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Volvo Trucks apresenta o Vera, um camião totalmente autónomo sem cabina


Vítor M.

Responsável pelo Pplware, fundou o projeto em 2005 depois de ter criado em 1993 um rascunho em papel de jornal, o que mais tarde se tornou num portal de tecnologia mundial. Da área de gestão, foi na informática que sempre fez carreira.

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35 Respostas

  1. Cortano says:

    Para aquele que achavam que as outras marcas além da Tesla andavam a dormir, está aqui um exemplo em como só não estão a dormir, como têm um maior conhecimento do mercado, das suas necessidades e onde podem efectivamente mudar as coisas.

    E se há empresa que perceba muito bem o mercado do transporte pesado rodoviário, essa empresa é a Volvo – que já hoje é a marca mais inovadora no que toca aos camiões que vemos na estrada.

    • hommer says:

      verdade a volvo tem sido das marcas mais inovadoras nos últimos tempos, e com isto só mostra que está muito mais a frente dos concorrentes…

    • Paulo L says:

      Quando foi a Tesla, 900 km de autonomia não serviam,, a volvo apresenta um autónomo para pequenas distâncias e… Percebem as necessidades do mercado.

      Vamos lá ver o Tesla semi pode tornar-se autónomo nível 5 com um simples update, o problema é que a legislação ainda não está preparada para isso.

      De qualquer das formas é óptimo que a volvo e outras, sigam a tendência de futuro

      • Mambo Cruz says:

        O grande defeito da Volvo é que não consegue mudar o mercado com as suas invenções… apesar das boas ideias o produto nunca está suficientemente desenvolvido para ser um sucesso… Faz lembrar a Nokia… eles bem tentaram de tudo para serem os lideres nos smartphones…
        Já a Tesla é bem diferente… eles estão a mudar a industria automóvel, com produtos bem desenvolvidos, e as soluções pensadas para funcionar efetivamente… Não é por acaso que são a única marca a construir a sua própria rede de carregamento a nível mundial… a Volvo (e outras) nunca se preocupou em oferecer um solução completa, teriam que ser os estados a criar essa rede ou os proprietários a carregar os carros em casa.

        • Cortano says:

          Estás a brincar ou não conheces o mercado de camiões. A Volvo há décadas que marca o caminho deste mercado.

          • Paulo L says:

            Não vou discutir a importância da volvo no mundo dos camiões, nem nos automóveis ate porque o único motivo que deixei de conduzir volvo é porque não deram continuidade ao C70.

            Mas o facto de gostar de volvo não muda a realidade que eles estão alguns passos atrasados no mundo eléctrico, a tesla tem o Semi com uma autonomia razoável para o mercado, pensa que um camionista, por lei, não pode conduzir mais que um numero de horas sem pausa, e ate mesmo a opção de teres 2 condutores esta para ser revista, essa pratica na europa já quase desapareceu e a nível internacional (Estados Unidos e Australia principalmente) os sindicatos querem acabar com ela porque o descanso num camião em movimento esta provado não ser eficiente e a causa de acidentes graves devido a pressão imposta por as transportadoras aliados a um descanso insuficiente.

            Portanto quando olhas a volvo com um tractor sem qualquer aerodinâmica (que não vai entrar em produção) e sem autonomia para estrada (eles dizem para curtas distancias) e comparas com o tesla semi que vai entrar em produção nos próximos 3 anos (eles dizem 2019 mas toda a gente sabe que a tesla tem uma relação especial com prazos) e tem autonomia para a maioria dos negócios, tens de concluir que a volvo e outras marcas estiveram a dormir e agora estão a correr a trás do prejuízo.

          • Cortano says:

            @Vitor: Se calhar mais que tu.

            @Paulo: estás a comparar utilizações diferentes (Tesla Semi e este da Volvo). Tal como diz o artigo, este conceito da Volvo não é para andar nas estradas, muito menos longo curso. Esta é uma solução a pensar nos portos, centros logisticos, armazéns, fábricas, etc.
            Ou seja, circuitos fechados, com distancias percorridas muito curtas e de baixa velocidade.
            Se olhares para a frota de camiões usados nos portos verás que não são os mesmo que vês nas estradas. São mais pequenos, a cabine é curta e sem grande conforto.
            Estes camiões servem para pegar num contentor que sai do barco e mudá-lo para o parque de contentores, onde depois é distribuido para fora por outros camiões.

