O Soyuz 5 da Rússia ganhará vida em breve. Mas haverá alguém que queira voar nele?
Após a invasão da Ucrânia, o mercado ocidental fechou praticamente as portas aos lançamentos russos. Agora, quase uma década depois do início do projeto, o foguetão Soyuz 5 prepara-se para o seu voo inaugural a partir de Baikonur. Contudo, com a Rússia afastada do cenário espacial internacional e com alternativas mais baratas vindas dos EUA, permanece a dúvida sobre quem estará disposto a usar este novo veículo.
A corporação espacial russa, Roscosmos, divulgou imagens do processamento final do foguetão Soyuz 5 no Progress Rocket and Space Center, em Samara, Rússia, no início deste mês, antes de o propulsor ser enviado para o local de lançamento no Cazaquistão. Chegou lá a 12 de novembro.
Embora o Soyuz 5 seja um novo veículo, não representa um grande salto tecnológico. É, em muitos aspetos, uma resposta convencional aos propulsores comerciais desenvolvidos no Ocidente, bem como à prolongada guerra do país contra a Ucrânia. Resta saber se esta estratégia será bem-sucedida.
Uma década em construção
O desenvolvimento do Soyuz 5 remonta a quase uma década, com os trabalhos preliminares de design concluídos em 2017. A Rússia procurava substituir o envelhecido e cada vez menos fiável propulsor Proton por um foguetão capaz de colocar quase 20 toneladas em órbita baixa.
Esperava-se também que um novo foguetão fosse mais competitivo em preço no mercado de satélites geoestacionários, face à ascensão do Falcon 9 da SpaceX.
O Soyuz 5 foi concebido como uma versão mais eficiente do foguetão Zenit-2, que voou até à década de 2010. Este foguetão era um artefacto da era soviética e tinha sido projetado pelo Yuzhnoye Design Bureau em Dnipro, na Ucrânia. Os seus primeiros e segundos estágios eram fabricados lá.
Assim, o objetivo da Rússia não era apenas ser mais competitiva face aos foguetões ocidentais, mas também, à medida que as tensões aumentavam com a Ucrânia, ter um novo veículo de média capacidade construído dentro das suas fronteiras.

Imagem onde, aparentemente, se percebe que o foguete utilizará hot-staging para aumentar o desempenho.
Promessas de ser melhor que o veículo da SpaceX
O foguetão Soyuz 5, também chamado Irtysh devido a um rio que atravessa a Rússia e o Cazaquistão, responde a esse propósito.
O seu primeiro estágio é propulsionado por um único motor RD-171MV, que ao nível do mar tem três vezes o impulso de um único motor Raptor 3, e faz parte da família de motores mais potentes do mundo a usar combustível líquido. O RD-171MV utiliza apenas componentes russos.
As autoridades russas planeiam também usar o foguetão Soyuz 5 como estágio de propulsão de um foguetão superpesado, conhecido como Yenisei, que seria utilizado num programa lunar tripulado.
No entanto, o foguetão Yenisei parece ser uma daquelas iniciativas espaciais russas eternamente atoladas numa fase nebulosa de desenvolvimento, frequentemente descrita como prioridade nacional, mas raramente avançando.
Que mercado existe?
O foguetão Soyuz 5 é agora muito real e deverá ser lançado dentro do próximo mês. A questão é, que mercado irá servir?
A Rússia tem atualmente o Soyuz 2, que possui cerca de metade da capacidade de carga, para missões tripuladas e de carga para a Estação Espacial Internacional, bem como para o lançamento de pequenas naves espaciais. Existe também a linha de foguetões Angara, que entrou em operação na última década.
O Soyuz 5 posiciona-se entre o Soyuz 2 e o Angara A5 em termos de desempenho. Então, que procura existe para um foguetão com 18 toneladas de capacidade para órbita baixa? Uma preocupação é que o número de satélites geoestacionários lançados anualmente, outrora o sustento do Proton, caiu de forma acentuada.
Outra preocupação é a invasão da Ucrânia pela Rússia, que retirou os foguetões russos das opções de muitos operadores de satélites ocidentais. Ao mesmo tempo, a concorrência internacional no mercado de média capacidade intensificou-se.
A China tem um número crescente de opções governamentais e comerciais, e a Índia também está a expandir as suas ofertas de lançamento. E para qualquer empresa ou país preocupado sobretudo com preço, a Rússia quase certamente não conseguirá competir com o propulsor reutilizável Falcon 9, oferecido pela SpaceX.
























Mas essa base de Baikonur não foi aquela que ficou gravemente danificada esta semana e deste modo impossibilitadade fazer lançamentos.
…Mais arroz.
Os Zeniths usavam muita tecnologia Russa.
O foguetão zenith não tem nada a ver com Angara,ou Soyuz.
Os Russos só tinham foguetões leves, ou pesados.
Ora se precisares de entregar cargas no meio, eras obrigado a usar os pesados, ou seja saia caro.
Ou então tinhas que acumular muita carga para justificar o lançamento de um grande.
Desta forma, e tendo em contra que a Ucrânia não melhorava o Zenith, e tendo em conta toda a p*rcaria que se passa lá desde 2014, a Russia tomou a decisão de lançar um foguetão de classe média.
Dessa forma passa a ter uma opção quando é necessário lançar carga entre o leve e o pesado.
A Russia pode criar os melhores foguetões de mundo, no momento tem os mais fiaveis, mas pode ter também os mais eficientes, se é que já não os tem.
