Dinamarca vai proteger o corpo, cara e voz dos cidadãos com direitos de autor
Um recente anúncio feito pelo Governo da Dinamarca dá força à sabedoria popular: "tempos desesperados pedem medidas desesperadas". Por forma a combater os deepfakes, o país vai proteger o corpo, cara e voz dos cidadãos com direitos de autor.
Pela verosimilhança que asseguram, os deepfakes são um problema que muitos governos têm explorado. Em maio, por exemplo, o Presidente dos Estados Unidos Donald Trump assinou a Take It Down Act, uma lei que estreita as sanções para a distribuição de imagens íntimas não consentidas e deepfakes criados por Inteligência Artificial (IA).
Entretanto, o Governo dinamarquês anunciou que pretende evitar a criação e a divulgação de deepfakes gerados por IA, alterando a lei de direitos de autor, no sentido de garantir que todos têm direito sobre o seu próprio corpo, características faciais e voz.
No final do mês passado, o Departamento da Cultura da Dinamarca anunciou que reforçará a proteção contra imitações digitais da identidade das pessoas com o que acredita ser a primeira lei desse tipo na Europa.
Após amplo acordo entre os partidos, a proposta de alteração da lei atual foi publicada para consulta, com a apresentação da alteração prevista para o outono.
Dinamarca reforça proteção dos cidadãos contra deepfakes
A lei define deepfake como uma representação digital muito realista de uma pessoa, incluindo a sua aparência e voz.
No projeto de lei, concordamos e estamos a enviar uma mensagem inequívoca de que todos têm direito ao seu próprio corpo, à sua própria voz e às suas próprias características faciais, o que aparentemente não é como a lei atual protege as pessoas contra a IA generativa.
Disse o ministro da Cultura dinamarquês, Jakob Engel-Schmidt, ao The Guardian, sublinhando que não está disposto a aceitar que os "seres humanos possam ser passados pela fotocopiadora digital" e usados indevidamente para todo o tipo de fins.
As alterações propostas introduzem proteção não só para os artistas, mas, também, para todos os indivíduos cuja imagem possa ser replicada digitalmente.
De forma simplificada, as novas disposições estabelecem três proteções principais:
- Proteção de identidade - proíbe a distribuição de representações digitais realistas da aparência ou voz de uma pessoa sem o seu consentimento;
- Proteção da performance artística - estende-se a performances não tradicionais, como improvisações e atos não verbais que normalmente não são abrangidos pelos direitos de autor;
- Proteção do artista - protege especificamente os artistas contra a imitação digital não autorizada da sua imagem, voz ou performance.
Segundo o governo, as novas regras não afetarão sátiras e paródias, que continuarão a ser permitidas. Embora não proíba a criação de deepfakes, restringe a sua divulgação pública sem o consentimento da pessoa retratada.
Uma vez aprovadas, a alterações à lei dos direitos de autor da Dinamarca dará aos cidadãos o direito de exigir que as plataformas online removam esse tipo de conteúdo fabricado, caso ele seja partilhado sem consentimento.





















Felizmente que neste mundo ainda existem políticos com dois dedos de testa. É pena não vermos isto em Portugal.
Sim, há politicos que pareçem olhar para lá dos interesses das corporações. Felizmente. Agora, também não convém esquecer que do mesmo país surgem politicos a tentar impôr ves após vez, medidas draconianas no que toca à privacidade online. Eles querem acabar de facto com a encriptação para o cidadão comum (excepção, a politcos e detentores de “cargos elegíveis” que é o mesmo que dizer regras pra vós não pra nós) ao quererem impôr às empresas developers tanto de sistemas operativos como outros softwares a introdução de backdoors nativos que permitam acesso a qualquer hora e em tempo real a todas os equipamentos e seu conteúdo ligados à internet… Também há esse “pequeno” pormenor.
Para os interessados pesquisem pela iniciativa de lei chat control
Como eu disse, um país civilizado. Se queremos combater o terrorismo e outras organizações criminosas, não podemos deixar criar oásis para estas proliferarem. Percebo que pode ser visto como um “big brother”, mas o crime não dorme nem liga à privacidade e leis. A “privacidade” é uma ilusão se não formos proativos com os criminosos . E se não deixamos os governos ter algum espaço de manobra para investigar, identificar e apanhar os meliantes, temos esses mesmos meliantes (e algumas empresas bem conhecidas) todos contentes porque, a bem da privacidade, ninguém os consegue apanhar.
Tal como as forças de segurança podem, mediante várias situações previstas na Lei aceder a espaços, identificar pessoas e fazer muitas outras coisas para garantir a segurança de todos, podemos “copiar” os mesmos padrões para o mundo virtual para, volto a dizer, o bem de todos. Se a polícia vir, se aperceber ou se receber alguma queixa de atividade suspeita no mundo real, entra em ação para proteger toda a gente. E no mundo virtual deve fazer o mesmo. E na verdade, qual é o problema? A polícia não vai ter qualquer interesse em andar a espiar fotografias de gatos, bebés ou piadas foleiras.
Podemos olhar para isto um pouco como operações stop, radares de velocidade e outras medidas. Obviamente ninguém gosta de ser mandado parar numa operação stop. Mas é assim que se apanham muitos bebedolas que podem matar alguém. É assim que se apanha gente sem carta e carros sem quaisquer condições de segurança. Ninguém gosta dos radares, mas na verdade, sem radares ninguém cumpre com os limites de velocidade. Nem os que passam a 60 numa zona de 50, nem os que passam a 150.