            P.ex., no Porto de Roterdão todo o processo de carga e descarga já é feito por camiões autonomos – não são bem camiões, são umas plataformas, mas têm o contra de não usar trailers normais, o que obriga a carga e descargas em varios pontos.
            A ideia da Volvo é ocupar este espaço neste mercado, com a vantagem de usar trailers standard – que basta desengatar e pode ser usado por um camião convencional.

            Também em muitos centros logisticos, andam camiões normais a fazer serviços de andar com os contentores de um lado para o outro.

            Ou seja, um exemplo:
            – Barco descarrega contentor > Volvo > parque de contentores > Tesla Semi faz a distribuição na estrada.

            E tu perguntas: Ah e porque é que o Tesla não vai ao barco?
            Porque é grande e se for ao barco não pode carregar as baterias, porque um camião não pode parar nas zonas de movimentação das cargas so porque precisa de carregar baterias para ir buscar o contentor ao barco.. e o gajo da grua vem cá abaixo e parte-te o camião porque tem 5000 contentores para descarregar e tu estás a empatar tudo e a custar milhares de euros ao porto.

            Ah, essa treta do “pensa que um camionista, por lei, não pode conduzir mais que um numero de horas sem pausa, ” é uma daquelas balelas tão grande!!! AHAHAH

          • Paulo L says:

            Cortano, depois do que escreveste, acabares a dizer que os tempos máximos de condução para camiões são balelas, fico na dúvida se escreveste o resto do texto ou copiaste.
            Os tempos máximos estão previstos na lei e os camiões e camionistas tem um registo que mostra isso em caso de uma operação STOP e ao contrário dos ligeiros, os caministas são parados bastantes vezes.

            Quando ao resto, não estás errado, mas neste momento não existe muito espaço aberto para a Volvo entrar com os camiões, além disso os portos estão já bastante equipados com automação e com pouca dependência de combustíveis fósseis.

        • Cortano says:

          “Não é por acaso que são a única marca a construir a sua própria rede de carregamento a nível mundial”
          Tens a noção que isto é um enorme erro estratégico e que não é sustentável?

          Claro que as outras marcas não vão montar sistemas da marca!!! Eles não montaram as bombas de gasolina, porque raio haviam de montar postos de carregamento?!

          Postos de carregamento terão de ser desenvolvidos e construídos por empresas como a Galp, EDP, e outras do género.
          Não faz qualquer sentido cada marca de veiculos ter a sua propria rede de postos de carga!! Isto seria ridiculo
          Cada galo no seu galho.

      • Cortano says:

        Tu é que não percebes a diferença entre a utilização dos camiões da volvo e da Tesla, e depois dizes que estamos a ser tendenciosos.

        • Vítor M. says:

          É mais ou menos como tu quando se fala em algo que não é da tua cor 😉 agora percebes porque muitas vezes falas sem saber? É assim.

          • Cortano says:

            O problema mesmo é que a malta só vê o que aparece nos grandes eventos e depois assume que as outras marcas andam a dormir.

            Info para ti:
            – A Mercedes vai começar a produzir electricos em 2021
            – A Volvo em 2019 vais começar a ter electricos para médio curso
            – A Scania em 2019 (médio curso) – e está a desenvolver co a Siemens um sistema de charge-on-the-move
            – A Renault em 2019 (médio curso)

            Isto são calendarizações oficiais das empresas.
            Como podes ver, enquanto tu e meio mundo so olha para a Tesla, os outros fazem e metem a rodar.

            Já vi aqui diversos artigos sobre a Tesla, mas nunca vi, p.ex., nenhum sobre o sistema AI usado pelos Volvo FH!
            Nem sobre os avanços e pesquisas da Siemens nas baterias e sistemas de carregamento!

            Eu vejo muitas cores, tu é que parece que só vês uma.

            A Tesla tem muita coisa boa, veio mexer o mercado, veio mostrar que já existem soluções viáveis para eAuto,,, mas ao contrário do que se pensa, as outras marcas não andam a dormir e nem acordaram para este assunto só porque a Tesla apareceu com um camião.

        • Paulo L says:

          talvez tu não tenhas percebido, os camiões da tesla tem utilização, os da volvo nem sequer entram em produção, logo não tem utilização em ambiente real, servem simplesmente como trial de tecnologia, fora isso são inúteis.

          Assim que primeiro le e intende a noticia, depois volta a comentar.

          • Cortano says:

            Tal como a Volvo refere, isto é um conceito a pensar num mercado específico e diz que não deverá ser este o modelo a ser produzido.
            O que importa aqui é o conceito, e este conceito tu não estás a entender a utilidade – já te dei vários exemplos em como este conceito é para um mercado específico e isto demonstra bem o quão bem a Volvo conhece o mercado.

