Toyota surpreende e aposta no elétrico com motor térmico para gerar energia
A Toyota está prestes a mudar o rumo da mobilidade elétrica com uma ideia pouco convencional: um carro elétrico que leva motor de combustão, mas não para mover as rodas. O objetivo? Eliminar a ansiedade da autonomia e dar um passo diferente no caminho para os 100% elétricos.
Parceria com Mazda e Subaru para uma nova abordagem elétrica
A Toyota quer finalmente apostar forte no carro elétrico, mas não da forma que todos pensavam. É possível apostar numa eletrificação sem hibridação e que seja de zero emissões? A verdade é que sim, e a Toyota quer ser uma das grandes construtoras automóveis a demonstrá-lo nos próximos anos.
Acabou de assinar um acordo com a Mazda e a Subaru para acrescentar mais uma vertente ao seu catálogo de propulsões. Na verdade, trata-se de uma dinâmica curiosa: apostar numa nova geração de motores térmicos para entrar no mercado dos carros elétricos.
Por muito contraproducente e inovador que pareça, o que a Toyota idealizou não é novo, por exemplo, a Mazda tem um sistema "similar" chamado R-EV. Contudo, a Toyota junta mais duas marcas nipónicas, a Subaru e a Mazda, para o desenvolvimento de uma nova base de motores térmicos extremamente eficientes.
O objetivo? Integrá-los nos carros elétricos da marca japonesa para recarregar a bateria em plena circulação.
Como funciona o sistema EREV e porque é diferente
A este conceito chama-se EREV e, embora não seja novidade (já se fala há vários anos nos Extended Range Electric Vehicle), a Toyota dispõe de um bom portefólio de sistemas térmicos eficientes, o que poderá ajudar esta nova categoria dentro da marca a ganhar popularidade.
Segundo a própria empresa, estes motores de nova geração serão mais pequenos, leves e terão como meta ultrapassar os 41% de eficiência térmica.
Sim, pelo menos esta geração de veículos que a marca pretende introduzir antes de entrar plenamente no setor dos 100% elétricos. Trata-se de um passo intermédio, pensado para mercados onde a rede de carregadores não é muito abrangente ou em zonas onde, atualmente, o carro elétrico não tem grande aceitação.
O funcionamento é simples: um EREV é sempre propulsionado por um motor elétrico alimentado por baterias. O motor de combustão só atua numa situação: quando é necessário recarregar a bateria. Nunca fornece tração, limitando-se a gerar energia para continuar a alimentar o sistema elétrico.

O EREV utiliza um motor de combustão apenas como gerador e, como tal, não há ligação entre o motor e o sistema de transmissão. Normalmente um motor a gasolina, o gerador tem como único objetivo carregar as baterias quando estas ficam fracas.
Vantagens desta tecnologia face à hibridação tradicional
A Toyota explicou que este sistema tem várias vantagens. A primeira e mais relevante: como o motor não fornece tração, é o próprio sistema do carro que gere o seu funcionamento, permitindo que trabalhe sempre no regime de rotações ideal e mais amigo do ambiente.
Ou seja, a Toyota pode desenvolver um motor especificamente para gerar energia, sem ter de se preocupar com a resposta em função da pressão no acelerador. E, embora ainda não existam números, o sistema promete rivalizar diretamente com a hibridação atual graças à gestão automática do motor térmico.
A segunda vantagem está na ocasionalidade. Este sistema EREV move o carro através de um motor elétrico alimentado por bateria, pelo que o motor térmico nem sempre está ativo. De facto, apenas entra em funcionamento se a bateria começar a descarregar e não houver um carregador por perto, garantindo assim a carga durante a marcha.
Ou seja, resolveria o problema que muitos utilizadores e carros elétricos enfrentam atualmente em viagens longas ocasionais.

A Toyota está convencida de que o motor de combustão interna ainda tem um futuro brilhante, apesar da ascensão dos veículos elétricos. Unidades de quatro cilindros menores e mais leves são apontadas como uma "solução revolucionária" pelo diretor de tecnologia da empresa, Hiroki Nakajima.
Primeiras aplicações na China antes de chegar ao Ocidente
Infelizmente, a Toyota não revelou dados concretos sobre autonomia, consumo de combustível ou eficiência, sendo necessário esperar. A marca japonesa confirmou, no entanto, que começará a implementar este sistema na China, onde pretende lançar versões EREV do SUV Highlander e do monovolume Sienna.
