133 anos após democratizar a fotografia, Kodak poderá encerrar…
Um dos nomes mais predominantes da fotografia poderá não sobreviver muito mais tempo. De facto, apesar de ter desempenhado um importante papel na sua democratização, há mais de 100 anos, a Kodak enfrenta, mais uma vez, problemas financeiros.
No seu relatório de resultados, divulgado esta semana, a Eastman Kodak alertou que não dispõe de "financiamento autorizado ou liquidez disponível" para pagar os cerca de 500 milhões de dólares em obrigações de dívida que tem a vencer.
Conforme partilhou, num comunicado oficial, "estas condições levantam dúvidas substanciais sobre a capacidade da empresa de continuar em atividade".
No segundo trimestre, a Kodak continuou a progredir em relação ao nosso plano de longo prazo, apesar dos desafios de um ambiente de negócios incerto.
Afirmou o diretor-executivo da Kodak, Jim Continenza, cujo plano passa por conseguir dinheiro através da suspensão dos pagamentos do seu plano de reformas.
Relativamente às taxas impostas por Donald Trump, que poderiam piorar a sua situação, a empresa revelou que não espera "impactos materiais" nos seus negócios, uma vez que fabrica muitos dos seus produtos, incluindo câmaras, tintas e filmes, nos Estados Unidos.
Apesar de situação frágil em que se encontra, um porta-voz da Kodak afirmou, numa declaração à CNN, que a empresa está "confiante de que será capaz de pagar uma parte significativa do seu empréstimo a prazo bem antes do vencimento e alterar, prorrogar ou refinanciar a nossa dívida restante e/ou obrigações de ações preferenciais".
A fotografia deve muito à Kodak, mas o mundo não parou
Apesar de, hoje em dia, a captação de uma boa imagem não exigir um equipamento caríssimo, há 100 anos, a realidade era bem diferente.
De facto, a fotografia não era um negócio de massa devido às habilidades técnicas e aos equipamentos que exigia.
Por isso, embora a Eastman Kodak Company tenha sido constituída em 1892, as raízes da empresa remontam a 1879, quando George Eastman obteve a sua primeira patente para uma máquina de revestimento de placas. Em 1888, Eastman vendeu a primeira câmara Kodak por 25 dólares.
Na altura, a Kodak foi projetada para tornar a fotografia mais acessível: "You push the button, we do the rest"; em português, "Clicas no botão, nós fazemos o resto".
Depois disso, a certa altura, na década de 1970, a Kodak era responsável por 90% das vendas de filmes e 85% das vendas de câmaras nos Estados Unidos, de acordo com o The Economist.
Contudo, apesar do seu papel na democratização da fotografia, a empresa não conseguiu capitalizar o surgimento da tecnologia digital e, em 2012, entrou com pedido de falência, segundo a CNN.
Com um futuro incerto e pouco animador, a Kodak afirmou recentemente que pretende expandir-se em matéria de componentes farmacêuticos, após o Governo dos Estados Unidos ter escolhido a empresa para esse fim, em 2020.
Entretanto, a empresa continua a fabricar filmes e produtos químicos para empresas, incluindo a indústria cinematográfica, e licencia a sua marca para uma variedade de produtos de consumo.























Adormeceram no tempo, pode ser que os Chineses comprem isso já que a empresa acabou com o último comunicado dizer que a empresa já era…
A empresa podia ter feit um smartphone android com sensor brutal e voltava em grande. A nothing fez isso e ssem historia nem dinheiro
E quantos fabricantes de smartphones Android ficaram pelo caminho?
Nenhum deles com sensores e know how kodak ne toto?
A Kodak gastou dinheiro a rodos na fotografia digital e não deu. Andou 10 anos a torrar dinheiro. A Sony, estava a quilómetros. Mas se usasse os seus sensores em smartphones, onde a Sony também estava a quilómetros, já ia dar. A Sony também andou a fabricar smartphones mas desistiu, fabrica só sensores para os outros. Há cada tótó mais convencido,.
