Depressão Marta chega este fim de semana e poderá trazer chuva intensa e vento forte
Portugal prepara-se para a chegada da depressão Marta, prevista para afetar o território continental a partir de hoje, sexta-feira. As previsões apontam para períodos de chuva muito intensa, rajadas severas de vento e condições marítimas adversas, com o pico de instabilidade a ocorrer durante o sábado.
Sexta-feira com ar polar, aguaceiros e neve nas serras
Na sexta-feira, o território será influenciado por uma massa de ar polar. O cenário deverá incluir aguaceiros frequentes, por vezes fortes, acompanhados de trovoadas e possibilidade de granizo, sobretudo nas regiões Norte e Centro.
A neve deverá cair acima dos 800 a 1000 metros de altitude, com acumulações superiores a 25 centímetros nas serras, o que poderá provocar constrangimentos rodoviários.
O vento será moderado, com rajadas até 60 km/h, e as temperaturas descem de forma significativa. As mínimas poderão situar-se entre os 2 e os 6 ºC no interior, enquanto as máximas dificilmente ultrapassarão os 14 ºC. No litoral, o mar continuará muito agitado, com ondulação elevada na costa ocidental.
O tempo para hoje e para os próximos dias. pic.twitter.com/NPXxM8vCpi
— Pplware (@pplware) February 6, 2026
Sábado poderá trazer os maiores riscos hidrológicos
O sábado deverá concentrar os maiores impactos da depressão Marta, sobretudo na bacia do Tejo, com destaque para a Margem Sul e a Área Metropolitana de Lisboa.
Segundo especialistas, o principal risco não estará apenas na chuva que possa cair nesse dia, mas na situação hidrológica já existente. As barragens em descarga, tanto em Portugal como em Espanha, podem não conseguir acomodar o volume de água acumulado, o que levanta receios de cheias e inundações.
O Alentejo Litoral, o Alto Alentejo e o Algarve também estão sob atenção, uma vez que são regiões menos habituadas a períodos prolongados de precipitação intensa.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê que os maiores acumulados ocorram a sul do Tejo, incluindo a região de Lisboa, com valores a rondar os 60 mm em 24 horas, especialmente no Alentejo e nas serras algarvias.
Domingo de eleições com possível trégua
Para domingo, dia das eleições presidenciais, as previsões indicam uma melhoria temporária das condições meteorológicas.
Ao longo da maior parte do dia, não deverá chover na maioria das regiões, sendo possível o regresso da precipitação apenas ao final da tarde ou durante a noite.
Os especialistas aconselham os eleitores a votar durante a manhã, evitando eventuais períodos de chuva ou problemas de circulação.
Situação poderá voltar a agravar-se na terça-feira
A segunda-feira deverá manter condições relativamente estáveis, mas a partir de terça-feira poderão surgir novos riscos, especialmente na região de Coimbra.
As previsões apontam para cerca de 30 milímetros de precipitação, o que poderá fazer subir rapidamente o caudal do rio Mondego, aumentando o risco de inundações se a chuva se estender a toda a bacia hidrográfica.
Segundo os especialistas, a situação hidrológica poderá manter-se por mais uma semana e meia, sendo possível que a segunda metade de fevereiro seja mais tranquila.
O IPMA já emitiu avisos meteorológicos amarelos e laranja para precipitação, neve, vento e agitação marítima.
Dica: acompanhe a evolução com a app Windy.com
Há várias aplicações, todas elas com os seus argumentos, hoje deixamos, novamente, a aplicação Windy.com.
Esta tornou-se uma das ferramentas mais populares para acompanhar fenómenos meteorológicos em tempo real.
Disponível para smartphones e também através do navegador, permite consultar mapas interativos e diferentes modelos de previsão, como ECMWF, GFS ou ICON, facilitando a comparação de cenários para os próximos dias.
Entre as funcionalidades destacam-se os mapas de precipitação em tempo real, as camadas personalizáveis de vento, temperatura, pressão, ondas ou trovoadas, bem como previsões detalhadas por local.