Por agora, no Ocidente, é esperar. A empresa não anunciou planos internacionais para os seus EREV, embora pareça tratar-se de uma aposta forte dentro do seu catálogo, que deverá chegar aos nossos mercados em algum momento.






















Havia o Opel Ampera, e atualmente a Nissan não tem algo assim também, o E-power?
Afinal qual é mesmo a novidade?
Tens razão, aliás, eu refiro isso mesmo no artigo. De facto o Opel Ampera (e o Chevrolet Volt) já usavam um sistema de autonomia estendida muito semelhante ao que hoje chamamos EREV.
E sim, a tecnologia Nissan e-Power também é parecida, mas com diferenças importantes:
– No e-Power, o motor de combustão funciona como gerador principal e está ativo na maioria do tempo, mesmo em percursos curtos, porque a bateria é pequena e não se carrega externamente.
– Num EREV clássico (como o Opel Ampera ou o Mazda R-EV), a bateria é carregável na tomada e permite percorrer dezenas de quilómetros só com energia elétrica, ativando o motor térmico apenas quando necessário.
A “novidade” no caso da Toyota não está no conceito básico, mas sim na aposta estratégica:
– Desenvolver motores de combustão otimizados exclusivamente para gerar energia (eficiência térmica superior a 41%).
– Integrar esta solução como passo intermédio global para mercados onde o carregamento 100% elétrico ainda não é viável.
Ou seja, tens razão, não é uma invenção nova, mas pode ser um renascimento do EREV com tecnologia mais eficiente e pensada para durar muitos anos como alternativa ao elétrico puro.
Exatamente isso…
Em 2011/12 tive oportunidade de experimentar um ampera numa apresentação de lançamento ou de novas soluções de mobilidade…
Não percebo como o carro e a solução não tiveram sucesso .
Até hoje tinha óptimos números de consumo e versatilidade .
Não teve sucesso porque era caro e não passava de um eléctrico com menos de 50 km de autonomia. E quando entrava o motor de combustão gastava mais que u carro normal a metade do preço.
O peso não perdoa.
Peso ? o carro pesa 1720 kilos, há por ai muitos diesel do mesmo tamanho a pesar mais.
O problema do consumo dele foi usarem um motor a gasolina pouco eficiente e velho.
Já agora, o ampera tinha entre 70 a 80 kms de autonmia.
Não há nada. Só se montarem uma marreca.
É o que não faltam…
Que diesel é esse?
A minha arteon sw pesa menos e tem mais 40cm…
Mercedes class-c gasóleo 1 790 kg
Existe uma arteon que pesa mais de 1800, mas lá está, tem mais potência e com dsg .
+1
Amigo do ambiente pouco amigo da saude.
cada vez mais campos electricos e magneticos a seu tempo o custo é pago sacrificando a saude.
Que problemas são esses ?
Não vai haver tempo para responder. Ele tem que ir a um sítio sem net. E vai ficar por lá.
Olha o JL. Vai dizer que os campos magnéticos não fazem mal. Podes sempre ir viver para o pé de uma linha de 400 kV e em dias de chuva ves o que é bom.
A si fazem mal ? Mostre lá que fazem mal ?
Então e anda com um telefone no bolso ?
Por acaso passa uma de 20 a 30 kv ao lado da minha casa.
Nos dias de chuva ? Então a chuva aumenta os campos magnéticos ?loooool
Tensões elétricas 400 kV de modo permanente podem trazer problemas para a saúde, mas num BEV as tensões mais altas são 800V. Os campos eletromagnéticos dos BEV são muito fracos para levar a problemas de saúde.
é desta que vamos ter um EV com autonomia de 2000 kms para ir almoçar a casa
Já tive um carro que fazia cerca de 1000km com um tanque. E ia almoçar a casa. E qual era o problema de ter agora um com 2000km e ir almoçar a casa? É pecado ir almoçar a casa ou ir à loja da tia Balbina comprar fruta num carro que faz 2000k?
Não tenho carro e, ainda assim, vou almoçar a casa.
Finalmente!
Os EREV já têm alguma expressão na China e a ganhar fatia de mercado aos elektros, bem como od PHEV.
A própria Audi ganhou um Dakar com um EREV há uns 2anos, gsstava 300lts aos 100.