A Russia vai precisar de muitos lançamentos, devido á rede de internet rápida que estão a criar.
Eles estão a fazer muitos lançamentos ao ano.
No hemisfério Norte teem a melhor rede de GPS do mundo.
É muito preciso.Mas depois no Hemisfério Sul torna-se mais impreciso do que o GPS Americano.
E teem uma porrada de constelações que é necessário manter,etc.
Sim, hoje em dia, quem escolhe a Roscosmos será quem quer a garantia de fiabilidade, ou Países que não teem grandes opções.
A India está a desenvolver o sistema deles, a china igual, nos Países da EU, é uma incógnita, porque sem porradas de energia maluca, e recursos minerais, não é possivel contruir esses gigantes.
A França tem uma Soyuz, mas agora vai ficar encostada na Guina Francesa.
Talvez os Franceses voltem a contruir os Ariane, mas onde estão os recursos minerais??
A França financeiramente está pior que os Britânicos.
Agora depois desta palhaçada toda, e depois da Russia andar a lançar os OneWeb britânicos que agora são usados para matar Russos…não sei não.
Se a Russia aceitar fazer lançamentos para Países da EU, depois desta c*gada toda, ai a Russia ficará muito mal na fotografia.
A Decência é a ultima coisa a perder.
Talvez a Ucrânia reactive os Zenith, com a ajuda dos Russos, e passe a fazer lançamentos para Países da EU.
Mas depois desta maluqueira toda, os Russos seriam muito burros(E são) em continuar parcerias com a Ucrânia.
Desde o fim da União Sóviética, que a Russia injectava porradas de dinheiro na Ucrânia, e ele desaparecia todo.
Muito provavelmente é o País mais corrupto do mundo.
A Rússia injetava dinheiro que desaparecia quando lá tinha governos fantoches de aligos do Put In, entretantos os Ucranianos abriram a pestana e correrm com os fantoches
“A França tem uma Soyuz, mas agora vai ficar encostada na Guina Francesa.
Talvez os Franceses voltem a contruir os Ariane, mas onde estão os recursos minerais??”
Não estás bem…
O programa espacial Russo, dependia, a 99,999% das vendas internacionais. A nível interno, recebia 4 milhões, de dólares. Por cada lugar, para irem até à ISS, recebem 92 milhões, de dólares. Por cada missão, de carga, recebem 451 milhões, de dólares.
Em 2022, fizeram 6 lançamentos, 4 para a ISS (2 carga e 2 com tripulação, mais 1, que falhou). Em 2023 fizeram 5 lançamentos, 4 para a ISS (2 carga e 2 com tripulação). Em 2024 fizeram 5 lançamentos, 5 para a ISS (3 de carga e 2 com tripulação). Em 2025 fizeram 5 lançamentos, 4 para a ISS (o 5 foi um satélite espião, para substituir outro, que falhou).
O Angara, que é equivalente, ao New Glenn, teve 3 lançamentos falhados e 1 que atingiu, a órbita.
Este estava previsto, substituir, o Proton (o primeiro estágio do Soyuz/Progress) em 2020. Foi sendo adiado, esperam que faça, o primeiro voo, até Maio, de 2026.
Depois, as reparações, em Baiknour, para voltarem a lançar humanos (aquela plataforma é a única, com capacidade para abortar, em caso de acidente, depois da descolagem), vão demorar 2 a 3 anos (se aparecer financiamento, para reparar a plataforma.
A Rússia planeava uma constelação de satélites GPS, que 25 anos depois, ainda não está concluída. Os próprios satélites espiões, não possuem mapas actualizados. 94%, dos mísseis, e drones, disparados contra a Ucrânia, espetaram-se em prédios, que não existiam, em 1978. Suspeitam que, a Rússia usava mapas, de 1978, para o software, dos mísseis e drones. Os, mais recentes, usam o google maps, para definir alvos, mera curiosidade.
Com a taxa de natalidade, igual a 1898, devemos dizer, que a Rússia tem muito futuro.
E a MIR-2, que era para estar operacional, em 2030, com 63 segmentos, 6 há cópias, na estação espacial chinesa, que os russos, só há modelos e desenhos.
Manuel, a sua conversa é exagero puro.
Que se conheça, a Russia fez:
14 lançamentos em 2022
19 lançamentos em 2023
17 lançamentos em 2024
Era suposto fazer mais, e secalhar até fez, mas estes são conhecidos.
Depois alguns projectos de parcerias com a ESA, estão parados, e muito provavelmente a ESA perdeu a Roscosmos, por pelo menos uma década.
Alguns destes projectos, irão continuar, mas apenas com a Russia, e algum País eventualmente que queira fazer parte.
Os outros pois ficam congelados.
A Russia vai na 3a Geração de GPS, e é um projecto que nunca está concluído, porque cada satélite tem uma vida util limitada.
É preciso ter sempre satélites no espaço, em standby, á espera de substituir um que termine a sua missão.
Mas a Russia renovou uma pequena parte da constelação, e suporta a tecnologia A-GLONASS, semelhante ao A-GPS.
Os Aviões Russos, devido ao terrorismo, só estão a usar Glonass.
Você aponta o dedo ao Russos(que vão na 3º geração de GPS),e eu pergunto e onde está o Galileu???
Já pensou nisso?
Baikonur, não é o unico Cosmodromo, a Russia tem 7.
O segundo maior é o de Vostochny.
O terceiro maior é o de Plesetsk.