No contexto da depressão Marta, a aplicação permite acompanhar a evolução da chuva, do vento e do estado do mar, sendo útil para planear deslocações e atividades, sempre com atenção aos avisos oficiais.
























Comentadores guerreiros a dizer que “no meu tempo isto era normal” em 3…2…1
Vai ver se chove.
Comentadores de sofá que engolem tudo a dizer que “nunca se viu tal como agora” em 1…2…3…
Pois não, no terramoto de 1755 foi bem pior!
(não discordando que falar constantemente sobre o assunto 24 horas por dia já começa a ser demais)
Deixa aí uns exemplos desses tantos comentário do que referes.
Vives numa bolha rapaz. Andas ressabiado com o mundo e tu sim a engolir e espalhar informações falsas.
Não quer também uma geladinha e uns tremoços a acompanhar? Afinal só estou aqui para o servir, não é verdade?
O Hugo é aquele tipo de rapazinho bonacheirão, mancebo que nunca sabe de nada, nunca viu nada, nunca ouviu nada, nunca leu nada, nunca cheirou nada para além do seu pequeno mundo idílico cor-de-rosa. Também nunca comeu gato por lebre. Apenas faz birra quando algo perturba a sua paz de espírito… o que há mais além não lhe interessa, não é consigo. O Hugo é que sabe e já sabe tudo quanto há a saber. Que ninguém duvide… o Hugo nunca está desinformado!
no meu tempo isto era normal. 😀
LOLOLOLOL
Isto é um alerta de 2025 e para um período muito específico. Têm de entender que ninguém quer saber do vosso tempo nem de saber se estavam de calções ou de galochas. Isto não é um concurso.
É precisamente quem não quer saber do passado que engole todas as patranhas do “nunca se viu tal como agora”…
1941, 1967, 2001
Exato, uma 1941, uma em 1967, uma 2001, e agora umas atrás das outras no mesmo ano e no espaço de nem 30 dias.
Obrigado por me dares razão 🙂
depressões sempre as chove, estava protegido pelo anticiclone que este ano deslocou-se para sul.
1941 – 100 mortes
1967 – 700 mortes
cheias havia todos os anos antigamente bem piores do que agora
Vivia 25 anos, no Ribatejo. A casa ficava a 2000 metros, do Rio Tejo. A partir de Novembro, preparavam-se, os campos, para cultivo, ao mesmo tempo que se incluíam valas, de 50cm , de profundidade, cavadas, à mão, no meio das leiras. Depois, era pedir, aos santinhos, para o Tejo saltar, das margens e chegar lá. Quase todos os anos, acontecia. Só em 2001, é que a água chegou, à casa, devido a terem feito obras, em Ponte de Sor, tendo construído 3 estradas e 70 prédios, em leito de cheia. Para os defender, construíram um muro com 12 metros, de altura. A água, não saía aí… seguiu e saiu, por onde pode.
Hoje, nos campos, que os meus avós cultivaram, por 70 anos, há 523 casas e 38 prédios (de 3 andares). Imagine lá, que já os vi, na televisão… inundados. Agora o mais engraçado, os meus pais venderam, a casa e terrenos, em 2003. Ninguém mudou aquilo, de leito de cheia, zona agrícola mas, há, quase, 600 construções e, mais de, 1500 habitantes. No verão é muito bonito…
Nos Anos 40, 50 e até 60 o alto alentejo na região de Portalegre era palco de vastas culturas de arroz devido ás cheias e abundância de água.
Talvez seja tempo se voltar á cultura de arroz que deixou de existir devido á redução dos níveis de água.
Quando não se sabe inventa-se. Desde quando é que Portalegre tem condições geográficas para produzir arroz?
