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Outro país planeia proibir as redes sociais para menores de 16 anos

                                    
                                

Autor: Ana Sofia Neto


  1. Grunho says:

    Daqui a nada os miúdos podem guiar carro, comprar álcool e ver filmes porno, mas não podem ir às redes sociais.

  2. Max says:

    Isto não é tudo igual:
    – Austrália: proibição de criação e manutenção das contas em 10 redes sociais (que inclui, por exemplo, o YouTube mas não o YouTube Kids), a menores de 16 anos, independentemente do consentimento dos pais.
    – Dinamarca (proposta): proibição de criação e manutenção das contas a menores de 15 anos, mas os pais podem dar o consentimento para que, aos 13 ou 14 anos, o possam fazer.
    Verdadeiramente, a Dinamarca não se afasta muito da idade mínima na UE: 13 anos de idade, como é o caso do Facebook. Mas há aqui um aspecto importante a considerar – não existe um controlo efetivo da idade, ou seja, diz-se que é partir dos 13 anos quando há evidências de imensas contas de crianças entre os 10 e os 12 anos, e mesmo entre os 7 e os 9.

  3. Rui Almeida says:

    A “bola de neve” já começou a rolar e acho muito bem. São decisões sensatas.

  4. Frankenskies documentary says:

    O papá Estado a substituir-se aos papás. Isto é passar um atestado de incompetência aos pais das crianças.
    O fruto proibido é o mais apetecido.
    Ensinar a usar dá trabalho.
    O próximo passo será restringir o número de horas de utilização aos adultos? A bem da sua saúde mental.
    Que os nossos se adiantem no tempo, sejam políticos com visão e encerrem já os canais informativos todos. Não passam nada de bom sobre o país. É só propaganda política à moda da Coreia do Norte e crimes, a fazer lembrar um célebre jornal. Ah, e pouso para as altas insígnias militares mostrarem a sua sapiência nos comentários habituais sobre as duas “únicas” guerras no mundo. Resta-lhes isso, porque darem o corpo às balas, calma aí. Que vão os filhos da plebe. Não me refiro a jornalistas, porque esses já não existem. O jornalismo foi o escape, a média não dava para entrar em mais nada.

    • R says:

      recebem atestado porque precisam.

    • Julio Mendes says:

      Ensinar dá trabalho, e isso é feito nas escolas.

      Educar também. O problema está precisamente neste ponto, em que os Pais não educam, delegam essa função essencial para o crescimento dos filhos.

      Se a parte da educação fosse feita certamente não existiria a necessidade de restringir.

      Ademais, até podemos pegar no exemplo do tabaco, partindo do principio que foi dada a educação em casa, mesmo assim foi necessário o estado legislar, de forma a proibir a venda a menores.

      Neste caso, acho bem, até porque o que as crianças necessitam é de sociabilizar, brincar e estimular a criatividade.

    • Mirado says:

      Quando os papás são incompetentes e deixam os filhos fazer aquilo que quiserem desde que os deixem em paz, então o papá estado tem de fazer algo pelo bem de todos.

      O estado está lá para criar leis e regras que todos devem seguir para podermos viver em sociedade, os papás deviam estar lá para criar os filhos.

      • Frankenskies documentary says:

        O Estado não é uma abstração. Querem democracia mas não a querem na verdadeira acepção da palavra, porque o povo nunca é chamado a participar. É para isso que existem – cá não – os referendos.

        Os papás são incompetentes para decidir se os filhos devem ter ou não redes sociais… Mas não são incompetentes para meter o X no boletim de voto e eleger parasitas.

        Não está em causa a minha opinião pessoal sobre o assunto, mas quando se entra em proibições, a linha que separa a tão “apregoada” democracia de uma ditadura, começa a ficar cada vez mais ténue.

        Cada vez que ligo canal parlamento, fico esclarecido do que me leva a votar nulo nas legislativas. É aquela gente que representa os eleitores? A mim não, garantidamente. São todos vendedores da banha da cobra. Não é só o ventura. É só parasitas.

        • Mr. Y says:

          É responsabilidade do Estado garantir os direitos de todos e os jovens e os adolescentes são um grupo específico.
          Isso não tem nada a ver com ditadura ou parasitismo são direitos universais. Já que as tão adoradas plataformas não se querem responsabilizar pelo conteúdo que por lá anda, os Estados usam os instrumentos legais para combater isso.
          Na minha opinião, também concordo que haver proibição absoluta é um exagero e que possa haver alguma forma de consentimento de acesso às redes mas que o jovem esteja completamente consciente e preparado para lidar.

          • Frankenskies documentary says:

            Mr Y, esta questão das redes sociais não deve ser separada de muitas outras. Por algum motivo o meu primeiro comentário abrangeu temas como o conteúdo televisivo. Podemos ir muito mais além, incluir os vídeo-jogos, a música, a roupa, os programas de ensino, etc etc.
            O Estado não é um entidade abstrata. É composto por semelhantes nossos. Todos nós devíamos ser o Estado, não no sentido literal, mas no sentido de a nossa voz ter algum poder decisório. Desde 1974 quantos referendos tivemos? A resposta à pergunta mostra como as massas são vistas pelos políticos parasitas. Querem participação cívica na teoria.
            Isto não é o sítio ideal para discutir aprofundadamente estes temas, porque exige muita troca de ideias.
            Só somos tidos e achados para pagar impostos e meter um X num boletim de voto. O(s) partido(s) que ganha eleições, sejam elas quais forem, devia de ser claro no seu programa. Qualquer fuga ao proposto, só avançaria com referendos. Mas a maioria quer lá saber destas coisas. Reclamam muito nos cafés, nas conversas casuais. Isso é inconsequente. Tanta energia desperdiçada por uma palhaçada como o futebol. Que alucinação coletiva. O país arde todos os anos de norte a sul, gente que perde tudo, e numa manifestação que deveria mobilizar centenas de milhares de pessoas, aparecem 30 gatos pingados.
            Em relação ao tema da notícia, os miúdos “copiam” os modelos dos mais velhos. Quando vou a um restaurante e vejo quase todos os adultos hipnotizados com um ecrã de um telemóvel, está tudo dito. As pessoas, no geral, têm medo de estar consigo próprias. O silêncio permite a reflexão.

            Dê aí uma mini.

  5. Artilheiro says:

    Já que os paizinhos não têm tempo, ou não querem saber. Alguém tem de fazer o trabalho que eles deviam fazer, que é educar. O que pressupõe, impor limites.

  6. Vitor says:

    o problema de tudo isso e como se verifica a idade

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