PJ ajuda a derrubar serviços de ataques DDoS “por encomenda”
A Polícia Judiciária voltou a estar envolvida numa grande operação internacional contra o cibercrime. Desta vez, a ação foi coordenada pela Europol e teve como objetivo desmantelar infraestruturas usadas em ataques de DDoS-for-hire - serviços ilegais que permitem lançar ataques a pedido.
A operação, integrada na iniciativa internacional “PowerOFF”, juntou autoridades de 21 países e visou travar uma das formas mais acessíveis de cibercrime da atualidade: os ataques DDoS vendidos como serviço.
Estes serviços, também conhecidos como “booter”, permitem a qualquer utilizador, mesmo sem grandes conhecimentos técnicos, atacar websites, servidores ou redes, tornando-os inacessíveis.
Portugal teve papel de destaque
Em Portugal, a intervenção da PJ foi particularmente relevante:
- Foram feitos 62 pedidos à Google para remover sites associados a DDoS-for-hire
- 59 desses sites acabaram mesmo por ser eliminados
- Foi o maior número de remoções entre os países participantes
Além disso, está já em curso uma campanha de sensibilização online, em parceria com a PSP e o Centro Nacional de Cibersegurança, para alertar para a ilegalidade destas práticas.
Resultados globais da operação
A operação internacional teve impacto significativo:
- 23 detenções realizadas
- 53 domínios encerrados
- 25 mandados de busca executados
- Dados de mais de 3 milhões de contas analisados
Os ataques DDoS-for-hire continuam a crescer porque são fáceis de usar e baratos. Muitas vezes são motivados por curiosidade, ideologia ou até lucro, através de extorsão ou sabotagem de serviços concorrentes.
Com esta operação, as autoridades conseguiram não só interromper infraestruturas críticas usadas em ataques, mas também dificultar o acesso a este tipo de serviços ilegais — um passo importante no combate ao cibercrime global.



