A partir daí os chinos ficaram doidos e desataram a fabricar EREVs .
É mais uma opção a combustão q os alucinados da UE tencionam proibir a partir de 2035.
Não estão a ganhar fatia nenhuma, já que são electricos.
Mentira, gastava 40% menos que os seus concorrentes e o deposito de 340 litros dava para 800 kms.
Não, é mais uma opção eléctrica com extensor de autonomia que os alucinados chamam de combustão.
340 litros 800 kms, super económico, comparado com um comboio diesel
Comparando com os concorrentes que gastam 540 litros para os mesmos 800 KMS.
Não era melhor ler o texto todo ?
Não há nenhuma etapa de 800 kms.
Queria dizer 300 lts por etapa ~400 kms!
As regras obrigam a que os carros tenham autonomia para 800 KMS, obviamente se a etapa é mais curta pode usam todo o combustível
Pois pois.
Eles podem reabastecer no final das ligações. Saem para a especial de depósito cheio até ás goelas. E caso tudo isto falhe há combustível nos diversos check points
Não, não podem.
Isso é só para as motas.
Pelo texto fica-se com a ideia que a Toyota acabou de inventar os EREV (automóveis elétricos que usam um motor de combustão para gerar energia e estender a sua autonomia).
A lista de EREV já tem vários, como: Chevrolet Volt (2011), Cadillac ELR (2013), BMW i3 REx (2014), Changan (vários modelos lançados na China em 2023 e 2024). Para 2025-2028 há bastantes anunciados, como BMW X5 Range Extender, Nissan Rogue e-Power, Hyundai Santa Fe EREV ou Kia EREV Model. “Têm uma caraterística comum: são SUVs e pickups de grande porte em que a autonomia extendida é uma vantagem significativa”. A Toyota juntou-se à lista.
Ficaste limitado ao teu pensamento. Até porque no texto refere que não é uma inovação, refere também que existem marcas que já o fazem, e até explica o funcionamento que não tem nada de novo, na sua génese. E mais, explica a razão da Toyota apostar nele junta com dois parceiros que já têm experiência na área.
Os EREV há por cá andam há bastantes anos e os PHEV também. Olhando para os modelos e datas de lançamento dos EREV nota-se um número mais reduzido de marcas que os produzem (e uma descontinuidade nas marcas) e um número de modelos muito inferior ao dos PHEV.
E quantos PHEV e quantos EREV foram vendidos nos últimos 5 anos? Pois, não se encontra resposta – porque os EREV estão habitualmente incluídos nos numeros dos PHEV 🙂
O que se consegue saber é que, nos últimos 5 anos, foram vendidos 21 milhões de PHEV (incluindo EREV) e que os EREV representaram um nicho nos PHEV+EREV.
A menos que a Toyota tenha descoberto a pólvora, o que não é provável, está-se a falar de um modelo, no nicho dos EREV. Ou seja, não vai alterar nada de significativo que justifique a fanfarra sobre a mudança de rumo na mobilidade elétrica.
O design de carros está na ruas da amargura, isto já nem vai lá com novos filmes sci-fi tipo blade runner… querem-nos habituar a porcaria.
No fundo aquela piada de andar com um gerador a gasolina/ gasóleo atrelado atrás do veículo, com este tipo de solução deixa de ser uma “fantasia” e passa a ser realidade.
Esta é uma solução que certamente quem ficou apeado em 28 de Abril de 2025 durante a falta de energia eléctrica em Portugal e Espanha, teria apreciado bastante.
Parece mais um daqueles produtos que realmente vem resolver um problema que as pessoas têm, de uma forma simples e lógica.
A indústria do petróleo vai certamente apoiar… e neste caso até parece ser uma coisa boa, não para quem exige 0% de emissões, mas para quem quer um misto de baixas emissões/ conveniência e distância percorrida.
No fundo utilizam um motor de combustão para gerar energia eléctrica….. porque parecia mal de mais se adicionassem um verdadeiro gerador, que é o que este motor de combustão é, um puro gerador!
Decida-se, ou parece ou não.
