Energia hídrica dispara depois de semanas de chuvas intensas
Conforme avançado pela Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), "a tecnologia hídrica liderou a produção de eletricidade no mês de janeiro", em Portugal, num mês em que as renováveis garantiram 80,7% da geração total.
O mais recente boletim de eletricidade renovável divulgado pela APREN mostra que entre 1 e 31 de janeiro foram gerados 4420 gigawatts-hora (GWh) de origem renovável, de um total de 5479 GWh produzidos, em Portugal continental.
Assim, as energias renováveis garantiram 80,7% da eletricidade produzida no país, em janeiro, marcando o melhor registo desde abril de 2025, mês marcado pelo apagão na Península Ibérica.
Num contexto meteorológico particularmente favorável, a energia hídrica representou 36,8% do total, seguida da eólica, com 35,2%. A solar contribuiu com apenas 4,4%.
Portugal em destaque no panorama europeu
Entre os países europeus analisados em termos de energia renovável, o desempenho português permitiu que o país subisse do quarto para o segundo lugar, com 80,7% de incorporação renovável, apenas atrás da Noruega (96,3%) e à frente da Dinamarca (78,8%).
Portugal destacou-se no panorama europeu no arranque do ano.
Disse a APREN.

Foram registadas 210 horas não consecutivas em que a produção renovável foi suficiente para cobrir a totalidade do consumo nacional.
Menos importações de energia e poupança acumulada
Segundo a APREN, o aumento da produção renovável permitiu responder à subida da procura com baixa dependência do exterior.
De facto, as importações limitaram-se a 5,6% do consumo, num mês em que a geração nacional assegurou a quase totalidade das necessidades do sistema elétrico.
Relativamente ao impacto económico, o preço médio horário no mercado ibérico (MIBEL), em Portugal, fixou-se em 71 euros por megawatt-hora (MWh), uma queda de 26,6% face a janeiro de 2025.
A APREN estima ainda que a elevada incorporação de renováveis tenha permitido, só em janeiro, uma poupança acumulada de cerca de 703 milhões de euros, quando comparada com a produção a partir de centrais de ciclo combinado a gás natural.
Imagem: Jornal Económico
Neste artigo: energia hídrica, energia renovável





















Por isso é que a eletricidade está barata… só coisas boas, mas os preços baixarem tá quieto!.
Está mais barata que em Espanha e abaixo da média da UE.
Fonte: ERSE, Boletim de comparação dos preços da eletricidade Eurostat do 1º semestre de 2025 (o do 2º semestre há de sair por volta de abril/maio de 2026)
https://www.erse.pt/media/pzehnq31/boletim-eletricidade-eurostat_2025s1.pdf
Mas está à espera que os outros assumam riscos por si? Responsabilize-se sobre o que consome e decida se vale a pena ou não ir para o mercado liberalizado.
Com estas chuvas, à data de hoje, o preço médio em Portugal desde o início de Fevereiro está nos 3,49€ €/MWh, o que corresponde a um preço de 0,079 €/kWh (https://www.omie.es/pt/spot-hoy). Ou seja, quase metade da tarifa mais baixa do mercado não indexado. Agora se quer jogar pelo seguro e não arriscar, então continue a apostar numa tarifa fixa. É tudo uma questão de estudar o mercado e assumir riscos. Mas tem opções, por isso pare de se queixar.
Puseram-nos a financiar a transição para as renováveis e agora pagamos electricidade “verde” que custa quase o dobro da eletricidade produzida nas térmicas de Sines e do Pego, fechadas sob pressão de fanáticos ecologistas que querem ver-nos todos a viver no sec 18
O preço do carvão térmico em 2021, quando fecharam as centrais a carvão era de 80-90 USD/t. Atingiu 450 USD/t em setembro de 2022, está agora em 115-120 USD/t. Mas o que torna o carvão agora totalmente inviável são as licenças de emissão de CO2 da UE, que custam o dobro do preço do carvão.
Em todo o caso, perguntei ao Gemini, se sem as taxas ambientais, a eletricidade produzida por centrais a carvão ficava mais barata que o preço atual. Um resumo da resposta:
“Se removêssemos as taxas ambientais (licenças de emissão de CO2) da equação, a eletricidade produzida a carvão não seria necessariamente mais barata que a média atual, e seria muito mais cara que as renováveis. Esta é uma conclusão que surpreende muita gente, mas os números de 2026 mostram que o “carvão barato” é hoje um mito económico. Vamos aos cálculos (…)”.
Podes por-lhe a mesma questão e rever os cálculos e indicar em que é que se enganou. Ou indicar uma fonte autorizada que justifique a tua afirmação. Só assim … limitaste-te a lançar perdigotos.