A produção do arroz é abundante nas bacias do Tejo, Sado e Mondego. Curiosamente, onde se sente mais as enchentes, por razões óbvias.
por causa das descargas de espanha, fazem subir o mondego à serra da estrela e tomar balanço por aí abaixo
Se não sabes não digas palermices. Sim, muitos concelhos de Portalegre cultivavam arroz até finais da década de 60, principalmente no cencelho de Ponte de Sor devido ao rio e ribeiras. Ainda lá está a fábrica de arroz.
Mas queres ensinar quem?
Pensei que estavas a falar de Portalegre em específico.
E sim, em Ponte de Sor, tens a fábrica do arroz que virou um museu.
Mas continuo no meu ponto. O que é que um acontecimento pontual influencia na estratégia do cultivo do arroz?
Não tenho a certeza mas talvez seja possível pensar nisso em zonas que sejam perto do Alqueva.
Eu se fosse a ti ficava caladinho e sossegadinho, porque assim não fazia figuras. É verdade que, nunca sendo o distrito de Portalegre o principal distrito da produção nacional de arroz, tinha produção de arroz principalmente na zona de Ponte de Sor onde desde pelo menos 1920 havia uma fábrica de moagem e descasque. Produção que veio até meados dos anos 70.
Porquê que eu tenho de ficar caladinho se HOJE não é possível ou não há interesse em produzir arroz?
É com UMA inundação que se vai rever a política agrária?
No tempo 40, 50, 60 (dos meus avós) na zona de Leiria havia milheirais nos vales perto do rio e nunca chegava à porta das casas…E hoje temos literalmente pessoas a colocar sacos para não entrar água…moinhos de farinha tradicionais inundados…
E sim, continua haver milheirais…
Aquilo que vês, nem sempre é a verdade absoluta universal, perante o mundo diversificado
Mas o que é que isso tem a ver com o distrito de Portalegre?
Está tudo a ser destruído por tempestades e vens para aqui falar de arroz? É cada um..
Ainda ontem à tarde, estava a ver uma reportagem nem sei em que canal, em Alcácer do Sal, e estava um prédio urbano, aparentemente novo ou de construção muito recente e estava parcialmente submerso, pelo menos a zona das garagens estavam completamente de baixo de água, eu só me pergunto é que de PDM foi feito na quela zona, não consigo compreender como se consegue licenciar ali uma edifício daqueles.
Porque toda a gente se esqueceu de que a água ali chegava, porque já antes tinha chegado, mas o construtor precisava de fazer dinheiro e a câmara também …! Até parece que não percebes …
https ://www.publico.pt/2010/02/21/jornal/as-maiores-cheias-de-1967-a-2010-18846006#
Lisboa e Vale do Tejo, Douro, Alentejo, Açores
1967, Novembro
Região de Lisboa: 462 mortos, sobretudo população pobre, que morava em habitações precárias e em zonas inundáveis. Quilómetros de estradas destruídos. Prejuízos calculados em três milhões de dólares, a preços da época.
1979, Fevereiro
Vale do Tejo e Santarém: dois mortos, 115 feridos, 1187 evacuados. Durou nove dias e foi considerada a maior cheia do século XX.
1981, Dezembro
Região de Lisboa: 30 mortos e mais de 900 desalojados.
1983, Novembro
Região de Lisboa, Loures e Cascais: 10 mortos, nove pessoas desaparecidas, 1800 famílias desalojadas, 610 habitações destruídas. Prejuízos de 18 milhões de contos, a preços da época.
1989, Dezembro
Rios Tejo e Douro: um morto, 61 desalojados no distrito de Santarém e 1500 na Régua.
1997, Outubro
Alentejo e Açores: 11 mortos nos concelhos de Ourique, Aljustrel, Moura e Serpa e mais 29 mortos na Ribeira Quente, nos Açores.
2000/2001, Inverno
Vila Real, Porto, Santarém, Baixo Mondego, Montemor-o-Velho: várias cheias de Dezembro a Março. A 3 de Março, a Ponte de Hintze Ribeiro, em Entre-os-Rios, colapsa e provoca 56 mortos. Em Arcos de Valdevez, registam-se três mortes e três desaparecidos.