A sony tem smartphones toto, eu tenho um não percebes nada disto
Na verdade a Sony deixou de fabricar smartphones diretamente – os que sobram são fabricados por terceiros. E já não os vende na maior parte do mundo, só em alguns mercados. Não há números de vendas. De facto pensava que já se tinha finado, há anos que não ouço falar deles. A notícia que encontrei agora: “O Xperia 1VII, lançado em 2025, tinha problemas de qualidade, como desligamentos aleatórios que levou à interrupção temporária de vendas e a um programa de substituição”
Eu corrijo: A Sony que chegou a investir fortemente nos smartphones, praticamente já desistiu, ó tótó.
Eu não usava só Kodak, usava também FujiFilm (rolo verde) e, se calhar, outras.
Do tempo das cassetes… TDK, BASF etc. Que é feito delas?
Saudades pá!!!
Hoje é td digital. A qualiladade é sofrível e falha muito. É o que temos e se calhar não merecemos mais.
A BASF existe, é um gigante químico alemão. A TDK também existe, fabrica componentes eletrónicos e industriais. A Fujifilm continua no setor das câmeras, com gamas profissionais.
Engraçado… acabo de “desenterrar” uma Agfamatic 100 Sensor (1971) no sótão… Ainda possui o invólucro de transporte em plástico para transportar a tira colo, uma pega metálica em inox que será para pendurar a máquina pelo pulso, bem como a respetiva caixa em plástico onde vinha…
Pensei que já tinha falido e depois reapareceram num mercado que já estava perdido.
Não faliu, entrou em processo de falência em 2012, que lhe deu proteção judicial em relação a credores enquanto procedia a uma reestruturação. Saiu do processo de falência em em 2013. Pelo post está a caminho do mesmo processo.
O que matou o negócio dos rolos fotográficos foi a fotografia digital. De 1990-2000 investiu muito na produção de câmaras digitais e produtos e serviços associados, mas sem sucesso.
Em 2023 saiu do mercado das câmaras digitais, dedicando-se aos produtos e serviços para empresas.
Correção: Em – 2013 – saiu do mercado das câmaras digitais
Ainda fabricaram backs digitais, um deles o
Kodak Professional DCS 645
Mas a Phase One mais tarde associou-se com a Hasselblad e a Leaf evoluíram e a Kodak Ficou pelo meio do caminho
Pode ser que alguma empresa portuguesa os compre.
olha pra lançar um smarphone de jeito?
Ou lançar umas máquinas digitais eh eh
E lançou, só que a Sony esmagava. Quanto aos smartphones, Android, durante anos e anos, só a Samsung tinha lucro, enquanto os outros lutavam para se manter à tona de água.
A Tesla vai ser a próxima a falir. Carros muito desatualizados.
Hoje em dia já outros artigos, como discos SSD, pilhas e lâmpadas…, será que nem isso os vale…?!?
Uma empresa inglesa comprou os direitos de utilização da marca Kodak em pilhas, a Strand Europe Limited.
Uma das fontes de receitas da Kodak são as patentes. E o licenciamento da marca para alguns produtos.
A Kodak morreu porque quis, tivesse entrado no mundo da fotografia digital. Os grandes fabricantes como Nikon, Canon, Fuji fizeram essa transição sem problemas.
Quando chegou a fotografia digital eram fabricantes de câmaras. A Kodak não, pôs-se a fabricar alguns modelos de câmaras digitais e a prestar serviços associados que não resultaram. E, o seu negócio principal, produtos e serviços para fotografia analógica foi-se.
Para quem não sabe, o inventor das câmaras digitais, foi, imagine-se, um engenheiro da… Kodak!
Na altura a empresa não achou grande piada ao produto e decidiu continuar a focar-se no seu core business!
Este produto era um paradigma para a empresa que achou melhor ficar como estava.
A esta distância, estarão, certamente, muito arrependidos.
Bayer era o nome do engenheiro que desenvolveu o sensor. Dai o sensor ter o nome padrão Bayer. Uma das ideias era colocar uma câmara nas cabines telefónicas