Portugal devia exigir qualificações aos influencers que abordam temas como a saúde?
A China decidiu e, desde outubro deste ano, os influenciadores não podem abordar temas técnicos, como saúde, finanças ou direito, sem provarem que são qualificados para tal. Posto isto, a nossa questão é simples: deveria Portugal fazer o mesmo?
Portugal devia exigir qualificações aos influencers que abordam temas como a saúde?
Numa economia empanturrada de influenciadores digitais, conhecida localmente como indústria wanghong, as transmissões ao vivo, vídeos curtos e vendas pelas redes sociais criaram um ecossistema verdadeiramente poderoso, na China, onde uma única live viral pode esgotar milhares de produtos em apenas minutos.
Este crescimento vertiginoso resultou, contudo, em problemas: conselhos médicos falaciosos, dicas de investimento enganosas e alegações exageradas sobre produtos.
Pela Internet, especialmente nas redes sociais, influenciadores alegavam ter experiência em medicina ou finanças sem qualquer qualificação, além de promoverem comportamentos de ostentação de luxo prejudiciais à saúde, exibindo mansões e carros para atrair seguidores.
Neste cenário, a Administração do Ciberespaço da China decidiu que a influência tem de ser acompanhada de responsabilidade, e introduziu uma regulamentação para os influenciadores, procurando garantir que apenas pessoas com conhecimento certificado podem orientar o público sobre tópicos sensíveis ou de grande impacto.
Novas regras na China
Segundo informações da Marketing4eCommerce.net e do South China Morning Post, as novas regras incluem o seguinte:
- Verificação de credenciais: influenciadores que abordam temas como medicina, direito, educação ou finanças devem apresentar um comprovativo das suas qualificações às plataformas em que publicam os conteúdos;
- Responsabilidade da plataforma: empresas como Douyin e Weibo devem verificar essas credenciais antes de o conteúdo ser publicado;
- Padrões de transparência: os criadores devem citar as fontes, divulgar os patrocínios e identificar claramente o conteúdo gerado por Inteligência Artificial ou dramatizado;
- Sanções: quem apresentar credenciais falsas pode perder o direito à monetização, ser multado ou sofrer suspensões temporárias.
Através destas regras, a regulamentação de influenciadores, na China, visa promover a credibilidade em vez da censura, estabelecendo um padrão mais elevado de autoridade online, e garantindo que o público recebe informações precisas e responsáveis.
Portugal devia exigir qualificações aos influencers?
Não apenas na China, a velocidade com que a informação passou a circular nas redes sociais criou um ambiente em que qualquer pessoa pode alcançar grandes audiências em poucos segundos.
Este cenário deu voz a muitas pessoas, mesmo àquelas sem formação adequada, que comentam e aconselham sobre temas complexos, como saúde e finanças.
De facto, a ausência de processos de verificação rigorosos facilita a propagação de conteúdos pouco fiáveis, e dificulta a distinção entre informação e opinião.
Assim sendo, Portugal devia exigir qualificações aos influencers que abordam temas como a saúde, como diploma de um curso superior ou equivalente?
Após responder à questão na sondagem em baixo, deixe-nos mais detalhes sobre a sua perspetiva na secção de comentários.
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Portugal devia exigir qualificações aos influencers que abordam temas como a saúde?
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Nesta rubrica colocamos uma questão sobre temas pertinentes, atuais e úteis, de modo a conhecer a opinião e tendências dos nossos leitores no mundo da tecnologia, sobretudo no nosso país.
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Um belo exemplo China, no que toca a liberdades…
Quando me tirarem a hipótese de poder opinar sobre vacinas ou tratamentos está na hora de mudar de país ou então fazer uma revolução…
Sim, desde que seja o Gustavo Santos a passar os certificados de qualificação para falar sobre a área da medicina.
Como é podem falar em restringir o falar sobre saúde? Que digam que não podem promover medicamentos sujeitos a receita médica, ainda é aceitável, se bem que se são sujeitos a receita médica, terá de haver um médico envolvido de qualquer das formas.
Podem é exigir que exista uma referência explícita tanto falada em linguagem normal (não acelerada ou lenta) no início e no fim, assim como visual durante todo o discurso sobre coisas que sejam relacionadas com medicina, indicando que a pessoa não tem qualificações oficiais ou pelo menos reconhecidas pelo Estado… sim, porque uma pessoa pode nascer com o dom/ jeito para a área da medicina, e tal nunca ser reconhecido pelo Estado (ex.: não estudou numa escola) e no entanto tal pessoa ser realmente útil para os demais.
