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Combustíveis: preço do gasóleo e gasolina para a próxima semana

                                    
                                

Autor: Pedro Pinto


  1. Max says:

    Vendo o que aconteceu aos preços em Espanha (que tem ajustamento diário dos preços) e comparando com o que se diz que vai ser o ajustamento semanal (à 2ª Fª, com base na evolução na semana anterior) em Portugal:
    Preços médios em Espanha:
    – Gasolina: 1,543 €/L (dia 11, 2ª Fª), 1,551 €/L (dia 15, hoje), subiu 0,8 cêntimos/L
    – Gasóleo: 1,1,697 €/L (dia 11, 2ª Fª), 1,689 €/L (dia 15, hoje), desceu 0,8 cêntimos/L
    Isto dos preços médios depende da informação prestada pelos postos de venda de combustível sobre o preço que praticam e nem todos prestam informação atualizada, enquanto os valores das previsões anunciadas para Portugal são estimativas baseadas em fórmulas. As variações (subida da gasolina e descida no gasóleo) vão no mesmo sentido. Ainda assim, a subida de 4 cêntimos na gasolina, em Portugal, parece excessiva.
    O gasóleo ter vindo a descer nas últimas semanas comparativamente à gasolina, indica que as refinarias priorizaram a sua refinação.

    • Yamahia says:

      “…subida de 4 cêntimos na gasolina, em Portugal, parece excessiva. …”
      Se reparares, na semana em que a gasolina baixou 2 cêntimos, os lorpas trataram logo de aumentar o imposto. Agora que a gasolina sobe e, consequentemente, a receita fiscal aumenta, vão ficar quietos que nem ratos encurralados.
      É giro observar o sobe e desce dos combustíveis apenas para apreciar a diferença de critério destes governantes. Sempre a carregar em prol dos elektros.

      • Realista says:

        Já antes de teres esta quantidade de carros elétricos na estrada isto já acontecia porque estavam sempre a carregar no gasóleo e gasolina por causa dos elétricos…

        Aliás, nada ajuda mais a ter independência energética consumindo um produto que não temos.

        • Yamahia says:

          Caso não saibas o consumo de gás para a electricidade subiu 90%. Mas mais uma vez o desgoverno colocou a mão por baixo. Mais 4mil milhões para conter o preço da electricidade. Irra!
          E claro que tens. Só a GALP tinha poços que davam e sobravam para abastecer as necessidades de Portugal por mais de 100 anos. Não tens é ventoinhas, espelhos e matéria prima para as baterias (esse organismo vivo que morre com a idade e depois liberta veneno) que está toda na mão dos chinos.

          • JL says:

            Então mostre lá que subiu para a electricidade ?

          • JL says:

            Tinha ? Mas já não tem ?

          • Max says:

            O preço do “gás para eletricidade” (gás natural, que entra praticamente todo como GNL) em Portugal, subiu entre 20% e 30% desde fevereiro.
            O preço do gás é em MWh e a eletricidade gerada também. Mas, nas centrais de ciclo combinado, para gerar 1 MWh de eletricidade é preciso entre 1,6 e 1,8 Mhw de gás – tem uma eficiência à volta de 65%). Isto quer dizer se o gás estiver a 50€/MWh, o custo para gerar 1 MWh de eletricidade é 50 x 1,65 = 82,50 €, a que acresce o custo das licenças de emissão de CO2.
            As centrais de ciclo combinado geram eletricidade conforme as encomendas da REN, para suprir falhas na produção por renováveis e para segurança do sistema.

          • Toni da Adega says:

            Dizer que temos independência porque a Galp explora petróleo noutros países é como dizer que uma empresa tuga que abre uma fábrica na China tem produção nacional

          • Max says:

            Nos EUA, o petróleo está lá, as companhias são americanas – e a gasolina, desde fevereiro, subiu mais do que em Portugal (variação do preço, embora continue muito mais barata que em Portugal). O crude, a gasolina e o gasóleo têm cotações internacionais e as subidas e descidas refletem-se nos EUA.
            Já no gás natural não há OPEP, há cotações internacionais mas são apenas indicativas. E o gás é amplamente utilizado nos EUA para a produção de eletricidade porque, além de ser abundante pode ser diretamente canalizado para chegar às turbinas, não é preciso liquefazê-lo (GNL) transportá-lo em navios e voltar a gaseificá-lo.
            Portugal, nas centrais de ciclo combinado, depende a 95% do GNL. Há duas ligações a Espanha por gasoduto, por onde dantes chegava gás da Argélia, mas agora só servem, praticamente para exportar GNL, regaseificado, que chega ao porto de Sines.
            Não há eletricidade barata obtida do GNL. Se fosse de gás extraído pela Galp, junto com a extração de petróleo, não alterava em nada o preço.

        • Mario says:

          Basta ir consultar o site da REN sr JL ou não são fidedignos para si? Devem ter lá uma IA a gerar dados aleatórios…

          • JL says:

            Então deixe aqui o link.

          • JL says:

            Então onde estão os dados aleatórios ?

          • Mario says:

            Deve ser o que o sr. acha. Eu confio nesses dados, pelos vistos você não.
            Mas as tantas os senhores da REN metem lá o gás porque é bonito.

          • Vítor M. says:

            Mais uma opinião de achismo!

          • Mário says:

            Desminta os dados da REN agora Sr. Vitor. É achismo? Já viu, vai contra a sua agenda, mas os factos aparecem.