2008, Fevereiro
Região de Loures: 136 pessoas desalojadas e prejuízos de 20 milhões de euros.
2010, Fevereiro
Madeira: ontem ao fim do dia, contavam-se 32 vítimas mortais.
Para quê esta lista?
Alguém está a dizer que nunca houve inundações?
LOOOOOL Sabes que só alguns grunhos acham que estes alertas são um concurso certo?
A má notícia é que fazes parte do grupo pelos vistos.
É um alerta. Fim. O tempo que perdeste a reunir essa lista foi um desperdício. Ninguém quer saber. Relaxa.
Os negacionistas são os que precisam de mais tempo para justificar o injustificável.
Negacionistas de quê?
Os negacionistas são os que inventam teorias para o presente enquanto negam o passado.
Dizes tu que ninguém quer saber. Tu quiSeste e bem…LOOOL
O Leonardo foi um fraco, não dei por ele.
Agora vou ver por onde anda a Marta.
Além da casa que estava em mau estado e caiu na Nazaré, com a Kristin, já deste por mais alguma coisa?
Os idiotas dos negacionistas deviam de ter cadastro, cérebros perigosos, nem conseguem ver o básico da realidade.
Negacionistas de quê? De que não queres trabalhar?
anung não trabalhes muito que isso embrutece e pode causas demências, já para não falar da falta de tempo para te cultivares!
Nasceste no meio da narrativa e, como todos os fundamentalistas, negam o passado e até se esquecem que ele existe e que sempre existirá.
Nesse caso o Xringo já estaria preso… acharia isso bem?
A sucessão de depressões em janeiro e fevereiro:
– 22-23 janeiro – Ingrid
– 26 janeiro – Joseph
– 28-30 janeiro – Kristin
– 2-5 fevereiro – Leonardo
– 7-8 fevereiro – Marta
Uma sucessão impressionante. Depois parece que para, mas já está anunciada outra no final do mês.
Quanto às cheias a explicação é simples, as barragens estão a fazer descargas e os terrenos estão ensopados já não retêm mais água, tudo o que chover vai parar aos rios.
Esquece, há pessoas que faltaram à aula de Estatística e não sabem o que é frequência. Só entendem o que é máximo e mínimo para fazerem cherry picking.
Tomando como exemplo os furacões e tempestades. Em Portugal, neste século (25 anos) ocorreram 7, enquanto que desde 1950 a 2000 (50 anos), houve 4.
https ://coast.noaa.gov/hurricanes/#map=5.6/38.838/-9.156&search=eyJzZWFyY2hTdHJpbmciOiJMaXNib24sIFBvcnR1Z2FsIiwic2VhcmNoVHlwZSI6Imdlb2NvZGVkIiwib3NtSUQiOiI1NDAwODkwIiwiY2F0ZWdvcmllcyI6WyJINSIsIkg0IiwiSDMiLCJIMiIsIkgxIiwiVFMiLCJURCIsIkVUIl0sInllYXJzIjpbXSwibW9udGhzIjpbXSwiZW5zbyI6W10sInByZXNzdXJlIjp7InJhbmdlIjpbMCwxMDMwXSwiaW5jbHVkZVVua25vd25QcmVzc3VyZSI6dHJ1ZX0sImJ1ZmZlciI6NDAwLCJidWZmZXJVbml0IjpbIktpbG9tZXRlcnMiXSwic29ydFNlbGVjdGlvbiI6eyJ2YWx1ZSI6InllYXJzX25ld2VzdCIsImxhYmVsIjoiWWVhciAoTmV3ZXN0KSJ9LCJhcHBseVRvQU9JIjp0cnVlLCJpc1N0b3JtTGFiZWxzVmlzaWJsZSI6dHJ1ZX0=
Não havia por aí uns iluminados que queriam construir um aeroporto perto do Montijo, mesmo dentro do rio???
Se for como esta que passou que até trouxe sol para o norte pode vir.