Já reparou que as matrículas espanholas não têm vogais? Conheçam as razões…
As matrículas espanholas modernas (formato introduzido em setembro de 2000) não têm vogais. Parece algo estranho, comparando, por exemplo, com o que acontece em Portugal, mas há uma explicação.
Razões para matrículas espanholas não terem vogais
As matrículas obrigatórias nos carros espanhóis não têm vogais. Há algumas razões para tal sistema das quais se destacam:
- Evitar palavras ofensivas ou embaraçosas
- Se houvesse vogais, seria muito mais fácil formar palavras completas, incluindo palavrões ou termos de significado político/religioso, algo que o governo quis prevenir.
- Reduzir confusões na leitura
- Certas vogais (especialmente “O” e “I”) podiam ser confundidas com números (“0” e “1”) quando vistas de longe ou em má iluminação.
- Maior disponibilidade de combinações
- O formato atual é: quatro números + três consoantes (ex.: 1234 BCD). Ao excluir as vogais (A, E, I, O, U) e também letras como Ñ e Q (para evitar confusão com N e O), o sistema mantém mais combinações viáveis e prolonga a vida útil da sequência.
Curiosidade: no sistema antigo espanhol (que tinha letras e números com código de província), as vogais eram usadas, mas o problema das palavras inconvenientes já era conhecido, e no novo modelo optaram logo por removê-las.
Antes de 2000, as matrículas espanholas seguiam o formato [Código da província] + até 4 números + até 2 letras (ex.: B-1234-AB para Barcelona).

























Por acaso nao tinha reparado nessa singularidade mas até faz sentido.
Para quando uma matricula europeu nos veiculos automoveis? A comissao europeia ainda nao se lembrou disso?
Só no dia em que em todos os países da UE os carros pagarem o mesmo imposto de matrícula. E como Portugal é o mais parasita de todos, isso só vai acontecer no dia a seguir ao de são nunca à tarde.
Retirar vogais (ou seja, reduzindo número de possibilidades) não traz “maior disponibilidade de combinações”! Por acaso, até reduz o número de combinações, dado haver menos letras que possam potencialmente ser utilizadas.
As restantes razões podem fazer sentido, mas esta importa corrigir, pois está factualmente incorreta.
+1 Ia comentar precisamente isso!
a matemática não é o forte do pessoal …
Não é isso. O formato em Espanha é de quatro números e três letras. Com três leras já se formam várias palavras ofensivas ou embaraçosas. Embora, nunca tenha visto nenhum CU a circular nas nossas matriculas, nem XI-00-XI … devem eliminar alguns pares.
Já era algo conhecido do século passado quando as matrículas chegaram ao “CU” e havia quem não quisesse adquirir carro com essas letras pois diziam que tinha cú atrás e à frente https://www.facebook.com/groups/carspotting.portugal/posts/8752512484876675/
Para esta nova geração tens aqui https://www.standdomingues.com/stock/carros/citroen-c3-14-hdi-exclusive
Embora haja outras palavras que se possam formar: https://www.reddit.com/r/portugal/comments/hwfpy4/desvantagens_das_novas_matr%C3%ADculas/
Esta justificação não difere muito da usada em Portugal para as novas matrículas, compostas por dois pares de letras separados por um par de algarismos.
Diz o Razão Automóvel que, em Portugal:
“O uso simultâneo de vogais no fim do primeiro e do segundo conjunto de letras não é permitido, exceção feita quando um dos grupos repete uma vogal, evitando certas combinações mais embaraçosas como RA-00-BO ou CO-00-CO, e até outras mais «inocentes» como PA-00-TO ou BO-00-LA.” 🙂
Não ter visto nenhum, não significa que não exista.
Além do exemplo dado do Citroen, um Tesla Y de um colega do trabalho termina em “CU” (B…CU), entre outros que por ai passeam
Deixaram ver o CU, mas com a recente alteração ja não vais ver o RA-00-BO 🙂
E outro carro de outro colega, também é B.00.B.
Eu que sou já de outra época lembro-me de o meu tio ter um cu-xx-xx
Isso é que é estranho. Mas do que se sabe da regra já não é possível andar ninguém CU 00 CU à mostra.
