Vem aí um novo Cheque Formação, e desta vez não é só para o digital
O Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) está a preparar um novo cheque formação que não se vai limitar ao setor digital, prometendo alargar o acesso à qualificação profissional a áreas emergentes e responder a um dos problemas mais persistentes do mercado de trabalho português: o desemprego jovem.
O anúncio foi feito por Domingos Lopes, presidente do IEFP, durante a Conferência Anual do Trabalho.
Segundo o responsável, citado pelo ECO, a instituição está a desenvolver "uma medida pública que se mantenha no setor digital e que se alargue a outros setores potencialmente emergentes".
Por outras palavras, o novo cheque formação vai funcionar de forma semelhante ao já conhecido cheque +Digital, mas com um alcance muito mais abrangente.
O cheque +Digital, que mantém candidaturas abertas até 30 de junho, permite que trabalhadores empregados se candidatem, por iniciativa própria, a formações na área digital.
Agora, a ideia é replicar este modelo noutros setores estratégicos, dando mais liberdade e opções aos trabalhadores que queiram investir na sua qualificação.
Meta superada, com mais de 300 mil profissionais formados
Um dos dados mais expressivos revelados por Domingos Lopes diz respeito aos números já alcançados. O objetivo inicial do IEFP era chegar a 200 mil trabalhadores formados no âmbito das formações apoiadas pelo PRR.
Esse número foi claramente ultrapassado: "Já vamos em mais de 300 mil profissionais formados", sublinhou o presidente da instituição.
Este resultado demonstra que, quando existe um mecanismo acessível e centrado nas necessidades reais dos trabalhadores, a adesão é significativa.
Entretanto, o novo cheque formação pretende dar continuidade a este caminho , com uma cobertura ainda maior.
Jovens desempregados num mercado com falta de mão-de-obra
A par dos números positivos, Domingos Lopes não escondeu uma preocupação que não parece ter uma solução fácil: os jovens.
Estamos a tentar perceber por que razão existem tantos jovens desempregados.
Apesar da situação portuguesa de pleno emprego, a taxa de desemprego jovem ronda os 18%, um valor que o próprio presidente do IEFP admitiu "que nos envergonha", especialmente numa altura em que o "mercado de trabalho precisa de mão-de-obra qualificada".
Segundo Domingos Lopes, durante a Conferência Anual do Trabalho, "estamos a agarrar nestes jovens, com cursos de especialização tecnológica, eletricidade, robótica, aquelas funções mais intermédias, e agora esperamos que o mercado tenha capacidade de responder às expectativas que eles criam".





















Há várias razões para a realidade que vivemos, mas uma das principais é simples: ficar em casa dos pais até aos 35 ou 40 anos é, muitas vezes, a única forma de evitar rendas completamente inflacionadas. Quando essa pressão desaparece, também deixa de existir a urgência de aceitar qualquer trabalho — especialmente num mercado como o português, marcado pela precariedade e por salários baixos. Cria-se assim um desencontro entre expectativas e compensação: as pessoas querem mais, mas o mercado raramente oferece o suficiente.
O problema não está na falta de talento. Esse existe, e em abundância. O que falha é a valorização desse talento. Grande parte do tecido empresarial em Portugal parece ter uma tendência quase estrutural para pagar pouco. A diferença salarial entre patrões e trabalhadores — mesmo em cargos qualificados — é muitas vezes absurda. E num país dominado por pequenas e médias empresas, essa desigualdade torna-se ainda mais evidente.
Há quem trabalhe em fábricas, comércio ou pequenos negócios e receba pouco mais do que o salário mínimo. Quem consegue levar para casa 1400 ou 1500 euros líquidos por mês já se considera “feliz”. E quem ganha mais do que isso é quase uma exceção. Mas a verdade é que, com o custo de vida atual, mesmo esses valores começam a ser insuficientes.
Entretanto, tudo serve de justificação para aumentar preços: pandemias, guerras, crises energéticas. Mas quando essas pressões diminuem — quando os combustíveis baixam, por exemplo — os preços dos bens essenciais, como arroz, carne ou legumes, raramente acompanham essa descida. Sobem por um motivo qualquer, mas nunca mais voltam atrás.
A sensação que fica é que qualquer desculpa serve para aumentar margens, mas não para melhorar salários. Empresas celebram anos consecutivos de crescimento nos lucros, enquanto os trabalhadores continuam a lutar para acompanhar o básico.
No meio disto tudo, feliz é o português que consegue escapar a este ciclo. São poucos. Ou então… estão do outro lado da mesa.
Que visão tão quadrada da realidade, as empresas não aproveitam para aumentar margens mas sim para atenuar perdas, as empresas com lucros record são grandes empresas que não se pautam por esses salários porque têm regras de equidade salarial e progressão de carreira.
A realidade que contas é a realidade de Portugal rural fora de Lisboa e Porto quando 50% da população activa está em Lisboa e Porto onde o custo de vida é superior mas também os ordenados e as oportunidades de emprego
“50% da população activa está em Lisboa e Porto”
O teu Portugal deve ser diferente do meu … ou então vives fechado num sotão numa dessas cidades …
@zé fonseca Chefe/Patrão vai dormir sff.
Diz isso às superfícies comerciais, turismo e companhia. Dos maiores empregadores no país e dos trabalhos mais espremidos. Quando um dos maiores empregadores é o estado, alguma coisa não está bem na sociedade.
Para todos aqueles que nasceram no Século XX até ao final da Década de 80 começava-se a trabalhar entre os 16 e os 18 anos (alguns até mais cedo), os homens ainda tinham que cumprir o Serviço Militar caso contrário teriam muita dificuldade em arranjar trabalho, e aos 23 anos, grande parte dos Portugueses já vivia sozinho ou constituía família.
Era esta a realidade de Portugal até 2012 quando foi subvertida pelo XIX governo liberal/maçónico do dr. Pedro Coelho que provocou uma crise económica, habitacional, e social sem precedentes, tendo liderado o maior ataque à Classe-Média Portuguesa com o objectivo de a destruir.
Portugal e os Portugueses sofrem há 14 anos as nefastas consequências das más políticas intencionais praticadas pelo governo libera/maçónico do dr. Pedro Coelho, que infelizmente tiveram continuidade nos Governos do dr. António Costa e dr. Luís Esteves.
Os Portugueses devem fazer o seguinte exercício, olhem para trás e lembrem-se de como era/foi a vossa vida no Século XX desde a Década de 80 até 2011 (Século XXI), e comparem com a desgraça em que se transformou de 2012 até à presente data graças às más políticas intencionais e má governação do governo liderado pelo dr. Pedro Coelho e o seu bando.
cheque +Digital – alta tanga, andei à procura das ofertas de cursos e é tudo extremamente básico, conheço quem tenha tirado estes cursos e foi um balde de água fria de tão vazios que eram, alguns pareciam feitos por AI apenas para os formadores irem sacar o guito.
Muitas empresas de formação aumentaram os preços e ajustaram a sua oferta. Torna-se necessário analisar como o desempenho destes 300 mil profissionais influenciou a sua valorização individual e o crescimento das organizações onde estão inseridos.