A Microsoft escondeu ao longo dos anos vários Easter eggs no Windows, no Office e até nas consolas Xbox, desde jogos secretos a mensagens divertidas. Trazemos 5 de uma série de 10 destas “surpresas”.

1. O urso que se tornou um símbolo da Microsoft
Nos primeiros anos da década de 1990, a equipa responsável pelo desenvolvimento do Windows 3.1 adotou um urso de peluche como mascote informal. A ideia surgiu graças a um programador que tinha o hábito de levar o seu brinquedo para o escritório.
A figura acabou por ganhar um lugar especial na história da empresa, aparecendo inclusivamente num Easter Egg nos créditos do Windows 3.1.
Ao abrir o ecrã de informações do Program Manager, era possível encontrar uma ilustração do urso a apresentar os membros da equipa de desenvolvimento. Em vez dos nomes completos, surgiam identificadores como BILLG, STEVEB, BRADSI e T-BEAR.

2. Um jogo de pinball escondido no Microsoft Word
O Microsoft Word nem sempre serviu exclusivamente para escrever documentos. Na versão Word 97, existia um jogo de pinball secreto que transformava o processador de texto numa pequena máquina de entretenimento.
O acesso a esta surpresa dependia de uma sequência específica de ações, começando pela introdução da palavra «Blue» num documento, seguida da alteração da respetiva cor para azul e da inserção de um espaço. Depois, era necessário aceder ao ecrã de informações do Word e combinar determinadas teclas com um clique no ícone da aplicação.
Se o procedimento fosse executado corretamente, surgia um jogo com um fundo escuro, acompanhado pelos créditos dos programadores. As teclas M e Z permitiam controlar os flippers, enquanto a tecla Esc servia para sair.
Também foram identificadas versões deste jogo no Windows 95 e no Windows 98.

3. Os coelhos secretos do Windows 95
O urso não foi a única mascote a deixar a sua marca nos produtos da Microsoft. O Windows 95 também escondia referências a pequenos coelhos, associados à transição tecnológica que marcou aquela época.
Existiam duas versões destas figuras, uma de 16 bits e outra de 32 bits, relacionadas com as diferentes arquiteturas de software. Uma das pistas podia ser encontrada no ficheiro krnl386.exe, através de uma função exportada com o nome BUNNY_351.
A referência era suficientemente discreta para passar despercebida à maioria dos utilizadores, mas tornou-se um detalhe interessante para quem gostava de explorar os componentes internos do sistema operativo.
Além disso, um destes coelhos estava associado ao ícone do ficheiro rumor.exe, conhecido como Microsoft Party Line.

4. Star Wars em caracteres ASCII
Há uma forma bastante invulgar de assistir a uma versão de Star Wars sem abrir um leitor de vídeo ou instalar qualquer aplicação multimédia. Algumas versões do Windows permitem reproduzir uma recriação do filme através do Telnet, utilizando exclusivamente caracteres de texto.
O resultado é uma animação construída com símbolos, letras e outros caracteres ASCII, que recria acontecimentos de Star Wars: Episódio IV. A simplicidade visual contrasta com a criatividade necessária para transformar uma história cinematográfica numa sequência de texto.
Para experimentar, é necessário ter o cliente Telnet disponível e ativado no sistema. Depois, basta abrir a linha de comandos e introduzir o seguinte endereço abaixo.
telnet towel.blinkenlights.nl
O comando inicia a apresentação, desde que o serviço remoto continue acessível e a ligação funcione corretamente.
5. Bules escondidos no protetor de ecrã do Windows
Os antigos protetores de ecrã do Windows ficaram conhecidos pelas suas animações tridimensionais, mas um deles incluía um detalhe que só os utilizadores mais atentos conseguiriam identificar.
O protetor de ecrã 3D Pipes, disponibilizado no Windows 95, podia apresentar um objeto inesperado durante a animação: o famoso bule de Utah, uma referência histórica no universo da computação gráfica.
Este modelo tridimensional tornou-se uma espécie de objeto de culto entre investigadores e programadores, sendo frequentemente utilizado para testar técnicas de renderização e iluminação.
No protetor de ecrã, o bule podia surgir em determinadas configurações, integrado nas junções dos tubos. Para aumentar a possibilidade de o encontrar, era necessário ajustar as opções do efeito visual, incluindo o número de tubos, o tipo de junções, a resolução e a textura utilizada.
Depois de configurar estas opções, bastava deixar a animação decorrer e prestar atenção aos detalhes. Uma funcionalidade aparentemente banal transformava-se, assim, numa pequena caça ao tesouro digital.

Em breve, traremos a parte 2 com mais Easter Eggs que provavelmente nunca ouviu falar.
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