eSIM: viagens e compatibilidade estão a fazer disparar a sua adoção
A tecnologia eSIM, embora já exista há uma década, tem registado uma adoção global modesta. No entanto, o cenário está a mudar rapidamente, impulsionado por dois fatores cruciais: a crescente compatibilidade com novos dispositivos e a sua inegável conveniência para quem viaja.
A compatibilidade dos dispositivos como motor de crescimento do eSIM
Um dos principais catalisadores para esta tendência é a aposta dos fabricantes de telemóveis em lançar dispositivos com suporte eSIM. Os primeiros smartphones com esta tecnologia surgiram entre 2017 e 2018, com modelos notáveis como o Pixel 2 e o iPhone XR.
Em 2022, a Apple deu um passo decisivo ao eliminar a ranhura para o SIM físico nos seus modelos para o mercado norte-americano, uma medida que a Google replicou com o Pixel 10 este ano.
Este ano, a Apple elevou a aposta com o lançamento do iPhone Air exclusivamente eSIM e oferecendo modelos da série iPhone 17 apenas com eSIM em mais de 11 países. Uma vantagem técnica destes modelos é uma bateria com uma autonomia ligeiramente superior à dos modelos com ranhura para SIM físico.
Segundo a empresa de análise Counterpoint, em 2024, a penetração de smartphones com eSIM era de apenas 23%. Os Estados Unidos lideram este mercado, com 41% dos dispositivos lançados em 2024 a possuírem esta capacidade.
O papel decisivo do mercado chinês
A China poderá desempenhar um papel fundamental na massificação do eSIM. Em outubro, após o lançamento dos telemóveis da Apple exclusivamente com eSIM e de alguns contratempos iniciais, os operadores de telecomunicações chineses começaram a oferecer suporte para a tecnologia.
Estes fabricantes detêm uma quota de mercado significativa em regiões economicamente sensíveis na Ásia e em África. A sua estratégia passará por incluir gradualmente o suporte eSIM em todas as gamas de preços para satisfazer a procura interna.
Atualmente, a taxa de ativação em dispositivos compatíveis ainda é baixa, mas está a crescer. Steffen Sorrell, da Kaleido Intelligence, observou uma taxa de ativação de 30% em 2024, estimando que este valor suba para 75% até 2030.
As viagens como principal catalisador da tecnologia eSIM
Para quem viaja, o eSIM representa uma das formas mais convenientes de obter conectividade. Um inquérito da GSMA revelou que 51% dos utilizadores de eSIM recorrem a esta tecnologia para viajar. Adicionalmente, é uma solução mais segura, uma vez que o hardware do eSIM está frequentemente associado a elementos de hardware seguros, dificultando a sua adulteração.
A GSMA confirma que as viagens são o grande motor de crescimento, levando os viajantes frequentes a preferir dispositivos com esta tecnologia e, eventualmente, a adotá-la para o seu uso diário. A experiência inicial com o eSIM durante uma viagem pode ser transformadora.
Os utilizadores que gostam da experiência regressam a casa e pedem aos seus operadores de rede para fazerem a transição do SIM físico.
Explica Iacopino da GSMA.
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Tinha ideia que era precisamente o contrário, o eSIM é um entravo para quem viaja nomeadamente para países onde a tecnologia não existe.
Há empresas em que, nas viagens internacionais, antes de se partir, já se compra o eSIM de um operador do pais de destino. As mais conhecidas são a Holafly e Airalo (até o Revolut tem). A instalação da vrespetiva app (e do eSIM) pode ser feita cá, mas convém levar os dados móveis desativados e só ativar o eSIM no hotel, quando já se está ligado à rede Wi-Fi.
O que me parece é o contrário – é que se não é para viajar não há vantagem no eSIM (a menos que se queira usar mais do que um no pais).
Esses esims de que falas (holafy, arilo, revolut, etc) nao sao o mesmo tipo de esims falados neste artigo. Esses so permitem dados. Nao te dao um numero local para poderes enviar SMS ou fazeres telefonemas. So te dao um limite de dados para poderes utilizar a internet.
O esim mencionado no post ‘e o mesmo que ter o cartao SIM mas em formato digital. Tens um numero do telemovel.
Com WhatsApp (ou semelhante) basta ter dados, para mensagens e “telefonar”. Mas é correto o que dizes, não estão ligados à rede telefónica local para chamadas de voz e SMS.
Não li foi nada no post – sobre a utilização de eSIM em viagem – que distingui-se os dois tipos.
… distinguisse.
Pode não ser nada fácil… perder/roubarem, o telemóvel, pode demorar 3 dias a 50 dias, a resolver, o problema do E-sim, registado, no telemóvel.
É que, bloqueando, é preciso apresentar documentos, através da app, da operadora, fazendo, o mesmo, com todas, as operadoras. Sem isso, mesmo por telefonema (que pode custar 6000 euros!!! dependendo do país), leva 5 dias úteis.
E há o outro problema: falsificar o ID, de um E-sim, é fácil e pode ser feito a 50000km, de distância, activando roaming, sendo que, o cliente recebe, uma sms, de uma operadora, desconhecida, a anunciar que está em roaming, estando a, mais de, meio planeta de distância. Ignora, até ver, a conta bancária a ficar vazia.
Já há, milhares, de queixas, nos EUA, Alemanha e Itália, sobre roubos de milhares, de milhões, em criptomoedas, usando os E-sim (não só da Apple), em países asiáticos, principalmente na China e Tailândia.
Para os que falam em fazer chamadas para numeros normais, sempre podem utilizar um servico de voip. Tenho cheapvoip no qual carreguei uma vez ha uns 3 anos e ainda tenho saldo. E mais, chama como sendo do vosso numero (apos validar que existe).
Quem diz cheapvoip diz 12voip, activevoip… todos da empresa betamax – dellmont.
Basta perquisar por betamax rates e escolher o voip da vossa preferencia. A app e a mesma para todos, mas a conta esta ligada ao nome do voip escolhido (para PT movel powervoip e o mais barato. 0.1cent/min)
Não sei como funcionam os eSIM “normais” (substitutos dos cartões físicos) nos aeroportos. No caso dos eSIM da Airalo, Holafly, etc., os mesmos não são activados nos aeroportos para obrigar os viajantes a adquirir SIMs físicos nos quiosques dos aeroportos.
Descobri isso da pior maneira.