Estava a pensar nisso…
Pela explicação sobre esta maior disponibilidade, não é em “mais combinações”, é em combinações mais controladas: evita-se formação de palavras (potencialmente ofensivas) e confusões visuais (Q/O, Ñ/N), com um espaço de 80 milhões que, na prática, chega para muitas décadas de emissões.
Precisamente, como raio alguém escreveu aquilo…
Está maior disponibilidade que falam, não é em “mais combinações”, é em combinações mais controladas: evita-se formação de palavras (potencialmente ofensivas) e confusões visuais (Q/O, Ñ/N), com um espaço de 80 milhões que, na prática, chega para muitas décadas de emissões.
A análise do artigo relativa ao aumento de possibilidades por excluir vogais está incorreta. Excluir letras do alfabeto resulta sempre numa diminuição do número de combinações disponíveis para matrículas automóveis, nunca num aumento.
Quando referem maior disponibilidade não é em “mais combinações”, é em combinações mais controladas: evita-se formação de palavras (potencialmente ofensivas) e confusões visuais (Q/O, Ñ/N), com um espaço de 80 milhões que, na prática, chega para muitas décadas de emissões.
Explicação top. Faz todo o sentido agora
O que, em 2020, aumentou as possibilidades foi a alteração do formato:
– Antes: B-1234-AB, neste caso B de Barcelona. ou seja, a primeira letra correspondia à identificação da província, o que permitia poucas letras na 1ª posição. Isso caiu e passou a haver uma identificação nacional geral
– Agora: 1234-MZM, o que aumenta o número de possibilidades, apesar de não ter as vogais e algumas consantes
Afinal, no início, tanto podia ser uma letra (B – Barcelona) como duas (BA-Badajoz). A falta de matrículas estava-se a colocar era para nas comunidades autónomas mais populosas, como Madrid e Barcelona. No total são 17autónomas são 17.
Com 27 letras no alfabeto, o último par de letras da matrícula, antes de 2000, só permitia 351 combinações.
A partir de 2000, tirando as vogais e duas consoantes, fica-se com 20 letras, que combinadas 3 a 3 dá 1.140 combinações.
Diminui o total de possibilidades a nível nacional (17 comunidades autónomas x 351 = 5.967), mas aumenta as possibilidades reais, ou seja, considerando as comunidades mais populosas, onde o problema se colocava.
Desculpem, não são combinações, são arranjos completos (ou com repetição) – em que importa a ordem (ao contrário das combinações) e os elementos se repetem (ao contrário dos arranjos simples).
A(n, k) ou Aⁿₖ, = n^k
Todos sabem que com os 10 algarismos se podem formar 1.000 números de 3 algarismos, ou seja, 10^3 = 100
Então, corrigindo acima:
– Com 27 letras no alfabeto, o último par de letras da matrícula, antes de 2000, permitia 729 (= 27^2) arranjos completos
– A partir de 2000, tirando as vogais e duas consoantes, fica-se com 20 letras, que de 3 em 3 dá 8.000 ( =20^3)
Como com 10 algarismos se podem formar 10.000 números de 4 algarismos (=10^4), e as três letras dá 8.000, então o número de matrículas total é: 10.000 x 8.000 = 80.000.000
Mas não mudaram o nome do Hyundai
Cá chama-se Kauai
Espanha Kona
Se fosse Coño, Concha, Cuca (e outras) é que seria de admirar. Essa não lhes diz nada 🙂
Kona ou Kauai, é tudo no Hawai.
De Espanha nem bom vento nem bom casamento nem bom sistema.
S.f.f., repesquem o meu comentário, que mostra a diferença entre o sistema espanhol e o português atual 🙂
Bem, então: a ver se passa no filtro:
O sistema português manteve as vogais mas tem filtros que impedem palavras como PI 00 L A e PU 00 TA
Como eliminaram as vogais, os espanhóis resolveram o problema. No resto os dois sistemas são iguais – incrementais.
Foi um português que comeu as vogais.
Quem? Só se for o PU 00 TO porque a PU 00 TA não pode ser.
As vogais em Portugal ficaram, mas quando dá CA 00 CA ou CO 00 CO, para não dar m**da, passa á frente.