Vamos impedir que uma pessoa fale só porque não conseguiu ter uma nota 20 de média a tudo para entrar numa escola de medicina… que é outra estupidez, deveria entrar quem tem aptidão para a área e não apenas quem consegue ter notas altas, mas enfim, os critérios do intelecto dão nestas coisas.
Influencers?
Apenas uma palavra define o que realmente são: inúteis
Se são uns inúteis e nessa lógica então não há qualquer razão para os censurar.
Certo e errado. Não há razão para os censurar…sejam eles inúteis ou não.
Concordo. Sejam-no ou não, não há razão.
Apenas tentava seguir a lógica do comentário acima (pelos vistos não me exprimi da melhor maneira).
😀
Que parvoice, também querem habilitacoes para andar de bicicleta ou andar aos beijos? Forca Russia precisamos de homens a serio nesta europa woke
O Jon Muscat em vez de aspirar por melhores europeus aos comandos da Europa (algo que também eu muito gostaria) vem, ao invés disso, incentivar uma invasão russa… portanto, mais um traidor da Europa à semelhança dos wokistas.
+1
Na Rússia tu eras perseguido.
Engracado que todos os milionarios europeus fogem para a russia e ninguem é perseguido. Olha o snowden foi para onde? Acordem seus bots
As queixas que mais se ouvem, tanto quanto tenho dado conta, são as dos milionários russos fugirem para cá. Cá no burgo parece que ninguém “bem pensante” gosta de imigrantes milionários e muito especialmente dos que fogem da Rússia, só gostam dos que vêm com uma mão à frente e outra atrás e que sejam de outros destinos.
Snowden é uma caso completamente diferente. Um fugitivo da justiça de um país (como Snowden que carrega segredos) é óbvio que procura refúgio num país adversário que, também muito obviamente, o vai acolher de braços abertos.
Entao mas os paises democraticos perseguem cidadãos com segredos do interesse da populacao? Ai ai
Os países democráticos perseguem todos aqueles que cometem crimes segundo os respectivos códigos penais ou de algum modo violam as suas leis, como bem sabe. Se os segredos eram ou não do interesse da população é outra discussão completamente diferente.
Estou cansado do hype dos influence, ninguém lhes pediu opinião. problemas ao as marcas e pessoas que os sustentam.
Existe informaçao disponível, livros, esprcialistas. consultem-nos
Também ninguém pediu a sua opinião e, no entanto, aqui está ela e ainda bem que a deu!
Os influencers sao os jornalistas do seculo 21, os jornalistas sao propagandistas do sistema que apenas desinformam e incutem medo para as pessoas aceitarem a doutrina woke
Sem concordar… ou discordar… explica o que é, para ti, a doutrina woke.
Muito gosta esta gente de restringir a liberdade de expressão e de calar criticas porque, no fundo, é disto mesmo que se trata. Calar as redes sociais é o objectivo. E, pela votação que aqui é feita, pelos vistos há muita gentinha mortinha pela implantação de um estado ditatorial de pensamento único… sem ninguém a incomodar governantes com os problemas das pessoas, com as dificuldades que todos nós todos os dias encontramos e sentimos na pele. Esta gente que aqui vota em favor da censura julga que estaria melhor se houvesse uma polícia a perseguir quem se atreva a abrir a boca. Vivem em democracia sem saberem a sorte que têm mas anseiam por ditaduras!
Não é pensamento único isso é da extrema direita, temos é que ter certos valores em comum para convivermos em sociedade de maneira saudável, cada vez mais necessário noção do que se faz e como afecta o bem comum, a tecnologia empodera e qualquer um entra no cérebro do outro!
“valores em comum para convivermos em sociedade de maneira saudável” é o que a direita pede, é o que o Chega e os seus eleitores muito encarecidamente pedem mas tanto o Chega como os seus eleitores são constantemente atacados e vilipendiados (pela sua esquerda) de “racistas”, “xenófobos” e outros mimos do género como bem sabe, na tentativa de silenciar vozes opostas. Portanto não venha para aqui cheio de moral falar de que nós, os que não somos de esquerda, temos de ter “noção do que se faz e como afecta o bem comum” pois a sua esquerda não quer saber de quaisquer noções de valores comuns (como se tem comprovado) ou de como o alegado “humanismo” (actualmente muito apregoado mas muito longe de o ser) nos afecta no nosso bem comum. Vocês da esquerda só querem saber dos potenciais votos dos novos pobres que para cá imigram!
