Morte a bordo: O que acontece quando alguém morre durante um voo?
Foi notícia esta semana, um casal australiano iniciou as suas férias românticas para Veneza sentado ao lado de um cadáver durante as últimas quatro horas de um voo de 14 horas. A questão é se a tripulação teve o procedimento correto, ao "sentar" o passageiro morto ao lado dos restantes passageiros.
Cadáver da mulher viajou 4 horas ao lado de um casal
Durante um voo da Qatar Airways entre Melbourne e Doha, uma mulher desmaiou no corredor ao lado da sua fila. A cerca de 35.000 pés sobre o Oceano Índico, a tripulação tentou, sem sucesso, salvar a passageira. O corpo, coberto com mantas, foi então colocado num assento vazio, ao lado do casal, até à chegada ao destino.
Mitchell Ring e Jennifer Colin relataram a sua experiência traumática ao canal australiano Channel Nine.
Entendemos perfeitamente que não podemos responsabilizar a companhia aérea pela morte da senhora, mas deve haver um protocolo para garantir o bem-estar dos restantes passageiros a bordo.
Disse Jennifer Colin.
No entanto, segundo a sua descrição, a Qatar Airways seguiu as diretrizes estabelecidas pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), algo que a transportadora do Golfo confirmou num comunicado emitido na quarta-feira.
Qual o protocolo se morrer alguém durante os voos
A IATA, organização global do setor da aviação, possui um protocolo específico para lidar com mortes a bordo. O primeiro passo é simples: a tripulação informa o comandante para que as autoridades no aeroporto de destino possam preparar-se para receber o voo.
Caso a morte seja presumida, a hipótese de um desvio para um aeroporto próximo já terá sido descartada ou não estaria disponível.
O segundo passo recomenda que o corpo seja colocado num assento, de preferência numa zona menos movimentada da aeronave.
Ela era uma senhora bastante corpulenta e não conseguiram levá-la pelo corredor.
Explicou Mitchell Ring.
Segundo os relatos, a tripulação tentou levá-la para a classe executiva, onde uma porta de privacidade ocultaria o corpo, mas acabaram por optar por um assento mais próximo.
O casal que viajava para um destino romântico estava numa fila de quatro lugares, com dois assentos vagos. Caso o voo estivesse completamente cheio, as diretrizes da IATA estipulam que o corpo deve ser colocado no seu assento original.

Em 2023, o número de passageiros aumentou para 4,6 mil milhões, o que, mantendo uma taxa de mortalidade como nos anos anteriores, 0,21 mortes por milhão de passageiros, corresponderia a aproximadamente 966 mortes naturais a bordo.
Morrer alguém num avião é muito raro
Os passos seguintes detalham como a tripulação deve lidar com o corpo. Se disponível, deve ser utilizado um saco para cadáveres, fechado até ao pescoço. O falecido deve ser afivelado ao assento e os olhos fechados, garantindo que permanece seguro em caso de turbulência.
A experiência de ver alguém morrer já é traumatizante por si só, e ninguém quer ser atingido por um corpo durante turbulência.
Os dois últimos passos envolvem a recolha de contactos de acompanhantes do falecido e a organização do desembarque. A tripulação deve permitir que todos os passageiros desembarquem antes de autorizar a entrada das autoridades e possibilitar que os familiares permaneçam com o corpo.
No voo da Qatar Airways, este procedimento não foi seguido. O esposa conseguiu mudar de lugar, mas o corpo permaneceu entre o esposo e o corredor, impedindo-o de sair quando o avião chegou ao portão.
Toda a situação foi lamentável para todos os envolvidos, mas dentro de um avião em pleno voo, as opções são extremamente limitadas.





















Já voar com morto no avião não é tão dificil daí a velha frase “quantas almas a bordo” e não “quantas pessoas”.
Como nas finanças… Chamam pelo número e pedem-nks outro número “NIF” não querem saber o nome… O corpo humano é napenas um invólucro aproveitado enquanto tem energia… Para Deus somos alma, para o estado um número… Provocam guerras os nossos filhos morrem e eles sentados em casa …
Ia mais sossegado e sem incomodar ninguem…. nao sei de que se queixam!
Abrem a porta.