Portugal: quase 132 000 acidentes e cerca de 390 mortos nas estradas
Em Portugal foram registados, até 27 de novembro de 2025, 131.803 acidentes rodoviários, segundo dados provisórios da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).
Acidentes: Menos 10,8% de óbitos face a 2024
Desses acidentes resultaram 388 mortos, o que representa uma descida de 10,8% no número de óbitos face ao mesmo período de 2024. Ao mesmo tempo, foram registados 2.538 feridos graves, mais 33 do que em 2024, embora os feridos ligeiros tenham diminuído (40.069, menos 730).
Apesar da redução de mortes, o número total de acidentes subiu: foram mais 7.123 sinistros do que em igual período do ano anterior, o que corresponde a um aumento de 5,5%.
No que diz respeito à geografia do desastre, o distrito de Lisboa lidera o número de acidentes, com 22.568 ocorrências, seguido pelo Porto (21.752) e Aveiro (10.081).
Lisboa e Porto são também os distritos com mais mortos, com 44 e 41 vítimas mortais, respetivamente, seguidos de Setúbal (32 mortos).






















A maioria dos acidentes resolvia se com a tirada de carta a quem não tem nacionalidade portuguesa!
Que comentário indecente. Em Portugal conduz-se muito mal desde que me conheço por gente, bem antes da recente vaga de imigração. O pior do nosso povo revela-se na estrada.
Rui, não só tirar a carta como tirar o carro tb.
Sem carta pode conduzir,.sem carro é que já não.
Não faz muito sentido, até porque têm vindo a abaixar nas ultimas decadas:
https://www.pordata.pt/pt/estatisticas/ambiente/cidades-e-comunidades-sustentaveis/vitimas-mortais-em-acidentes-de-viacao
Esse comentário é pra rir né? Que tamanha ignorância…
Era de tirar a carta a metade dos artistas que andam na estrada. A malta dos 18 aos 30 acha que, só porque passou num examezinho e tem uma carta na mão, virou piloto profissional. Depois vêem-se nos noticiários: mais um acidente, mais um morto, sempre as mesmas manobras estúpidas, sempre a mesma arrogância.
Há quem nem saiba o que é cumprir o código. Se o carro marca 200, vão dar 200, mesmo dentro de uma aldeia. Ultrapassam onde não devem, fazem manobras idiotas só para mostrar que têm “mãozinhas”, e depois a culpa é sempre dos velhos, claro. Nunca é deles, nunca é da irresponsabilidade, nunca é da mania de quererem provar qualquer coisa a alguém.
Educação e civismo ao volante? Zero. Mas para se queixarem dos seguros, já são os primeiros da fila. E vão continuar a aumentar, porque enquanto houver gente que trata a estrada como se fosse um autódromo, isto nunca mais muda.
E o mais ridículo é que não são só os miúdos. A faixa dos 25 aos 49 anos é a que mais morre na estrada. Ou seja, há muito adulto que devia ter juízo e anda a conduzir pior do que muitos recém-encartados. A sinistralidade em Portugal é transversal, mas continua a ser alimentada pelos mesmos heróis do costume: gente que confunde um volante com um brinquedo e as regras com sugestões.
Concordo em grande parte com a opinião do Mário, que aborda de forma equilibrada os diversos fatores que contribuem para a sinistralidade nas estradas portuguesas. De facto, não são apenas os jovens condutores que podem provocar acidentes. Também os condutores idosos, por vezes, apresentam comportamentos que aumentam o risco, como circular a velocidades muito inferiores ao limite permitido — por exemplo, a 10 km/h numa estrada com limite de 50 km/h — o que pode causar congestionamentos e levar a ultrapassagens perigosas. Além disso, atitudes como parar em locais inadequados, como no meio de uma curva para conversar com um amigo, ou circular na faixa contrária numa curva, são exemplos de condutas que testemunhei frequentemente na minha região e que contribuem para situações de perigo.
haha sim porque os portugueses sao um exemplo da conducao segura
Todos nós cometemos erros, seja como condutores seja como peões.
Quantas vezes já evitei acidentes por erros dos outros – e tenho que agradecer os acidentes que outros evitaram por erros meus (creio que foram bastante menos, mas existiram). Evitar acidentes é o normal.
Mas agora, isto está mau, andam a causá-los voluntariamente, indiferentes às consequências. Há demasiados vingadores/justiceiros da estrada que querem impor/ensinar “o código” aos outros condutores – e peões.
Há dias vi uma coisa inacreditável – um SUV, com um condutor dos seus 50 anos, com a mulher ao lado, a acelerar, aí uns 30 metros, para cima duma mulher a atravessar na passadeira! Travou, mas ainda lhe tocou, ia atirando a mulher ao chão. Não se tinha apercebido que estava uma passadeira – quando lhe disseram e olhou para o chão ficou branco. Ou seja, queria dar uma lição: “Vou pregar um susto a esta para a ensinar a atravessar na passadeira!”