A Toyota não quer fazer o mesmo que os outros estão a fazer, não quer largar o motor térmico, até porque tem excelentes motores e está ainda muito dependente deles. Como tal, enveredou por uma solução de transição mais interessante. Imagina que todos os dias fazes viagens de até 100 km. E tens como carregar o carro em casa. Então, não precisarás deste motor térmico, nem de gastar o combustível para o alimentar. Contudo, no verão, decides ir até ao Algarve e, a autonomia de 350 km, é pouca para fazer uma viagem sem ter de recarregar. Aí entra este “gerador” de energia. A ideia não é má, mas tudo o que importa para esse sistema existir, é tudo o que retira autonomia à bateria, isto é, o peso. Basicamente, no meu entender, a Toyota quer vender mais motores térmicos que é onde ganha muito dinheiro. Vamos ver no que dá…
E escreves tudo isso sem falar dos vários modelos de PHEV e outros híbridos da Toyota.
A questão é de saber quais são as vantagens e desvantagens do EREV anunciado em relação aos PHEV e outros híbridos da mesma Toyota.
A Toyota não teve em conta os PHEV nesta nova ação. E bem, já que querem evoluir o conceito. Então por que razão entraria nesta equação os PHEV?
Porque tem que se perceber as vantagens e desvantagens de um tipo de híbrido em relação ao outro. Se a Toyota já fabricava PHEV e outros híbridos, por que é que (só) agora se decidiu por um EREVEV?
Um PHEV é preferível a um EREV ou o contrário? Sempre, ou apenas em certas condições?
Não é assunto que tenha estado nas minhas preocupações. Mas, o que é facto é que depois de alguma análise cheguei a uma conclusão que, confirmei de vários lados – o consumo de combustível num EREV é menor (é mais eficiente) do que um PHEV. Motivo: num PHEV o motor de combustão move as rodas, enquanto num EREV apenas gera energia elétrica, o que lhe dá mais eficiência. Se o EREV consome menos e, não custa adivinhar, que tem menos manutenção (o PHEV tem dois motores “motrizes” e EREV apenas um), parece-me surpreendente que o EREV seja um nicho nos PHEV+EREV. Há qualquer coisa que me está a escapar. Eventualmente o preço superior dos EREV – “SUVs e pickups de grande porte”, com bateria maior. Se assim for, um EREV mais pequeno e menos caro podia vender bem no mercado PHEV+EREV.
Não tem haver uma coisa com a outra, se a ideia é ter emissões zero. É aí que a Toyota diz que quer chegar. Por isso não considera os PHEV que, como já foi visto, não são eficientes.
Desde 2012 que a Toyta fabrica PHEVs. Toyota Prius Plug-in Hybrid; Toyota RAV4 Plug-in Hybrid, Toyota Corolla Cross Plug-in Hybrid e Toyota C-HR Plug-in Hybrid.
E sim, os EREV consomem menos que os PHEV, mas também não é nada do outro mundo. Não é pelos EREV que chega às emissões zero. Com as emissões zero chega com os BEV e os elétricos a hidrogénio (FCEV), se não se contar com a emissão de poluentes para produzir hidrogénio não -verde.
A questão susbsiste – se os EREV são assim tão bons, por que é que a Toyta só agora vai fabricar um, quando anda há 13 anos a fabricar PHEV (e outros híbridos)?
A Toyota sempre seguiu uma estratégia muito própria, apostando primeiro na fiabilidade dos híbridos convencionais e dos PHEV antes de dar passos para formatos como o EREV. Estes últimos podem, de facto, ter consumos mais baixos no uso diário, mas o seu mercado é mais limitado e dependente de contextos específicos. A opção de avançar agora poderá estar ligada à evolução tecnológica das baterias, à procura crescente por maior autonomia elétrica e à necessidade de diversificar a oferta face à concorrência. Ainda assim, tal como já referi tb, só BEV e FCEV permitem verdadeiras “emissões zero” no uso, desde que a energia ou o hidrogénio sejam de origem renovável. Mas repara, a Toyota continua a falar no hidrogénio mesmo quando apresenta os seus mais recentes avanços nos motores térmicos.
A vantagem mais óbvia é que são mais simples.
Comparado com o sistema que a Toyota usa no prius nem adiciona o gerador, porque eles já o usam nos carros anteriores.
Para quem conhece a Ásia e muitos países Africanos, sabe que o parque automóvel é maioritariamente composto por Toyota, e ainda está lonje a adoção de VE mais pela falta de infraestrutura, por isso acho que a Toyota está a pensar de forma correcta, vamos ver a reacção do mercado.
Hoje estava estacionado no parque de estacionamento do meu trabalho um Toyata Mray II, e o carro está muito bonito por fora, se quiserem posso partilhar fotos dele.