Exigir qualificações não é censura…
Não.Devia exigir um cérebro aos que se deixam influenciar pelos “influencers” , que são tantos que infelizmente já é um “emprego”, larguem os tiks toks e Instagrans e comecem mas é a pensar pela própria cabeça , como se fazia antigamente
Pois… mas, segundo a opinião de alguns (e até de alguns Estados como a China que é referida no artigo), há influencers maus e há influencers bons. Quais deles são maus e quais deles são bons? É um certificado governamental que vai atestar a validade do que dizem uns e outros?
Lembro que alguns influencers considerados “maus” já se viram a braços com a justiça mas o tempo veio confirmar que afinal tinham razão.
Vamos agora exigir cérebro aos que se deixam influenciar pelos “maus” influencers e apoiar os que se deixam influenciar pelos “bons” e certificados influencers? Como bem diz o oliveira, “pensar pela própria cabeça” é muito melhor mas temos Estados que preferem a censura das redes sociais em vez de exigir cérebro, em vez de incentivar o sentido crítico – algo que deveria começar nas escolas mas que tem sido muito negligenciado.
Como se não bastasse também vivemos numa sociedade que, à custa de uma normal gripe, nos meteu em casa praticamente sem podermos contactar pessoalmente com outras pessoas. O que sobrou nessa situação? A Internet e as redes sociais. Quando se restringe o contacto pessoal e as conversas só se podem fazer nas redes sociais é normal que aí se converse sobre tudo. Os Estados culpam as redes sociais mas ao mesmo tempo também nos empurraram para lá e depois não gostam do que por lá discutimos.
Vejam as qualificações que os nossos políticos têm.
Se calhar, tbm não têm qualificações para falar sobre saúde.
Têm votos que lhes dão o mandato para governar por nós. Cabe-nos a nós sermos mais exigentes com eles ou candidatar-mo-nos e fazer melhor.
Quanto a falar sobre saúde, só oiço os políticos a falar quanto muito sobre a gestão da saúde, da saúde falam os profissionais da área.
Os influencers são narcisistas vendidos ao capital, são marionetas dos patrocinadores e se é preciso martelar muito um produto é porque não presta. Em relação à saúde é uma aberração nem sabia que existia tais criaturas, sugerem tratamentos que metem pessoas em risco? prisão.
Obviamente que não. Um ataque directo á Liberdade de Expressão.
Mas vejo que a maioria está disposta a ser infantilizada.
Querem um paizinho que vele por eles, seja uma ditdura comunista ou 40 anos de Estado Novo.
Claro que não concordo, quem tem de ter discernimento para perceber se a fonte é fidedigna é a pessoa, era só o que faltava, andam aqui a rotular a população como burra. Onde isto já vai… e quem fala da saúde fala de outro tema qualquer.
Quem devia ser multado eram os idioters ! Os influencers só existem por causa deles. A receita era garantida, e como idioters que são, continuavam a pagar …
“devia exigir qualificações aos influencers”
Simples, não é nunca.
Se o ser humano é considerado inteligente, o ouvinte é que deve filtrar o que considera bom e mau para ele.
Digam aos jovens que os influencers não têm importância!!! Para eles são os únicos que tem mesmo influência! Muitos até seguem mais o influencer que o próprio médico! Proibir, mas quem ia fiscalizar? Muitos nem são portugueses. Agora, que aquela gente é perigosa é, desinformadores, mal (in)formados, sem rigor científico, fazedores de opinião, vendedores de banha da cobra….
92% votaram SIM? LOOOL
Aqui está um belo retrato da nossa sociedade. Burros que dói.
Basta ser bonito e estar em forma para ser um influencer de wellness.
Há imensos exemplos de influencers de fitness e nutrição que têm desordens alimentares. Vendem cursos, rotinas de ginasio e planos alimentares quando não têm qualquer habilitação. Apenas tiveram a sorte de serem bonitos, fotogenicos e de terem conseguido alcançar uma boa forma fisica.
Há jovens bodybuilders a tomar esteroides demasiado cedo. Há uns anos, havia um youtuber muito bem sucedido, Sam Sulek, que era conhecido pelos vlogs inspiracionais mas aparentava sinais obvios dos efeitos secundarios de esteroides.
No auge da febre do Ozempic, vi vários videos de médicos estrangeiros a promover semaglutidas como metodo facil de emagrecimento. Para ganhar dinheiro com consultas e receitas. As pessoas qualificadas também são vendilhonas e pouco éticas.