Então situações em que o outro condutor está parado, numa situação às vezes perigosa, em que era preciso abrandar e ceder-lhe a prioridade – como mandam as regras da civilidade e da segurança rodoviária – nada: “Tenho prioridade, não facilito a vida a ninguém!”. Depois dá desastre, por causa das precipitações.
Não sei precisar, mas a condução imprudente e arruaceira aumentou desde o Covid.
Continuamos com muita sinistralidade rodoviária. É preciso mais policiamento camuflado, talvez implementar câmaras de vigilância para detetar manobras perigosas e o uso de telemóveis, multas escalonadas aos rendimentos do condutor.
“valor das multas conforme os rendimentos do condutor”
Ora aí está uma coisa que alguns países fazem: “A Alemanha, a Finlândia e a Suíça têm sistemas de multas onde a penalização é baseada no rendimento do condutor e na gravidade da infração, resultando em valores muito elevados para os que têm rendimentos mais altos”.
“Um empresário finlandês pagou 121.000 euros de multa por excesso de velocidade – conduzia 30 km/h acima do limite. Esta é, segundo o The Guardian, uma das multas por excesso de velocidade mais altas do mundo.” Foi apanhado a 82 kmh, onde o limite era de 50 kmh.
Dentro de certos limites e circunstâncias, não considero o excesso de velocidade das infrações mais perigosas. Mas, de facto, para quem “está cheio dele”, o preço das multas em Portugal até está muito em conta.
A proposta de multas escalonadas aos rendimentos, embora teoricamente justa, enfrenta sérias limitações na realidade portuguesa. O problema central reside na falta de transparência dos rendimentos declarados por muitos trabalhadores do setor privado. É prática comum declarar apenas o salário mínimo à Segurança Social e às Finanças, recebendo o restante “por fora”. Nestes casos, o sistema de multas proporcionais ao rendimento seria ineficaz, pois a base de cálculo não refletiria a verdadeira capacidade económica do infrator.
Os funcionários públicos, cujos rendimentos são integralmente declarados, seriam penalizados de forma plena, enquanto outros, que ocultam rendimentos, continuariam a beneficiar de apoios sociais destinados a famílias de baixos rendimentos (como o abono de família do 1.º escalão), ao mesmo tempo que ostentam veículos de luxo registados em nome de empresas ou terceiros. Isto cria uma evidente injustiça social e mina a credibilidade do sistema.
Nos países onde este modelo funciona — como Finlândia, Alemanha ou Suíça — existe um rigor fiscal muito maior e um cruzamento eficaz de dados patrimoniais e financeiros, o que torna a fraude praticamente impossível. Em Portugal, sem esse reforço da fiscalização e da capacidade de detetar rendimentos ocultos, a aplicação de multas escalonadas acabaria por punir apenas os cidadãos que já cumprem.
Talvez fosse mais eficaz considerar alternativas complementares, como multas proporcionais ao valor do veículo, sanções patrimoniais, ou mesmo o confisco temporário do automóvel em casos graves. Paralelamente, o aumento da fiscalização eletrónica e camuflada, como sugerido, poderia contribuir para reduzir a sinistralidade rodoviária e tornar o sistema mais dissuasor.
Isto resolve-se tão facilmente, mas tão facilmente.
Meter câmaras por todo lado, nas rotundas, nas vias rápidas, autoestradas, no bairro, etc.
Fez a rotunda por fora e não saiu na primeira saída?
Parabéns, vai receber uma multinha de mil euros, enviada pela AT. Paga ou é tudo penhorado.
Numa via de 50 vai a 100? 3000 euros de multa, cortesia da AT.
Ultrapassagens perigosas? 5000 euros de multa e viatura apreendida.
Provocou mortes devido a manobra perigosa ou não parou na passadeira porque ia em excesso de velocidade e limpou quem lá ia a passar? 50 mil euros de multa e sem carta para sempre e prisão com ele.
É apanhado a conduzir na estrada novamente? 10 anos prisão imediata. pena automática, sem hipótese do juíz vir com a treta do é um jovem e a porcaria do costume.
Os primeiros 100 que pagarem mais multas num mês recebem um trem de cozinha e vales de desconto na Galp.
Aquele que pagar mais multas num ano será condecorado pela Papagaio com a mais alta distinção dada a um civil, por ajudar os cofres públicos, além de 10 trens de cozinha e mais uma série de vales de desconto.
Resumindo, e é isto que países decentes fazem aos bárbaros estrangeiros que para lá vão conspurcar aquilo, ou cumpre as regras ou fica falido e tudo penhorado e vai viver debaixo da ponte.
Infelizmente só lá vai assim.
Não vale a pena o apelo cívico e blas blas do género.
Multas enormes e penas de prisão grandes e efectivas.
Não há solução. A cultura em Portugal é de desresponsabilização, muito por culpa da impunidade que graça no Estado.