            Sabes porque é que a Volvo não mete um Volvo FH electrico na estrada?! (FH é o topo dos Volvo Trucks e do mercado num todo).
            Porque para ter 700 kms de autonomia é inutil e depois há o problema do peso bruto.
            Mas não é só a Volvo, a Mercedes ou a Scania podiam fazer o mesmo.

          • Paulo L says:

            Voltamos ao mesmo, conceitos que não saem do papel (ou protótipos) são inúteis, uma tentativa desesperada de dizer que fizemos algo.
            Os pontos logísticos, portos e outros de dimensões consideráveis já tem soluções econômicas de movimento carga, até já os aeroportos (apenas alguns) tem pushbacks eléctricos.
            Logo a medida, até para o custo que vai ter, é tardia.

            Já agora, desde quando 700 km é inutil, se um camião não pode circular a mais de 90 ou 100km/h (não me recordo do código) e a legislação estipula que a duração máxima de condução contínua é de 4 h 30 m sem uma pausa de 45 minutos um máximos de 9 horas diárias, se na maioria dos países só usas um motorista os 700Km são suficientes.

            Quanto a Mercedes, eu sei que eles andam a trabalhar nos eléctricos mas também sei que andam a desmontar os Teslas e a não conseguir montar de volta (sobram peças) assim que vais-me perdoar mas tenho algumas reticências relativos aos técnicos da Mercedes.

  2. rub3n says:

    Não me parece é que seja muito bem conseguido do ponto de vista da aerodinâmica!
    Assim como está este concept, representa uma falha que terá impacto directo na autonomia do veiculo.
    Just saying!

    • hommer says:

      tens de ver que no que toca a aerodinâmica um pesado será sempre prejudicado pelo reboque, e não é por ai que vai ter um grande impacto na autonomia do mesmo…

      é uma situação recorrente, no mundo dos pesados uma parede em movimento…

      • rub3n says:

        Mas é mesmo por aí que vai ter impacto, se vires bem, todos os construtores de camiões sempre que podem colocam spoilers aerodinâmicos de forma a evitar a resistência, e as diferenças são significativas quando são efectuadas essas melhorias, quer seja pelas marcas ou pelos proprietários dos pesados.
        Pergunta a alguém que tenha um pesado e verás, como um simples spoiler tem um impacto brutal nos consumos e por consequência na autonomia.

      • Mateus says:

        Hommer, tal como o Ruben disse, nem que seja 5 ou 10% é muito. A questão é que eleva os custos e traz problemas de compatibilidade com outros trailer, então não estão para isso.

        Os construtores, em especial os europeus, estão todos feitos e queriam pouco trabalho e muito dinheiro: o plano era ainda “evoluir” mais uma década para os híbridos e só lá para 2030 começar a sério com elétricos. Se vires os alemães por exemplo, eles tinham os i3 e afins só para “testes” e uns híbridos muito maus para começar.

        A Tesla veio adiantar pelo menos 15 anos o que os europeus queriam fazer. A Tesla já existe há um bom tempo e mesmo agora a BMW e grupo VW que são dos mais poderosos, não têm rivais decentes para a Tesla.

        Obviamente que na Europa está a custar à Tesla em entrar, as marcas encarregam- se que os governos “atrasem” o suporte a postos de carregamento e outras subvenções.

    • Powerverde says:

      Pensei o mesmo quando vi a foto, mas o texto afirma que ele está pensado para distâncias curtas, tipo operar dentro da doca ou estaleiros, por isso a velocidade será baixa e portanto a aerodinâmica interessa pouco.

    • fc says:

      O protótipo Vera foi projetado para operar em portos, zonas industriais, dentro de pavilhões, centros logísticos e onde quer que seja necessário o transporte pesado de mercadorias.

      A questão aerodinâmica tem uma importância reduzida para estas situações em que a velocidade também será reduzida. Não serão camiões com o objectivo de andarem a rodar em estrada aberta a velocidades elevadas.

    • Cortano says:

      Se pensares que o uso para ele são portos ou centros logísticos, esse problema não se coloca

    • Carlos1 says:

      Bom dia , percebo o que queres dizer em termos de aerodinâmica , só que , este protótipo foi concebido para fazer distancias muito curtas em áreas portuárias etc , portanto não será um veiculo que ande nas estradas a fazer kms e kms , por isso não temos os defletores de vento característicos dos camiões de cabine .

  3. McGoms says:

    Em relação ao modelo da Tesla, este sim é um modelo do futuro.

