Adeus Microsoft 365? Programador cria versões gratuitas do Word e Excel com IA
Após ter lançado cópias de código aberto de sete aplicações da Adobe, Brandon Thomas virou as atenções para outro software. O criador do projeto ArtCraft colocou na Internet substitutos do Word, Excel e PowerPoint. A proposta elimina contas, taxas mensais e recolha de dados, oferencedo ferramentas para quem recusa o modelo de subscrição contínua.

Esta IA poderá levar ao fim do Office
As ferramentas foram batizadas de WordCraft, GridCraft e DeckCraft, correspondendo aos três pilares clássicos de produtividade. O catálogo em desenvolvimento soma ainda o CADCraft, virado para desenho técnico, e o SoundCraft, orientado para áudio profissional. Todos os utilitários estão disponíveis para descarregar em Windows, macOS e Linux através dos repositórios oficiais no GitHub.
Fim das assinaturas no Office com código limpo
O foco principal destas ferramentas assenta na compatibilidade direta com os ficheiros padrão da Microsoft. Quem precisa de abrir documentos com extensões docx, xlsx ou pptx encontra aqui suporte nativo, permitindo trocar ficheiros sem quebras imediatas de formatação. O objetivo passa por facultar programas leves que correm diretamente na máquina, contornando a dependência do browser exigida por serviços online concorrentes.
Em termos de maturidade, os programas ainda mostram níveis diferentes de avanço. O DeckCraft lidera a tabela ao replicar cerca de 79% das funcionalidades do PowerPoint, enquanto o WordCraft atinge 62% dos recursos do processador de texto e o GridCraft cobre metade das opções do Excel. O autor rejeitou alternativas estabelecidas no mercado livre, justificando o arranque deste desenvolvimento com falhas graves no passado que levaram à perda de documentos de trabalho.

Rust e Claude Code a acelerar o desenvolvimento
Para construir a estrutura de raiz, Thomas recorreu à linguagem Rust, conhecida pelo controlo rígido de memória e elevado desempenho no computador. A lógica de cada botão e menu foi recriada sem recorrer a código proprietário, aproveitando documentação pública de formatos e especificações técnicas abertas.
O ritmo acelerado de entrega deve-se à utilização de múltiplos agentes paralelos alimentados pela ferramenta Claude Code e pelo modelo Claude Opus. Esta abordagem permitiu dividir módulos complexos entre assistentes automatizados, acelerando tarefas que habitualmente exigiriam equipas inteiras de engenharia. Confrontado com dúvidas sobre a fiabilidade de software gerado por processos assistidos, o programador destacou os seus quinze anos de experiência na área técnica para assegurar a consistência dos binários.
Ainda em fase de desenvolvimento, estas alternativas mostram falhas pontuais em tarefas avançadas, mas cumprem as necessidades mais rotineiras de escrita e folhas de cálculo. O projeto comprova como a programação assistida começou a reduzir drasticamente os ciclos de trabalho na informática e a colocar pressão concreta sobre os catálogos fechados.


