O texto tem o mérito de alinhar números, mas depois tropeça no próprio argumento e ainda acusa os outros de cuspir perdigotos.
Primeiro, a ginástica retórica. Começa por admitir que o carvão só morreu mesmo quando entrou o custo do CO₂, o que é verdade. Logo a seguir usa essa mesma realidade regulatória para provar que o carvão é um “mito económico”. É um pouco como dizer que os carros a gasolina são inviáveis… assumindo que o litro custa 12 euros por decreto. Não é economia, é regulamento.
Segundo, o truque do “mesmo sem taxas”. Afirma que retirando as licenças de CO₂ o carvão continuaria caro, mas depois não mostra claramente os custos marginais comparáveis. Mistura média de mercado com custo marginal, mistura renováveis amortizadas com centrais térmicas despacháveis, e no fim descobre, com ar grave, que o carvão não compete com solar e eólica a custo marginal quase zero. Descoberta extraordinária, digna de Nobel atrasado.
Terceiro, o espantalho do “carvão barato”. Ninguém sério em 2026 diz que o carvão é barato em termos absolutos. O que se diz é que, sem ETS, em horas de ponta e sem vento nem sol, uma central térmica paga poderia produzir a preços comparáveis ou inferiores ao preço marginal do mercado. Isso é bem diferente de dizer que é mais barata que renováveis num gráfico de PowerPoint anual.
Quarto, a autoridade do oráculo digital. “Perguntei ao Gemini” não é fonte autorizada, é outsourcing de convicções. Um modelo de linguagem não faz despachos horários, não gere intermitência, não calcula scarcity pricing nem custos de capacidade. Faz texto plausível, que não é a mesma coisa.
Conclusão irónica, mas justa. O carvão não é competitivo hoje porque foi tornado não competitivo. Isso pode ser uma escolha política legítima, mas não é uma lei da física nem uma inevitabilidade económica. E acusar os outros de atirar perdigotos depois de confundir custos marginais, médias anuais e cenários regulatórios é, no mínimo, falta de espelho em casa.
Bréu, bréu, bréu, bréu, mas responde só a isto: qual é o custo do MWh da eletricidade produzida a) numa central a carvão, importado, não considerando a taxa de carbono; b) numas central solar fotovoltaica; c) numa central eólica. Podes ir ver os valores apurados pelo Gemini e contestá-los.
Vejo que Nobem é profundamente conhecedor do caso. Uma central a carvão ou a energia térmica tem uma inercia térmica (passo a redundância) enorme. Só para estar em ordem de funcionamento precisa queimar imensos watts que são totalmente despediçados, isto emquanto as outras fontes de energia sáo imediatamente convertíveis. Usar estas fontes só para as alturas de menor produção e deixar o equipamento a funcionar só porque mais tarde vai ter de arrancar ou arrancar simplesmente agora porque é preciso só tem um nome – é simplesmente estúpido de ser feito. Mas pronto, é como diz o outro, dizer mal por dizer, bla bla bla…
Os custos de produção de energia por meio de centrais a combustão, seja carvão, diesel ou gás tem tendência a aumentar. Portugal não tem reservas de carvão mineral, logo precisa de importar, e o transporte e a extração aumentaram (já nem falar do problema de poluição). Portugal também não tem gás nem petróleo, logo precisa de importar e está sujeito aos preços praticados nos mercados e à escassez porque esses recursos estão concentrados em meia dúzia de pontos no globo. A única forma de nos libertarmos da dependência dos outros é apostar em energias que possam ser geradas com os recursos disponíveis. Agora se me perguntarem que se deve apostar tudo nas eólicas e solares, eu acho que não. É preciso haver redundância e termos várias fontes para que no caso de existirem deficiências (falta de vento, dias nublados, etc) possamos ter produção.
O JL não tem tido descanso em andar de barragem em barragem a equilibrar os volts e amperes.
Consta que por cada barragem carrega cerca de 5743 (média diária) carros elektros por telepatiaVoltaica@TeleVolt_JL.
De salientar a média tempos de carregamento inferiores a 57 segundos por carro.
“…4420 gigawatts-hora (GWh) de origem renovável, de um total de 5479 GWh produzidos, em Portugal continental. …”
Ou seja, a tecnologia dos primórdios do século passado mete num chinelo os espelhos e as ventoinhas sem precisar de andar a destruir fauna e flora.
De notar que a grande parte das barragens nacionais nem sequer são hidroeléctricas.
Hã, que história é essa?
– Total da energia renovável 4.413 GWh
– Hídrica 2.019 GWh
– Ventoinhas (eólica) 1.923 GWh
– Espelhos (solar) 240 GWh
– Biomassa: 231 GWH
As ventoinhas e os espelhos até produziram mais eletricidade que as barragens.
Fonte REN hub, mês de janeiro de 2026.