            Fonte: https://datahub.ren.pt/pt/gas/evolucao-do-consumo/?date=2025-12-31

            Em 2025, o consumo de gás natural para produção de energia elétrica registou um crescimento extraordinário de +92,7% face a 2024, totalizando uma recuperação substancial após o ano anterior ter sido marcado por mínimos históricos. O período abril-junho destacou-se com aumentos excecionais — +353% em abril, +2 551% em maio e +1 641% em junho —, reflexo direto do apagão ibérico e da subsequente operação da rede elétrica em modo conservador, que obrigou a um maior recurso às centrais de ciclo combinado a gás para garantir estabilidade e reserva girante do sistema. Este regime de cautela prolongou-se pelos meses seguintes, com o segundo semestre a manter consumos elevados e consistentes (entre 1 074 e 1 427 GWh/mês), encerrando o ano em dezembro com 1 074 GWh — o único mês com variação negativa (−15,3%), sinal de alguma normalização operacional da rede no final do ano.

          • Vítor M. says:

            Lá vamos nós outra vez… tu deverias saber que o problema desse teu comentário é que tentas transformar um dado isolado numa “prova” contra as renováveis, quando na verdade os próprios números da REN mostram precisamente o contrário.

            Sim, o consumo de gás natural aumentou em 2025 na produção elétrica. Mas o texto até explica porquê: houve um contexto excecional ligado ao apagão ibérico e à operação conservadora da rede. Ou seja, o sistema elétrico teve de manter centrais a gás prontas para garantir estabilidade, reserva girante e resposta rápida.

            Isso não significa que as renováveis “falharam”. Significa apenas que um sistema elétrico moderno precisa de redundância e segurança operacional quando ocorre um evento extraordinário.

            Aliás, há um detalhe que está convenientemente ausente no comentário, a comparação é feita com 2024, um ano de mínimos históricos no consumo de gás. Quando se parte de valores muito baixos, qualquer recuperação gera percentagens gigantes. Dizer “+2551%” impressiona… até percebermos que é efeito de base estatística.

            Mais importante ainda, Portugal continuou a ter uma forte produção renovável. O aumento do gás foi uma resposta temporária de segurança. As centrais a gás funcionaram exatamente para aquilo que existem: backup e estabilidade.

            Portanto, não, os dados da REN não “desmentem” ninguém. Apenas mostram que uma rede elétrica séria não depende de uma única fonte e que, perante um incidente grave, o operador escolheu segurança em vez de risco.

            Isso chama-se gestão responsável da rede elétrica. Não “agenda”. Já tu… é apenas comunismo bacoco.

          • JL says:

            Onde disse que eram aleatórios ? é que diz uma coisa depois diz outra, ainda não entendi qual é mesmo o seu problema….

          • JL says:

            UAU, mostra dados de um aumento seguido de uma utilização de mínimos históricos. Loooooo

      • Fernando F says:

        Claro que a culpa é dos elétricos, LOL, esse cérebro já fritou há muito tempo… Em gasolina ou gasóleo…
        Que ridículo…

  2. Jose says:

    Lá andamos a dançar nós um a gaja feia, sem a ter convidado! Estas empresas, vivem na ganância e no facto de agirem em cartel, já nem disfarçam! Agora, os líderes destas coisas querem todos ser hiper milionários, devem ter medo de comer uma sandes de atum! Isto ´+e outro logro que criaram com a desculpa de uma guerra num local, onde hoje, nem sequer temos nada a ver! Foram-se os tempos dos Heróis valentes, ficamos com os lambões!

  3. Yamahia says:

    Com a aproximação de temperaturas mais amenas e a diminuição das necessidades de aquecimento, é natural que o gasóleo perca valor de base. Em sentido oposto, com a aproximação da Driving Season caracterizada pelas rod trips típicas dos américas, é natural que a gasolina ganhe valor de base.

    É um ciclo a que se assiste desde que vendemos gasolina aos americanos, agravado pelo facto dos macacos da UE acharem que vão salvar a Ucrânia não comprando transformados mais baratos e de disponibilidade imediata aos russos.

    • Max says:

      Onde te enganas é num ponto – se a Rússia não partisse os dentes na Ucrânia (a invasão já dura há 4 anos e está num atoleiro), nem se ia ficar por aí. A Ucrânia está a defender a Europa – e por isso é necessário cortar as importações da Rússia, e ajudar a Ucrânia.

    • JL says:

      Nas americas usam gasóleo nas road trips ? De quê? Dos camiões ?

    • Toni da Adega says:

      Estranho mas das guerras para controlo do petróleo que tanto apoias não entra nessa equação

    • Grunho says:

      Então se o gasóleo baixou não há justificação nenhuma para que os consumidores de gasolina continuem a subsidiá-lo fisicamente com 20 cêntimos de imposto fixo a mais em litro.

  4. Max says:

    Valores do ISP para a semana que começa a 18 de maio (Portaria n.º 222-B/2026/1, de 15 de maio), artigo 2º:
    “1 – A taxa do ISP aplicável, no continente, à gasolina é fixada no valor de 0,44027 €/L. Era 0,44772 €/L (Portaria 213-A/2026/1, de 8 de maio), desce 0.745 cêntimos/L
    2 – A taxa unitária prevista no número anterior integra a consignação de serviço rodoviário, no valor de 0,087 €/L
    3 – A taxa do ISP aplicável, no continente, ao gasóleo, é fixada no valor de 0,30109 €/L. Era 0,30082 €/L (Portaria 213-A/2026/1, de 8 de maio), sobe 0,027 cêntimos/L
    4 – A taxa unitária prevista no número anterior integra a consignação de serviço rodoviário, no valor de 0,111 €/L.
    A Portaria refere-se apenas ao ISP base + contribuição do serviço rodoviário. Somando a taxa de carbono, que também faz parte do ISP:
    – ISP na gasolina (incluindo taxa de carbono): 0,44027 + 0,172 = 0,61227 €/L
    – ISP no gasóleo (incluindo taxa de carbono): 0,30109 + 0,187 = 0,48809 €/L

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