  4. Pedro says:

    muito pouco aerodinamico

  5. Jorge Ribeiro says:

    Realmente a marca Volvo tem se mostrado bastante discreta enquanto as evoluções mas quando as apresenta é realmente um grande mind blow.
    Isto é sem duvida um grande projecto que com os estudos e projeções corretas pode vir reinar o mercado dos pesados autonomos.
    Ainda precisa de muito estudo mas se continuarem assim… Acredito que ultrapasse as grandes marcas que andam neste ramo, e com “tanta evolução” por parte, deles irá cano abaixo

  6. RM says:

    Os camionistas é que não vão gostar deste futuro!

  7. paulo rodrigues says:

    No design não existe nada de novo… aliás até está um pouco atrás do que se pretendeu, que era ter o “tractor” todo debaixo da galera… em meados dos anos 80:

    https://www.youtube.com/watch?v=h73yhEKIUVI

    • Vítor M. says:

      Realmente há uma grande inspiração, agora com claras tecnologias que serão usadas só daqui a alguns anos. Com esse exemplo vemos uma ideia do passado, de desenhada no presente para ser usada lá à frente no futuro.

    • Cortano says:

      Mas muitos filmes de Sci-fi sempre previram o futuro.
      Em muitos filmes dos anos 70 ou 80 já tinhas,p.ex., A inteligência artificial em grande plano. Touch screens, realidade aumenta, hologramas, mix reality, naves, lasers… E até smartphones.

  8. rub3n says:

    Um pouco off topic mas…
    Em tempos tive um volvo e depressa me livrei dele! Um dia fundiu-se uma lapada do pisca lateral no guarda lamas, qual não é o meu espanto quando percebi que não era possível simplesmente substituir a lâmpada, só comprando o conjunto completo por 30eur. A lâmpada estava selada dentro do farolim que era um bloco totalmente fechado. Depois com o tempo fui percebendo que não era caso único e que havia montes de situações semelhantes com outras peças em modelos da Volvo!
    Basicamente, podem até ser inovadores, mas na minha perspectiva têm uma atitude para com os clientes que eu não aprecio.
    A Tesla é a mesma coisa, queres arranjar o carro? Ok, tem de ser na marca e livra-te de pensares sequer em comprar uma peça para substituir o que quer que seja, porque eles não vendem!
    Partiu-se ou estragou-se uma peça que facilmente tu conseguirias substituir? Então esquece, tens de pagar o serviço de reparação/substituição na marca!
    Este tipo de atitude, tanto da volvo como da Tesla são o oposto da cultura do DIY que cada vez mais vai surgindo por todo o lado. A questão é que esta cultura não agrada aos fabricantes que por sua vez vão tentando arranjar mecanismos de dificultar este comportamento.
    Em relação ao tema, isto nem sequer é um camião, é mais um género de reboque autónomo de atrelados.

    • Paulo L says:

      seguindo o teu off-topic, e antes de continuares a ler, quero que entendas que esta é a minha opinião, não tens de concordar, serve apenas para veres o outro lado e talvez os benefícios.

      A filosofia de trocar blocos inteiros é para mim o caminho a seguir.
      Pensa desta forma, trocar o bloco provavelmente leva 10 minutos, é um serviço limpo e simples ao passo que trocar o componente, provavelmente levaria 30 ou 40 minutos, isso significa que o custo de reparação acabaria por ser superior ao preço do componente e talvez o total ficasse bastante mais caro que os 30eur

      Num exemplo ainda mais off topic, antigamente (40 anos atras) uma maquina de lavar a roupa custava uma quantidade estupida de dinheiro, era apenas acessível para alguns e durava um vida. (tenho uma na arrecadação que ainda funciona), como eram caras e duravam uma vida, o mercado acabaria por ficar saturado, para mais, estas maquinas deveriam ter uma classificação energética Z– e faziam ruído capaz de abafar as turbinas de um A380.
      Quando o conceito mudou e começaram a ser fabricadas para durar menos, reduziu os custos de produção, logo de venda (hoje quase toda a gente tem uma), aumentou a procura e o ciclo de consumo obrigou a evoluir e a reduzir os preços.
      Hoje uma maquina de lavar a roupa é acessível ate mesmo para quem tem o mínimo nacional (paga em 3 meses sem juros), tem qualificação A ou A+ e não fazem quase ruído nenhum o que te permite usar em tarifa bi-horaria.

      Claro que se tu quiseres fazer a modificação sem recorrer a um serviço técnico acaba por sair mais caro, mas hoje em dia a maioria das pessoas recorrem aos centro de assistência para evitar problemas

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