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António Zambujo, Pearl Jam e mais dezenas de artistas pedem que IA respeite os seus direitos

                                    
                                

Autor: Ana Sofia Neto


  1. Fusion says:

    Por mau que pareça, esta fase ainda não é pior, sinto-me sensibilizado com os artistas e compreendo o ponto deles. É desagradável existirem músicas com as vozes dos artistas ou versões completamente reimaginadas de certos artistas.

    No entanto, a base ainda será de artistas autênticos, mesmo que eles não apreciem (o que é legítimo), ainda assim baseia-se em algo tangível e autêntico.

    O problema, na minha visão (e falo enquanto amante de música e cinema), é quando começarem a criar “artistas” baseados em nada, isto é, que não têm correspondência no mundo físico, com vozes que não existem, tudo criado por máquina, tanto na música como no cinema (e em outras áreas artísticas).

    A arte é bela porque é genuína, vem da alma de quem a cria, é fundamentada em sentimentos e emoções, e isso causa-me repulsa, mesmo que o produto final seja atrativo, pois desvia-se do que se supõe ser a arte.

    Podem até dizer que criações de IA podem ser consideradas arte, contudo, o que torna a arte bela é a essência humana, onde estão todas as nossas qualidades bem como as nossas falhas, e isso é o que é belo de ver.

    Os Beatles, 4 rapazes de Liverpool, que pegaram nos seus instrumentos e transformaram a indústria da música e a cultura, seria o mesmo se fosse uma criação de IA? Será que teria o mesmo impacto ou importância?

    Porque com IA, podemos literalmente ser capazes de criar os novos Beatles, mas isso terá algum significado? Pode até ter, mas não será genuíno, pelo menos aos meus olhos.

    O Paul McCartney escreveu a Let it Be inspirado num sonho, uma das músicas mais emblemáticas dos Beatles, e isso é autêntico, algo que com IA não conseguiríamos.

    Quando as pessoas dizem que a IA vai acabar com a humanidade e afins, não consigo ver esse cenário, mas no campo das artes, vejo que pode realmente causar danos, especialmente nesta sociedade e cultura de consumo fast food e na constante procura pela próxima “cena”.

  2. Filipe says:

    Claro, IA baseia-se no conhecimento humano, não cria nada de novo, não tem consciência e não tem capacidade de imaginação. Tudo o que cria, é baseado no que já existe a partir do conhecimento humano. 😉

  3. gipsy89 says:

    Será que a história da luta contra o MP3 vai repetir-se???

  4. superfan says:

    Erm ? Mas quem raio é o António Zambujo ?

  5. Zé Fonseca A. says:

    mas quem é que no seu perfeito juizo iria querer copiar uma musica do antonio zambujo?

    • halnaweb says:

      eheheheh! Ninguém lá está a jogada de marketing.
      Agora a malta vai para o spotify ouvir o marreta e depois ele ganha uns trocos com as streams 🙂

  6. K says:

    Não há legislação por causa dos lobbys. Dos milhõeszinhos pagos para evitar e adiar a regulamentação.
    Nos lobbys não se tratar de fazer o que é certo ou de defender os direitos de quem merece, trata-se de defender os interesses de que dá mais cash.
    No que respeita aos direitos de autor, é simplesmente ridiculo. De notar que a música está muito mais protegida que a arte visual.

  7. aasss says:

    nunca pensei ler António Zambujo e Pearl jam na mesma frase. já agora Toy

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