Mais um crente que está convencido que isto é sobre proteger criançinhas de pedófilos ou cidadãos de bem de terroristas. Lol!!! Como se pedófilos e terroristas não soubessem como contornar estes sistemas intrusivos de vigilancia, que caso não saibas não é nada dificil, basta usares uma plataforma descentralizada (peer-topeer9 com encriptação end-to-end
numa snadbox igualmente encriptada e boa sorte a tentarem interceptar quanto mais descodificar o seu conteúdo. Isto tem a ver com controle de massas, com profiling, com predição de tendencias, com identificação de potenciais lideranças e dissidencias na sua formação e consequente neutralização antes de se tornarem um problema para os poderes instalados,
em suma uma mina de ouro para as empresas de recolha, processamente e venda de dados, e para os governos que dessa forma conseguem ter um controle quase absoluto sobre as massas, o que podem consumir, dizer, ler ou ouvir digitalmente. Eu entendo que haja quem goste e se sinta mais “seguro” e confortável a passar pela vida com um papá a dizer-lhe a toda a hora o que deve fazer, comprar, pensar, ouvir, ler, e votar.
Espero que não sejam muitos, para ser sincero, ou vamos acabar outra vez num feudo, desta vez não de “nobres senhores”, mas de parasitas e seus acólitos que se estão a movimentar no tabuleiro politico, juridico e social e a preparar-se para sugar o cidadão comum de formas que nem sequer imaginam, e quando derem por ela se não agirem agora, nada menos do que uma revolução – e não vai ser de cravos desta vez – poderá acabar com esse sistema.
Isso pode ser tudo verdade se as pessoas forem todas inertes e acéfalas. Mas isso tanto são no caso dos governos, das religiões, das big tech e seus fanboys. Seja para que lado for, ainda faço questão de dar uso ao meu cérebro e pensar por mim próprio enquanto o melão tiver alguma coisa de útil.
Agora não me venhas com a porra dos moralismos que empresas como a telegram (mero exemplo entre muitos) é que são os grandes defensores da liberdade e democracia. São parasitas que vivem às custas de dinheiro de sangue que recebem para esconder os criminosos.
Mais um crente que está convencido que isto é sobre proteger criançinhas de pedófilos ou cidadãos de bem de terroristas. Lol!!! Como se pedófilos e terroristas não soubessem como contornar estes sistemas intrusivos de vigilancia, que caso não saibas não é nada dificil, basta usares uma plataforma descentralizada (peer-topeer9 com encriptação end-to-end
numa snadbox igualmente encriptada e boa sorte a tentarem interceptar quanto mais descodificar o seu conteúdo. Isto tem a ver com controle de massas, com profiling, com predição de tendencias, com identificação de potenciais lideranças e dissidencias na sua formação e consequente neutralização antes de se tornarem um problema para os poderes instalados,
em suma uma mina de ouro para as empresas de recolha, processamente e venda de dados, e para os governos que dessa forma conseguem ter um controle quase absoluto sobre as massas, o que podem consumir, dizer, ler ou ouvir digitalmente. Eu entendo que haja quem goste e se sinta mais “seguro” e confortável a passar pela vida com um papá a dizer-lhe a toda a hora o que deve fazer, comprar, pensar, ouvir, ler, e votar.
Espero que não sejam muitos, para ser sincero, ou vamos acabar outra vez num feudo, desta vez não de “nobres senhores”, mas de parasitas e seus acólitos que se estão a movimentar no tabuleiro politico, juridico e social e a preparar-se para sugar o cidadão comum de formas que nem sequer imaginam, e quando derem por ela se não agirem agora, nada menos do que uma revolução – e não vai ser de cravos desta vez – poderá acabar com esse sistema.
PS – tive que responder debaixo do meu post porque não consegui de maneira nehuma responder ao user Zé…
Ora aí está um país verdadeiramente civilizado.
Deveríamos ter políticos assim que fazem medidas a pensar nos cidadãos.
Em Portugal é parecido 🙂
Cá os políticos tomam medidas a pensar nos cidadãos que os vão eleger ou reeleger.
+1000
Mais um crente que está convencido que isto é sobre proteger criançinhas de pedófilos ou cidadãos de bem de terroristas. Lol!!! Como se pedófilos e terroristas não soubessem como contornar estes sistemas intrusivos de vigilancia, que caso não saibas não é nada dificil, basta usares uma plataforma descentralizada (peer-topeer9 com encriptação end-to-end
numa snadbox igualmente encriptada e boa sorte a tentarem interceptar quanto mais descodificar o seu conteúdo. Isto tem a ver com controle de massas, com profiling, com predição de tendencias, com identificação de potenciais lideranças e dissidencias na sua formação e consequente neutralização antes de se tornarem um problema para os poderes instalados,
em suma uma mina de ouro para as empresas de recolha, processamente e venda de dados, e para os governos que dessa forma conseguem ter um controle quase absoluto sobre as massas, o que podem consumir, dizer, ler ou ouvir digitalmente. Eu entendo que haja quem goste e se sinta mais “seguro” e confortável a passar pela vida com um papá a dizer-lhe a toda a hora o que deve fazer, comprar, pensar, ouvir, ler, e votar.
Espero que não sejam muitos, para ser sincero, ou vamos acabar outra vez num feudo, desta vez não de “nobres senhores”, mas de parasitas e seus acólitos que se estão a movimentar no tabuleiro politico, juridico e social e a preparar-se para sugar o cidadão comum de formas que nem sequer imaginam, e quando derem por ela se não agirem agora, nada menos do que uma revolução – e não vai ser de cravos desta vez – poderá acabar com esse sistema.
PS – Não consegui postar esta resposta debaixo do comentário do user Zé que respondeu ao meu post original, pelo que fica aqui a notificação