Sem dúvida. Ainda há muito mercado onde os elétricos são uma miragem. Eventualmente daqui a uma década!
Claro, todos os elétricos têm sido grande flop.
Motor de combustão a salvar o mundo. Nada de novo.
Se fossem um grande flop você não estava preocupado.
Este é o mesmo conceito (se entendi bem) que é usado nas típicas locomotivas a diesel há várias décadas, mas agora com a adição de baterias. Sempre é um melhor conceito que os PHEV, que eu sempre achei serem um embuste por necessitarem de ligar à tomada para carregar a bateria em vez dela ser carregada autonomamente pelo motor a combustão.
Mas essa carga da bateria, tanto num como noutro custam litros de combustível.
Lol um gerador dentro do veioculo?
Por mim só compro a combustão ou 100% eléctrico não estou para ter 2 manutenções e 2x mais pontos de problemas.
Os carros híbridos é para quem tem carteira para gastar 2x mais com o veículo.
Pois, já tenho pensado nisso. Híbridos e similares em vez de nos livrarmos de um dos motores, agora temos 2 manutenções. A não ser se por ser híbrido as manutenções sejam menores. Não me faz sentido serem.
Mazda MX-30 e-Skyactiv R-EV, este é um dos carros da Mazda que utiliza o mesmo sistema
Parece que a Toyota começa a ganhar juízo! É hora de deixar o hidrogénio de lado. É interessante esta solução de transição, assim é possível colocar um motor a combustão mais pequeno e otimizado. Como um colega de comentário referiu, esta é uma tecnologia usada pelas locomotivas a diesel. Fico intrigado com o seguinte: No veículo da Toyota com esta solução, o motor a combustão em funcionamento, apenas fornece eletricidade ou para a propulsão elétrica, ou para as baterias, ou fará tudo ao mesmo tempo? Não percamos os próximos episódios. Isto também tem um grande potencial para camiões e embarcações também.
Ao fornecer energia quando o veiculo está ligado, fornece energia ao barramento DC do carro onde tudo estado ligado, bateria, A/C, motor(es), portanto tanto pode ajudar na propulsão como na carga da bateria, depende dos requisitos de potência a determinada altura.
Acima: ao contrário de um motor a combustão de um PHEV, que move as rodas e por isso tem um ritmo variável, menos eficiente.
Verdade, um phev acaba por ser menos eficiente.
Num EREV, enquanto há bateria (até um certo nível), o motor de combustão está parado.
Trabalha para carregar a bateria. O que lhe dá mais eficiência é que, como é para carregar a bateria, trabalha sempre a um ritmo certo, otimizado – ao contrário de um motor a combustão, que move as rodas e por isso tem um ritmo variável, menos eficiente.
Por isso, com tudo o resto igual (carga inicial da bateria e condições de condução) com 50€ de combustível num EREV, o ChatGPT diz que se anda-se à volta de 130 km a mais que um PHEV. Parece-me realista, porque sabendo-se que há aldrabice nos números apresentados pelas marcas, parece usar consumos médios reais: 6,5L/ 100km para o PHEV em modo híbrido, e 5 L/100km para o EREV. Independentemente dos números, todas as fontes que encontrei apontam no mesmo sentido – o EREV consome menos que um PHEV (a questão é que, conforme a fonte, a diferença é maior ou menor).
Exato, os motores a combustão nos erev trabalham em rotações de maior eficiência e sempre na mesma rotação.
Ótimo para as oficinas, o dobro das avarias. Tem as avarias de um veículo a combustão e um elétrico, 2 em 1. Já esfregam as mãos.
Olha que não. O que dizes poderá aplicar-se a um PHEV , com dois motores para mover as rodas (motrizes). Mas o funcionamento do motor de combustão de um EREV há de ter muito menos avarias e necessidade de manutenção. O EREV só tem um motor “motriz”, o elétrico. O de combustão interna é mais simples e só tem que trabalhar, muito certinho e optimizado, como gerador para carregar a bateria.
Exato. E mesmo assim com trabalho esporádico, visto que o utilizador pode carregar na mesma a bateria sem necessidade de gastar combustível a ativar este “gerador portátil”.
Isso do que é que se anda com o carregamento elétrico da bateria ou com o motor de combustão (seja para mover o carro, no PHEV, ou para carregar a bateria, no EREV) – é onde “a porca torce o rabo”, para quem não tem facilidade a carregar a bateria.
