EUA estão a destruir o seu próprio motor de investigação de IA: as universidades
Na tentativa de consolidar a sua supremacia tecnológica frente a Pequim, os EUA parecem estar a comprometer o seu pilar fundamental: a investigação académica e o financiamento público.
O desmantelamento da estrutura científica dos EUA
A obsessão de Washington em vencer a corrida da inteligência artificial (IA) tem-se manifestado através de investimentos colossais em infraestrutura, bloqueios à exportação de componentes críticos e até na reativação de reatores nucleares para alimentar centros de dados.
Contudo, em paralelo com estes esforços, a administração Trump optou por aplicar cortes massivos no financiamento às universidades. Esta decisão foi duramente criticada por Eric Horvitz, o cientista-chefe da Microsoft, que, em entrevista ao Financial Times, classificou a medida como um erro enorme que poderá levar à fuga de talentos e permitir que a China assuma a dianteira no desenvolvimento científico.
O ano de 2025 revelou-se particularmente tenso para o setor da ciência e investigação nos Estados Unidos. Milhares de investigadores perderam os seus postos de trabalho e as universidades norte-americanas viram-se obrigadas a eliminar mais de 9000 empregos após o corte de subvenções científicas que totalizaram mil milhões de dólares.
A reestruturação governamental incluiu o desmantelamento do Departamento de Educação e reduções drásticas em programas de saúde, exploração espacial e iniciativas relacionadas com as alterações climáticas. Para Horvitz, é difícil compreender a lógica de tentar competir globalmente enquanto se enfraquecem as bases da inovação interna.
Ascensão do sistema educativo chinês
Enquanto os EUA reduzem recursos, a China colhe os frutos de uma estratégia de quatro décadas focada na formação de engenheiros. Atualmente, o país lidera a produção mundial de licenciados em áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) e as suas universidades encabeçam o volume de publicações académicas sobre IA.
No seu 15.º plano quinquenal, que cobre o período de 2026 a 2030, Pequim estabeleceu como prioridade absoluta o reforço do sistema educativo, com a meta ambiciosa de se tornar o líder global na educação até 2035.
O modelo de sucesso americano, estabelecido após a Segunda Guerra Mundial com a criação da Fundação Nacional de Ciência (NSF, originalmente), permitiu avanços cruciais na IA moderna, como a aprendizagem por reforço, graças ao financiamento público. No entanto, esse legado está em risco.
O cenário atual inverteu a tendência verificada nos anos 80: hoje, assiste-se a um regresso crescente de académicos chineses ao seu país de origem e até a uma migração de engenheiros americanos para a China, atraídos por programas de captação de talento.
Ao mesmo tempo, a Europa surge como uma alternativa sólida para os investigadores que, fugindo da falta de fundos nos EUA, procuram as oportunidades de financiamento oferecidas pela União Europeia.
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Se fosse só o seu próprio motor de investigação que estão a destruir, estavam eles bem!
Sem dúvida, estão a dar um ou uns enormes tiros no pé…
Uma boa dose de factos científicos implementada nos USA e aquele sistema todo esfarelava como uma escultura de areia da praia, que venham as marés da verdade que o mundo está cansado daquela cultura doente.
nos é que estamops no bom caminho hahahah
O pessoal está condicionado a pensar que a IA tem uma única via de desenvolvimento, através dos modelos LLM.
Zu Songchun. Se ouvirem falar dele com frequência é porque há outra via, que permitiu à China superiorizar-se aos EUA no desenvolvimento da IA. Em poucas palavras, é chinês, era professor universitário nos EUA e regressou à China onde exerce funções proeminentes na universidade. Por oposição aos LLM, a que chama “de muito para pouco” (muitos dados necessários para adquirir uma pequena competência nova), defende outro método, a que chama de “pouco para muitos”.
E há mais professores universitários a abandonar os EUA.
Os Estados Unidos abandonaram a IA e estão a guiar-se pelo cabeça de abóbora.
Quando a China e a Rússia mandar no mundo Indes estar melhor cegos acéfalos…
Ai Indes Indes,
Indes.
É pior do que o corte no financiamento… é também o ataque à entrada de pessoal altamente qualificado vindo doutros países, quer para posições nas universidades quer em empresas. O motor de R&D nos Estados Unidos dependia da contratação dos melhores dos melhores no mundo.
Os Americanos sem o pessoal qualificados dos outros países, não são nada. Não passam de jumentos com dinheiro e poder. Mas o poder acabasse e o dinheiro também.
Artilheiro, não existem jumentos com dinheiro.
Quando têm algum estoiram-no logo em porcarias.
Nós, Europeus, com a autoridade moral que gostamos de mostrar, talvez para exibir-mos com orgulho que somos burros que nem portas, gostamos de chamar os EUA de jumentos.
Ok, pode chamar, mas quando o jumento lhe diz assim ” é para fazer isto e aquilo como eu quero “, e nós fazemos, quem é o jumento?
Haha
Departamento de Educação= Departamento de Ideologização Negacionista. Para começar nega a existência de mulheres, são pessoas com útero, e muito mais.
“Iniciativas relacionadas com as alterações climáticas” Mais um area tomada por fanáticos, neste por negacionistas da incerteza climática.
Agora sim, alguém falou alguma coisa de jeito.
O que se passa atualmente, principalmente nos EUA e na Europa, é a total euforia de uma extrema-direita populista e demagógica com a facilidade com que a sua desinformação divulgada nas redes sociais, “podcasts”, canais próprios de divulgação, etc… consegue ter na maioria dos eleitores, que não compreendem completamente o que significa dar o voto nesta extrema direita.
Nos EUA, esta questão das Universidades e dos cérebros em fuga, está a ser um bónus para o Canadá, Europa, China, eventualmente mais alguns países.
Quando os eleitores [dos EUA] preferem dar o seu voto a criminosos já condenados (Donald Trump) o resultado não pode ser bom ou positivo no seu todo.
Aqui em Portugal, há quem prefira dar o seu voto num Partido que ainda não está legal, que não tem Orgãos Sociais, que não tem Estatutos aprovados, que não tem Contabilidade Organizada, que não se sabe a origem do seu financiamento e no entanto… só porque tem uma propaganda que é música para muitos ouvidos… já ocupa 20% dos lugares no Parlamento.
Quando esse partido for Governo, o SNS (Serviço Nacional de Saúde) e a Escola Pública serão extintas e não será necessário colocar a extinção de ambos no seu programa eleitoral… basta fazê-lo.
Até lá, sabem que têm de defender sempre e com veemência que NÃO irão extinguir o SNS e a Escola Pública.
É assim que se engana o zé pagode.
+1
É o que dá andar a jogar snakes and ladders quando se acha que é xadrez, enquanto a oposição está a jogar go.
não admira investir e educação torna o povo 8nteligente e informado, é com tal povo o Trump não seria eleito.
Já não é de agora.
eles querem é armas
A questão é: como se pode ser professor universitário sabendo quem governa a América?
Vejo tanta gente preocupada com os EUA, até me vem uma lágrima.
Chuif, Chuif.
Sois tão prestáveis que não duvido que o Papa canonize alguns comentadeiros daqui.
Não se preocupem com a Europa que não é preciso… Isto está tão bom.
Vamos mas é falar do outro…
Na China, também não abunda emprego para licenciados.
Por algum motivo o governo deixou de publicar as estatísticas de desemprego jovem.