Google derrubou um grupo de hackers ligado à China que atacou 53 organizações
A Google derrubou um grupo de hackers ligado à China que invadiu pelo menos 53 organizações em 42 países, segundo a própria empresa, esta quarta-feira.
A Google e parceiros não identificados encerraram projetos do Google Cloud controlados pelo grupo de hackers, identificaram e desativaram a infraestrutura de Internet que este estava a utilizar e desativaram contas usadas pelo grupo para aceder ao Google Sheets. Este servia para executar operações de segmentação de alvos e roubo de dados.
O uso do Google Sheets permitiu ao grupo, identificado como UNC2814, evitar a deteção e a misturar-se com o tráfego normal da rede.
Identificado, também, como "Gallium", o grupo tem quase uma década de histórico em infiltrar-se em organizações governamentais e empresas de telecomunicações, segundo a empresa nos resultados partilhados exclusivamente com a Reuters.
Tratava-se de uma vasta estrutura de vigilância usada para espiar pessoas e organizações em todo o mundo.
Afirmou John Hultquist, analista principal do Google Threat Intelligence Group.
Segundo Charlie Snyder, gestor sénior do Google Threat Intelligence Group, o grupo tinha acesso confirmado a 53 entidades não identificadas nos 42 países, com potencial acesso a pelo menos 22 países adicionais no momento da intervenção.
O gestor recusou-se a identificar as entidades comprometidas, mas indicou que, num caso, o grupo tinha instalado uma backdoor que a Google designa "GRIDTIDE" num sistema com nomes completos, números de telefone, datas e locais de nascimento, e números de identificação eleitoral e nacional.
Campanhas semelhantes foram usadas para extrair registos de chamadas, monitorizar mensagens SMS e até acompanhar indivíduos-alvo através das capacidades de interceção legal das telecomunicações.
Explicou a empresa, esclarecendo que "a estratégia de segmentação é consistente com esforços para identificar e monitorizar alvos selecionados".
China fala do desafio da cibersegurança
Num comunicado, citado pela Reuters, um porta-voz da Embaixada da China, Liu Pengyu, afirmou que "a cibersegurança é um desafio comum enfrentado por todos os países e deve ser tratado através do diálogo e da cooperação".
Além disso, assegurou que a China não apenas se opõe como combate "consistentemente as atividades de hacking de acordo com a lei". Ao mesmo tempo, "rejeita firmemente tentativas de usar questões de cibersegurança para difamar ou caluniar" o país.






















A China podia simplesmente processar judicialmente estas acusações consecutivas, uma vez que as contesta, mas não o faz e isso explica tudo
A xina não faz hacking para o PCC e o pai natal existe
E o hacking e roubo de dados da google, quem derruba?
É curioso como certos “roubos de dados” contam e outros parecem não existir. Quando é a China, é escândalo; mas quando são os EUA, faz-se de conta que não aconteceu nada. Se não fosse essa assimetria, o Snowden não teria acabado exilado por expor práticas de vigilância que, ao pé de muita coisa, fazem estes casos parecer brincadeira. A coerência também devia fazer parte da conversa. No fim, o mundo ocidental prefere ficar muito caladinho, para não levantar muita poeira e não incomodar o seu tão estimado “farol da democracia”.