Já se sabe que os PHEV, em média, fogem muito da ficha elétrica de carregamento. Ou me engano muito ou os EREV ainda fogem mais.
Mais ainda para os países e mercados alvo apontados pela marca. Se não tens onde carregar, então o que vais gastar para carregar a bateria? 😉
Mais uma evolução num bom sentido, sensato. Algo intermédio.
No entanto gostaria de saber futuramente se as baterias serão de estado sólido (a Toyota já aposta nisso). Isso talvez me fizesse mudar de opinião em relação à aquisição de um veículo eletrizado.
Não ser híbrido e ser mais eficiente já é muito bom, trocar o cenfim é caro…
Mas se as baterias forem de lítio, não me convence.
Anda tudo a olhar para o lado quando o impacto ambiental é gigante.
Ao sair da fábrica as emissões de CO2 equivalente de um elétrico a lítio é quase o dobro de um térmico.
Mais o trocar de baterias e motor após 200mil km (aprox.) Façam as contas….
Não há nada mais ecológico do que manter um bom carro térmico, produzido já há muito tempo mas com o triplo da longevidade. É trocar peças, enquanto houverem, e só.
Não são necessárias mais 3 toneladas de CO2 para a atmosfera na utopia de aquisição de um elétrico “amigo do ambiente”. Mais as emitidas para a substituição de baterias e motor.
Mas o que interessa é o business, daí tanto lobby, inclusivé nos redatores do pplware.
Será só crença, ou haverá contrapartidas?
Este argumento já foi usado vezes sem conta na discussão entre ICE e EV…
Quando me mostrarem a totalidade das emissões CO2 no ciclo todo do produto então tomo partido. Fazem a comparação das emissões do ICE com as emissões da extração/produção baterias mas depois esquecem-se no resto… da pesquisa e exploração do petróleo e da transformação e transporte do diesel ou da gasolina até chegar ao carro ICE ou por outro lado do custo ambiental da gestão dos óleos ou das baterias dos EV.
Depois ao nível económico há também todo um novelo para desenrolar.
Já mostraram muitas vezes.
esburacar a terra e destruir ecossistemas para obter mais e mais lítio é algo que pelos vistos tb não incomoda ao greenwashers todos utópicos a conduzir o seu elétrico todo pindérico
impec! nao diria melhor
A pesquisa, exploração, transformação e transporte de combustíveis também é uma indústria muito “limpinha”.
Zero emissões é impossível em qualquer industria, carbon neutral é muito complicado e propenso a greenwashing.
O lítio não é nenhum combustível, ele não se consome.
Já agora, os a combustão gastam mais eletricidade que os eléctricos:
“Para encher o tanque de combustível de um carro com 1 litro de diesel ou gasolina (equivalente a aproximadamente 10 kWh ou 9 kWh, respectivamente), são necessários 3 ou 3,5 kWh adicionais de energia na rota do poço ao tanque. Essa energia fornecida inclui, entre outras coisas, gás, combustível e energia da rede necessária para o transporte marítimo e rodoviário, a operação de oleodutos, refinarias, postos de gasolina, etc.”
https://energeiaplus.com/2025/03/31/wieviel-strom-brauchts-fuer-die-bereitstellung-von-benzin-und-diesel/?fbclid=IwQ0xDSwMLqYpjbGNrAwupbGV4dG4DYWVtAjExAAEeOuv5-Y8h3ZMwOH6wGzJdhGdUF2Mjq87NdURA3xgZ3tpAIu3Iv0gMMGeRBgY_aem_oGsTChAhOQUyLezUPLrI1w
Esta solução tem inovação mesmo comparada com soluções do tipo Ampera. Neste caso, apesar de o motor ser eléctrico o motor do ampera respondia a solicitações de binário aumentando ou diminuindo o seu regime de funcionamento. No caso da Toyota pararce-me que o motor térmico funciona sempre num regime óptimo carregando a bateria. Do meu ponto de vista isto faz sentido porque a eficiência de um motor térmico depende e muito do regime de funcionamento. Trabalhando a regime constante é possível ter um consumo muito optimizado. Na minha humilde opinião é a forma mais eficiente para ter uma extensão de autonomia. O BMW i8 não tinha uma opção parecida?
Eu gosto mesmo é dos carros a diesel