Lousã não é só isso.
Fiquei aqui a pensar…. Tem se aguentado sem sol? Imagino a revolta que é ter que ir buscar eletricidade a rede. Nem sai de casa para não gastar.
Sem Sol ? Mas afinal vive onde ? Hoje foram 12 kWh, suficente para o meu dia a dia, não faço 1000 KMS por dia como alguns de vocês, ah espere, você faz isso de 3 em 3 semanas.
Foi isso que eu disse, no topo ou nas encostas ?
@JL, seu velho marreta.
Veja lá bem como são e se comportam estas aves de rapina.
A notícia é desta semana. Anda desatento como sempre
https ://dinheirovivo.dn.pt/economia/parque-elico-da-galp-em-sines-chumbado-pela-zero-e-aguarda-veredicto-da-apa
Então agora já não defende os combustíveis sintéticos e hidrogénio?
Quando se podia perfeitamente usar os recursos naturais de Portugal – o carvão, o petróleo e o gás natural!!! 🙂
Esse ódio as renováveis começa a parecer doentio.
Ansioso por mais apagões e aumentos no preço da electricity.
Só maluquinhos podem ansiosos por isso
mas é um acontecimento certo.
Ainda esta noite houve um apagão na minha zona, primeiro repunham ás 4h, depois ás 6h, as 9h, ás 10h, e finalmente ás 11.
Margem sul não conta
Então vai ser a que dia e hora ?
Claro, a si acontece tudo, não houve também por aí um terramoto ? É que os terramotos fazem os carros parar de carregar.
Não fazem? Se cortarem as linhas elétricas obviamente que param de carregar.
Eu vi logo, bastou inventar uma mentira sobre eléctricos veio logo confirmar. Looooolll
Pode ter sido da infra-estrutura, que um pouco por todo o país poderá estar a necessitar de ser substituída, pois as coisas têm um tempo de vida útil mas a E-REDES é capaz de não mudar nada até ter mesmo que o fazer por deixar de funcionar.
Por um lado é bom porque poupam imenso dinheiro e não chateiam as pessoas no imediato, por outro lado é mau porque quando falha as pessoas ficam à rasca porque não sabiam que iria falhar.
é nestas que se vê a tua panca meu.
Ironia sabes o que é?
Como sabe que é ironia ? É quando se quer defender a panca de alguém ?
Houve um apagao geral em 20 ou 30 anos calma pah
O preço da energia é dependente do preço do gás…
Por isso é que os ucras e os ingleses rebentaram com o gasoduto. Com medo de que ficasse barato demais.
Não há nada a fazer. Somos o vírus deste planeta. Deixamos de extrair carvão, plantamos placas de vidro e postes de aço e derrubamos árvores. Nada disto faz sentido. Caminhamos paulatinamente para o precipício.
E qual a alternativa, matar pessoas?
A manta está curta já todos sabemos se não há manta maior temos de tentar esticar a que há.
E pelo andar da carruagem nem vamos ter por onde fugir tal a quantidade de lixo que enviamos para o espaço.
Quando deixarem de utilizar fibra de vidro e substituírem por outro material que seja possível reciclar tudo bem. Daqui a 20 anos as laminas vão todas parar a um aterro algures…
Daqui a 20 anos (o menos) já terão conseguido reciclar ou transformar a fibra de vidro noutro produto.
Reciclar fica mais caro que comprar novo por isso vai tudo para aterro e poluir os solos e lençóis freaticos, já está a acontecer
E então o que consegues reciclar das alternativas como o carvão ou do gás, posso saber?
O gás se não for queimado é expelido para a atmofera e tem um efeito assustadoramente pior.
Especula-se que sim, a verdade ninguem sabe
E porque o expelem para o ar ? Que eu saiba o planeta se criou sem a mão do ser humano.
O CO2 tem um efeito muito menor na atmosfera que o metano
A pergunta não era essa, não tente fugir.
“A central eólica vai ser integrada no complexo hidroelétrico de armazenamento por bombagem do Tâmega [barragens de Gouvães, Daivões e Alto Tâmega] no distrito de Vila Real”, configurando o primeiro projeto híbrido entre armazenamento por bombeamento e energia eólica no país.
Para se perceber a importância da produção de energia elétrica por bombagem – em Portugal, em 2025:
– Total da energia elétrica produzida: 48.878 GWh (100%)
– Produção Renovável: 36.916 GWh (75,5%)
– Produção não Renovável: 7.874 GWh (16,1%)
– Produção por armazenamento – Bombagem: 4.081 GWh (8,3%)
– Produção por armazenamento – Injeção de baterias: 7 GWh (0,01%)
Para a produção de eletricidade por bombagem é preciso consumo de eletricidade num valor superior – 5.117 GWh. Mas o “truque” está em fazer a bombagem (reposição da água para a barragem) quando a eletricidade está mais barata, ou, no caso, o aproveitamento da eletricidade gerada pela energia eólica excedente.
Tudo muito bonito, mas onde estão as centrais de baterias (à la “Megapack” da Tesla) para “amortecer” quedas de energia eléctrica internas/ externas para que todos tenham tempo de fazer o que é preciso para meter centrais a funcionar e tudo o mais?
A electricidade tem de estar a ir a baixo todos os 15 dias ou assim em Portugal para passar a ser uma prioridade?
Uma empresa que queira um/vários Megapack(s) compra-o(s). Que tem isso a ver com a eletricidade ir abaixo em Portugal? Já parece a história das baterias dos carros elétricos e dois carregadores bi-direcionais.